🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

O ÚLTIMO PASSO

Petrobras (PETR4) diz o que falta para pagar bilhões em dividendos extraordinários aos acionistas. O que fazer com as ações da estatal até lá?

A petroleira apresentou lucro maior do que o esperado pelo mercado, em uma reversão do prejuízo no trimestre anterior; ações sobem na B3 na contramão da queda do petróleo no exterior

Carolina Gama
8 de novembro de 2024
15:12 - atualizado às 11:06
Petrobras com fundo de dinheiro pegando fogo
Logo da Petrobras em montagem com dinheiro e fogo. - Imagem: Divulgação/Unsplash/Montagem: Fernanda Lopes

Esplendoroso. Foi assim que a presidente da Petrobras (PETR4), Magda Chambriard, descreveu o desempenho financeiro da estatal no terceiro trimestre de 2024. De fato, a petroleira reverteu o prejuízo dos três meses anteriores em um lucro que superou as estimativas — mas os investidores queriam saber sobre o pagamento dos dividendos. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os ordinários, que as empresas são obrigadas a entregar, vieram: R$ 17,12 bilhões serão pagos em dezembro. Acontece que a Petrobras tem represado cerca de R$ 22 bilhões em dividendos extraordinários — que não foram distribuídos junto com o balanço de julho a setembro. Por isso, a dúvida continua: quando a estatal finalmente vai fazer esse pagamento?

Fernando Melgarejo, diretor financeiro da Petrobras, respondeu a essa pergunta nesta sexta-feira (8) ao comentar junto com Chambriard o resultado trimestral da companhia e deu uma pista: a liberação dos R$ 22 bilhões extras aos acionistas depende do plano estratégico 2025-2029. 

“Entendemos que, pelas melhores práticas, essa liberação deve ser avaliada diante da construção do planejamento estratégico, que deve ser aprovado até 21 de novembro”, disse Melgarejo. 

“Nesse processo, avaliamos o caixa, o nível de endividamento e outras métricas para, se tivermos um nível de confiança adequado, propor para a companhia [o pagamento dos dividendos extraordinários] e é a companhia que toma a melhor decisão nesse sentido”, acrescentou. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Questionado sobre o uso da reserva de remuneração de capital para o pagamento dos dividendos extraordinários, Melgarejo explicou que o mecanismo não é a garantia de distribuição aos acionistas. 

Leia Também

No segundo trimestre, a Petrobras teve um prejuízo bilionário e mesmo assim anunciou o pagamento de R$ 13,6 bilhões em proventos. Desse valor, R$ 6,4 bilhões vieram da reserva de remuneração de capital de R$ 21,9 bilhões que a companhia criou com parte do lucro de 2023 que decidiu não distribuir aos acionistas.

A partir desse uso das reservas, o mercado começou a se questionar se a Petrobras poderia recorrer a elas para distribuir os dividendos extraordinários represados. 

“A existência da reserva de remuneração de capital não significa que temos caixa. Essa reserva funciona como uma espécie de provisão contábil. Quando decidimos pelo pagamento de dividendos, a gente olha para o fluxo de caixa. A reserva é um instrumento nesse processo”, afirmou Melgarejo na coletiva de hoje. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Se os dividendos podem vir depois do plano estratégico, quando a Petrobras divulga?

Embora os executivos da Petrobras não tenham apresentado uma data para distribuir os dividendos extraordinários, eles condicionaram essa liberação ao plano estratégico 2025-2029 — esse sim com data para ser anunciado. 

A própria estatal já havia sinalizado que deve divulgar publicamente seu próximo planejamento quinquenal no dia 22 de novembro.  

O plano estratégico atual da Petrobras prevê investimentos de R$ 102 bilhões entre 2024 e 2028 — o que representou um aumento de 31% em relação ao anterior. 

Fontes ouvidas pela Reuters indicam que o novo plano de aportes deve girar em torno de R$ 110 bilhões, um aumento de 8% sobre o atual. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Questionada sobre o assunto na coletiva de hoje, a presidente da Petrobras pediu paciência. 

“Peço um pouco mais de paciência. [O plano 2025-2029] está batendo na trave, já já apresentamos. O que posso antecipar é que E&P [exploração e produção] continua sendo nosso foco e as refinarias demandarão cuidado. Teremos um plano voltado cada vez mais para a transição energética”, afirmou Chambriard. 

E o diretor financeiro completou: “A lógica que buscamos para o plano estratégico é a lógica do capital otimizados, que crie valor para o acionista e suporte investimentos em longo prazo”. 

SELIC nas alturas: Como montar uma CARTEIRA de AÇÕES RESILIENTE?

Comprar ou vender Petrobras agora?

As ações da Petrobras são umas das poucas entre as empresas ligadas às commodities que sobem na bolsa brasileira hoje — isso porque a decepção do mercado com os estímulos chineses derruba os papéis de companhias ligadas às matérias-primas. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por volta de 15h, PETR4 avançava 0,65%, a R$ 35,74, enquanto PETR3 tinha alta de 0,63%, a R$ 38,62. No mesmo horário, os futuros do petróleo recuavam pelo menos 2% no exterior. 

Mas, depois de resultados melhores do que o esperado no terceiro trimestre e da luz brilhando no fim do túnel dos dividendos extraordinários, o que fazer com as ações da Petrobras agora?

O Goldman Sachs manteve a recomendação de compra para os papéis da estatal, com foco no potencial da empresa.

O banco diz que os investimentos realizados no período deram um salto de 30% contra o segundo trimestre, devido a atividades de manutenção e à chegada de novos equipamentos, mas que espera uma redução no quarto trimestre do ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

 "A empresa manteve o guidance de capex para 2024 em US$ 13,5 bilhões-US$ 14,5 bilhões, o que, por sua vez, implica em US$ 2,6 bilhões-US$ 3,6 bilhões em capex esperado para o quarto trimestre, portanto, menor comparado aos investimentos do terceiro trimestre", informou.

O Goldman disse ainda que a queda da margem de refino da estatal, especialmente no diesel, fez com que o Ebitda ajustado (em reais) do segmento diminuísse 42% em relação há um ano, com margens de refino também parcialmente compensadas por um real mais fraco.

Já o Citi tem recomendação neutra para as ações da Petrobras. O banco classificou os resultados financeiros do terceiro trimestre como fracos devido aos preços e à produção de petróleo menores. 

Apesar do anúncio de dividendos ordinários, os analistas do Citi veem o aumento do capex como um sinal de alerta para a tese de dividendos da estatal.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Muitos investidores acreditam que a empresa não conseguirá aumentar seus investimentos nesse ritmo, o que, combinado com uma tendência de queda nos preços do petróleo, pode representar riscos de queda nos pagamentos futuros de dividendos ordinários", disseram. 

Segundo os analistas, a tese de dividendos para 2025 ficará mais clara após a divulgação do novo plano estratégico. O banco estima um potencial de aproximadamente US$ 4 bilhões em dividendos extraordinários.

O Itaú BBA tem recomendação de compra para as ações da Petrobras, com preço-alvo de R$ 48,00, o que representa um potencial de alta de 35,5%. 

Segundo o banco, a Petrobras mostrou um balanço com bons números no terceiro trimestre, o que ajudou a companhia a anunciar a distribuição de dividendos acima do esperado pelo mercado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Entre os pontos positivos, o banco destacou um sólido fluxo de caixa operacional de US$ 11,3 bilhões — acima da estimativa de US$ 9 bilhões do BBA, beneficiado por uma redução no pagamento de imposto de renda e contribuição social, que compensou uma maior concentração de investimentos de US$ 4,5 bilhões neste trimestre.

“Isso apoiou a empresa no anúncio de dividendos ordinários de US$ 3,1 bilhões, yield [rendimento] de 3,9%, acima da nossa estimativa e do consenso”, disseram os analistas em relatório.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
DEPOIS DA OPA

Sabesp (SBSP3) reforça aposta na Emae e desembolsa R$ 171,6 milhões por nova fatia

13 de março de 2026 - 10:32

Negócio envolve fundo que detém mais de 23% das ações ordinárias da geradora de energia; veja os detalhes da transação

SINAL DE ALERTA

Oncoclínicas (ONCO3) à beira de um calote? Por que a Fitch rebaixou o rating da empresa pela 2ª vez no mês

13 de março de 2026 - 9:54

Agência vê risco de inadimplência restrita após empresa iniciar negociações com credores para prorrogar pagamentos de dívida

JÁ NÃO ESTÁ BARATO

Voar vai ficar (ainda) mais caro: alta do petróleo afeta passagens aéreas, diz presidente da Gol (GOLL54)

13 de março de 2026 - 9:34

O presidente-executivo da companhia aérea Gol (GOLL54), Celso Ferrer, afirmou que alta do petróleo deve ser repassado aos preços das passagens

MAIS PROVENTOS

Privatização no horizonte e dinheiro no bolso: Copasa (CSMG3) aprova novo JCP aos acionistas; veja quem tem direito ao pagamento

13 de março de 2026 - 8:30

Companhia distribuirá R$ 177,6 milhões em proventos referentes ao primeiro trimestre de 2026. Saiba quando a remuneração vai pingar na conta

NOVA FASE

Magazine Luiza (MGLU3) inicia novo ciclo e quer acelerar o e-commerce — mas ainda se recusa a entrar na guerra de Shopee e Mercado Livre

12 de março de 2026 - 19:05

Empresa inicia ciclo focado em inteligência artificial. Intenção é acelerar no e-commerce, mas sem comprar briga por preços

BALANÇO

Selic ainda aperta o Magazine Luiza (MGLU3): lucro cai 55% no 4T25 com pressão das despesas financeiras; lojas físicas seguram vendas

12 de março de 2026 - 19:01

O Magazine Luiza reportou lucro líquido de R$ 131,6 milhões no quarto trimestre de 2025, queda de 55% na comparação anual, pressionado pelo avanço das despesas financeiras em meio aos juros elevados

REESTRUTURAÇÕES EM ALTA

Quando a conta chega: por que gigantes como Raízen, Oi, GPA e Americanas recorreram à recuperação para reorganizar bilhões em dívidas

12 de março de 2026 - 18:01

As maiores reestruturações da história recente ajudam a explicar como o ambiente financeiro mais duro tem afetado até grandes companhias brasileiras

MINERAÇÃO

CSN (CSNA3) despenca após resultado, com queima de caixa e dívida ainda maior: China e até guerra afetam a companhia

12 de março de 2026 - 15:40

A CSN reiterou seus esforços de melhorar a estrutura de capital e reduzir a alavancagem financeira daqui para a frente, mas esse caminho não será fácil

NA MODA

O que Safra e BB Investimentos viram na Lojas Renner (LREN3)? Veja por que a ação pode subir até 40%

12 de março de 2026 - 15:15

“A recuperação de sua divisão de mercadorias continua sendo sustentada por melhorias nas estratégias de precificação, maior assertividade nas coleções e gestão de estoques mais eficiente”, destacaram os analistas do Safra

BRIGA DE GIGANTES

A ameaça da Shopee: Mercado Livre (MELI34) é rebaixado pelo JP Morgan por preocupações com a concorrência, e ações caem

12 de março de 2026 - 12:45

O banco defende que o Mercado Livre ainda é considerado uma boa tese de longo prazo, mas não deve refletir suas qualidades nos preços da ação em 2026

CENÁRIO INCERTO

Casas Bahia (BHIA3) virou a página da sua dívida, mas cenário ainda é preocupante: entenda o que mexe com a empresa agora

12 de março de 2026 - 12:15

A Casas Bahia finalmente conseguiu virar a página de sua crise financeira, que a levou a pedir recuperação extrajudicial em 2024,? A resposta não é tão simples.

NA CORDA BAMBA

CSN (CSNA3) volta ao vermelho no 4T25 e prejuízo dispara 748% em um ano. O que pesou no balanço?

12 de março de 2026 - 10:01

Resultado negativo chega a R$ 721 milhões no quarto trimestre, enquanto empresa tenta reorganizar dívidas

VAI PAGAR?

Raízen (RAIZ4): S&P Global rebaixa rating para ‘calote seletivo’ após pedido de recuperação de R$ 65 bilhões em dívidas

12 de março de 2026 - 9:43

O plano da Raízen poderá envolver uma série de medidas, como uma capitalização pelos seus acionistas e a conversão de parte das dívidas em participação acionária

RESULTADO

Casas Bahia (BHIA3) corta prejuízo em 82% no 4T25, mas ainda amarga perda bilionária no ano; veja os destaques do balanço

12 de março de 2026 - 7:57

Receita cresce, margens avançam e varejista ganha participação de mercado em meio a avanços no plano de reestruturação

DEPOIS DA RE

Nada é tão ruim que não possa piorar: Citi abandona ações do GPA (PCAR3) e Fitch corta rating

11 de março de 2026 - 19:47

O banco tinha recomendação de venda para o papel, enquanto a agência de classificação de risco rebaixou a nota de crédito da varejista em moeda local de CCC para C

CRESCIMENTO ESTRUTURAL

Já deu para a WEG (WEGE3)? Por que analistas veem menos gatilhos para a ação no curto prazo mesmo com tese positiva

11 de março de 2026 - 19:23

Itaú BBA e Santander mantêm visão positiva para a empresa, citando o ciclo global de investimentos em redes elétricas, mas apontam riscos e pressões no horizonte mais próximo

SD ENTREVISTA

Espaçolaser (ESPA3) tem lucro maior no 4T25, vê ano de virada e quer estar pronta para a volta das small caps na bolsa, diz CFO

11 de março de 2026 - 19:07

Em entrevista ao Seu Dinheiro, Fabio Itikawa diz que empresa entra em 2026 mais eficiente, menos alavancada e pronta para atrair investidores

VAI PINGAR NA CONTA?

Dividendos extraordinários da Vale (VALE3) vêm aí — mas há condição para o pagamento aos acionistas

11 de março de 2026 - 18:45

A companhia é afetada pelos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, com custos do combustível e de frete na linha de frente dos impactos

AMIGOS, AMIGOS, NEGÓCIOS À PARTE

Cobrança de R$ 170 milhões da Casas Bahia empurrou o Grupo Pão de Açúcar para a recuperação judicial; entenda a discussão entre as ex-parceiras

11 de março de 2026 - 17:33

“Hoje, na data do protocolo deste procedimento, a companhia não tem condições de realizar o pagamento sem interromper as suas operações”, disse o Pão de Açúcar

VACAS MAGRAS

Além do Oriente Médio, EUA e China também afetam os frigoríficos e até o preço da carne do seu churrasco

11 de março de 2026 - 15:07

Situação dos rebanhos nos EUA e tarifas da China também afetam o cenário para a carne bovina; JBS, MBRF e Minerva podem sofrer, e, em 2026, o seu churrasco deve ficar ainda mais caro

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar