Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Tatiana Vaz

RUMO INTERNACIONAL

“Não somos só uma bolsa de renda variável”, diz Gilson Finkelsztain; CEO da B3 (B3SA3) diz o que vai ser da dona da bolsa em 2025 diante do nervosismo do mercado   

CEO da B3 (B3SA3) diz não se preocupar, já que 80% do negócio está baseado em áreas que devem seguir crescendo

Tatiana Vaz
18 de dezembro de 2024
19:15 - atualizado às 11:59
Sede da B3 B3SA3
Sede da B3 - Imagem: Shutterstock

Não é só o investidor que segue o conselho de não colocar todos os ovos na mesma cesta. A B3 (B3SA3), bolsa de valores do Brasil, enfatizou nesta quarta-feira (18) o quanto a diversificação das áreas da companhia fará com que a alta dos juros e as incertezas macroeconômicas não atrapalhem o crescimento do negócio ao longo dos últimos anos. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso em um dia de nervosismo nos mercados, em que a bolsa fechou aos 120.771,88 pontos, uma perda de 3.926,16 pontos, enquanto o dólar chegou a R$ 6,27 por aqui e o Dow Jones terminou o dia com a pior sequência em 50 anos

O CEO da B3, Gilson Finkelsztain, falou com os jornalistas na tarde desta quarta durante o B3 Day, na sede da empresa, na capital paulista, sobre a importância de segmentos díspares terem levado a bolsa a saltar de uma receita de R$ 6,6 bilhões, em 2019, para os atuais R$ 10,4 bilhões (de outubro de 2023 a setembro deste ano), um incremento de 10% no período. 

No mesmo intervalo, o Ebitda recorrente (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) subiu 9% para R$ 6,5 bilhões, e o lucro líquido recorrente ficou em R$ R$ 4,6 bilhões.

Com isso, enfatizou, a tendência de um juro ainda mais alto em 2025 não preocupa, já que 80% do negócio está mais baseado em áreas que crescem mesmo em cenários de alta volatilidade e que se beneficiam do cenário atual. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Apesar de carregar bolsa no nome, temos uma série de negócios dos quais bolsa e mercado de renda variável correspondem a 20% da composição total. Apesar de importante, essa não é uma fatia essencial que nos atrapalhe a seguir e manter com o potencial de crescimento da companhia”, disse Finkelsztain. 

Leia Também

Crescimento em outras frentes

Dentro desta estratégia de diversificar, Finkelsztain lembrou da importância da oferta de novos produtos a partir dos dados que a empresa já possui, aliado às companhias adquiridas por ela nos últimos anos.

Segundo ele, foram mais de 450 projetos desenvolvidos ao longo dos dez anos e, não à toa, estas ofertas crescem em relevância na companhia — a área digital, de dados e tecnologia, teve crescimento de 4% no ano, para se ter uma ideia. 

Novas iniciativas dentro da B3 geraram uma receita de R$ 2,1 bilhões nos primeiros nove meses de 2024, vindas de novas soluções e investimentos nesses últimos anos, que incluem a aquisição da PDTec e BLK (em 2019), Neoway (2021) e da Neurotech (2023).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“É fato que alguns destes produtos demoram a pegar tração, mas sabemos que precisamos ter a disciplina de ficar próximo do mercado, lançar produtos antes e errar se for preciso para antecipar as necessidades dos investidores, e nunca o contrário”, disse o CEO. 

Na apresentação, Finkelsztain mostrou as linhas gerais de cada uma das áreas e, principalmente, apresentou o que a companhia chama de avenidas de crescimento — uma forma de, indiretamente, também deixar clara a estratégia para o ano de 2025, um ano em que a única certeza é a incerteza. 

“Apesar do nervosismo e de uma certa melancolia do mercado, estamos confiantes que teremos um bom ano em 2025, já que temos proteção contra volatilidade dentro do nosso próprio negócio e plantamos sementes que vão nos dar frutos em 2025”, afirmou ele.  

Mercado de derivativos e balcão na B3

Ainda na comparação de 2019 e 2024, Finkelsztain mostrou os números do crescimento de contratos no mercado de balcão, que saiu de pouco mais de 5,4 milhões de contratos para os atuais 10,7 milhões. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Dentro deste montante, aumentou a importância dos contratos baseados em juros em reais — se há cinco anos a fatia era de 52%, em 2024 tem essa porcentagem cresceu para 56%.

A segunda maior porcentagem dentro deste escopo é dos contratos negociados com futuros de Ibovespa — que deixaram de corresponder a 27%, em 2019, para representar 31% de todos os contratos negociados no mercado de derivativos em 2024. 

“Há uma tendência de alongamento de prazos dos contratos de swap baseados em DI vinculados a uma curva de juros mais completa”, disse Gilson. 

Já o mercado de balcão dobrou de tamanho neste período de cinco anos, com o salto do total de emissões de R$ 214 bilhões para R$ 553 bilhões. Grande parte dele também negociado em renda fixa, cenário que deve seguir em 2024, segundo as expectativas da empresa. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para Finkelsztain, este é um segmento que oscila mais e cresce menos em momentos de grande evolução de mercado, mas que segue devagar e sempre em evolução de receita. “É um mercado que se beneficia de momentos de juros mais altos, e que serve como uma espécie de proteção ao nosso negócio”, afirmou. 

A companhia, explica, se beneficia deste efeito de juros mais altos e também com o crescimento mais robusto das atividades do mercado de capitais, que “hoje é a principal fonte de financiamento para as empresas”, no lugar que antes era ocupado pelo BNDES e pelos próprios bancos. 

Sobre debêntures, em ano de emissão recorde, de R$ 2,9 bilhões captados até agosto de 2024, a B3 vê que muitas empresas hoje captam no mercado local para pagar suas dívidas fora do Brasil, o que a bolsa acredita ser uma tendência em 2025.

Concorrência e nova plataforma internacional 

Dados e tecnologia são a base de todo investimento que a B3 pretende fazer no próximo ano, principalmente pensando no crescimento da base de pessoas físicas que já estão na bolsa ou que podem ser atraídas para ela nos próximos anos. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Neste sentido, o aumento de concorrência não assusta porque ele já é uma realidade há alguns anos, disseram os executivos da empresa na apresentação. 

Ainda assim, o plano é não deixar de lado oportunidades de aquisição (mas não na magnitude das últimas aquisições feitas), além da oferta de produtos para os investidores que estão fora do Brasil, mas que querem investir no país por meio da bolsa brasileira. 

“A previsão é que esta nova plataforma entre em operação ainda no primeiro semestre de 2025, com o potencial de alcançar 250 mil novos investidores dispostos a investir em vários tipos de produtos — especialmente derivativos”, André Milanez, diretor de RI e CFO da B3. 

A iniciativa partiu de uma demanda de clientes da B3 que hoje estão fora do país e que fazem essas operações internacionais de dentro para fora por meio de outras plataformas, que serão plugadas no sistema da bolsa brasileira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
HORA DA VIRADA?

Braskem (BRKM5) dispara mais de 20% após selo de compra do JP Morgan — ainda dá tempo de entrar?

12 de maio de 2026 - 12:56

Após tempestade perfeita da petroquímica nos últimos meses, banco norte-americano vê virada e eleva recomendação de BRKM para compra. O que está por trás da visão otimista?

QUANDO VIRÁ A RETOMADA?

Reorganização ainda pesa, e Natura (NATU3) aumenta prejuízo em 787,6% no 1T26; quando chegará a virada?

12 de maio de 2026 - 11:37

As perdas vieram maiores do que o esperado por investidores e analistas e, nesta manhã, as ações estão em queda; quando a empresa voltará a crescer?

DE OLHO NA ALTA RENDA

Itaú (ITUB4) ataca na ‘guerra’ dos cartões com uma das maiores pontuações do mercado e parceria de luxo com a rede Fasano

12 de maio de 2026 - 9:42

Cartão Itaú Private World Legend Mastercard é focado em clientes com pelo menos R$ 10 milhões investidos e oferece benefícios em viagens, gastronomia e entretenimento

MUDANÇA À VISTA?

Espaçolaser (ESPA3) pode mudar de controle: fundo avalia saída da empresa após tombo de 95% das ações desde o IPO

12 de maio de 2026 - 9:07

Um dos principais acionistas da empresa, o fundo Magnólia FIP iniciou estudos para deixar o bloco controlador da rede de depilação a laser

SD ENTREVISTA

Depois de ‘digerir um boi’, Pague Menos (PGMN3) aposta pesado na ‘droga do século’; CEO responde o que vem aí

12 de maio de 2026 - 6:01

Em entrevista ao Seu Dinheiro, Jonas Marques afirma que a rede cearense retomou expansão e que os medicamentos GLP-1 são a aposta da vez

RESULTADOS FINANCEIROS

Petrobras (PETR4) lucra R$ 32,6 bilhões no 1T26 e anuncia dividendos de R$ 9,03 bilhões em meio à alta do petróleo; confira os números da estatal

11 de maio de 2026 - 20:11

O consenso de mercado compilado pela Bloomberg apontava para lucro líquido de R$ 30,684 bilhões no período; já as estimativas de proventos eram de R$ 2,4 bilhões

EFEITO CASA BRANCA

Minerva (BEEF3) lidera altas do Ibovespa. O que Donald Trump tem a ver com isso?

11 de maio de 2026 - 18:41

Medidas estudadas pela Casa Branca para ampliar importações de carne bovina deram fôlego às ações da companhia e movimentaram o setor frigorífico

A JANELA REABRIU?

IPOs vão voltar com tudo? BTG vê efeito dominó após 1ª oferta na B3 em 5 anos — e CFO diz: “quando uma vem, puxa outras”

11 de maio de 2026 - 17:27

Para Renato Cohn, primeira abertura de capital desde 2021 pode destravar o mercado brasileiro — e banco vê apetite mesmo com juros altos e tensão global

GIGANTE DO MINÉRIO

Na contramão do Ibovespa: Vale (VALE3) sobe quase 3% na bolsa. O que está por trás da alta da mineradora?

11 de maio de 2026 - 15:39

Ações da mineradora avançam mesmo com o mau humor dominando a bolsa brasileira nesta segunda-feira (11)

REAÇÃO AO BALANÇO

BTG Pactual (BPAC11) entrega resultado “difícil de criticar”, mas ações caem na B3. O que explica a queda?

11 de maio de 2026 - 14:26

Lucro acima do esperado não impede queda das units do banco neste pregão; confira o que dizem os analistas sobre o resultado

PROVENTOS EM ALTA VOLTAGEM

CPFL Energia (CPFE3) detalha pagamento de R$ 1,3 bilhão em dividendos; veja quem tem direito

11 de maio de 2026 - 14:21

Primeira parcela faz parte do pacote de R$ 4,3 bilhões aprovado pela elétrica para remunerar acionistas em 2026

A META FICOU MAIS DIFÍCIL

Banco Inter reage à queda das ações na bolsa com nova aposta: a “Regra dos 50” para crescer — e lucrar mais — até 2029

11 de maio de 2026 - 12:16

Nova estratégia combina crescimento acelerado com ROE em alta, e coloca o banco em um novo patamar de cobrança; veja os detalhes

OPERAÇÃO ÍCARO

Fast Shop bate recorde: empresa leva multa de R$ 1 bilhão por fraude em imposto e propina paga a auditor

11 de maio de 2026 - 11:28

Além da Fast Shop, o Ministério Público identificou mais empresas que foram beneficiadas pelo esquema, incluindo a Ultrafarma

BALANÇO

Telefônica Brasil (VIVT3): lucro salta quase 20% no 1T26, e dona da Vivo entrega seu melhor 1º trimestre em dois anos. O que está por trás da expansão?

11 de maio de 2026 - 9:12

Com crescimento equilibrado entre móvel, fibra e digital, Telefônica Brasil entrega lucro de R$ 1,2 bilhão no 1T26; veja os destaques do resultado

RESULTADO

BTG Pactual (BPAC11) supera expectativa com lucro recorde e ROE de 26,6% no 1T26. O que está por trás de mais um balanço forte?

11 de maio de 2026 - 7:33

O balanço do BTG trouxe lucro em expansão e rentabilidade em alta; confira os principais números do trimestre

PRÉVIA DOS RESULTADOS

Com petróleo na casa dos US$ 100, analistas calculam se Petrobras (PETR4) vai ou não vai liberar dividendos do 1T26

11 de maio de 2026 - 6:02

Mercado espera crescimento da receita, Ebitda bilionário e mais uma rodada de proventos para os acionistas da estatal; confira as projeções

TROCAS DE PESO

Dança das cadeiras na bolsa: semana tem troca de CEOs em série e agita empresas da B3

9 de maio de 2026 - 16:58

A semana teve mudanças relevantes em Axia Energia (AXIA3), Tenda (TEND3) e Cemig (CMIG4)

VELHO CONHECIDO

Santander (SANB11) bate o martelo: conselho aprova por unanimidade a eleição de Gilson Finkelzstain como CEO

8 de maio de 2026 - 20:05

Ex-presidente da B3 e ex-diretor do Santander, Gilson Finkelzstain foi escolhido em março para substituir Mario Leão no comando do banco no Brasil

CHEGOU A HORA DE VENDER?

O que a pior semana da Petrobras (PETR4) em mais de dois anos diz sobre as ações como investimento

8 de maio de 2026 - 19:45

Nesta sexta-feira (8), as ações da estatal completaram cinco sessões de quedas consecutivas, acompanhando a forte desvalorização do Brent na semana

HORA DE COMPRAR?

Caixa Seguridade (CXSE3): depois do anúncio de R$ 1 bilhão em dividendos, analistas calculam retorno e dão veredito

8 de maio de 2026 - 19:19

Lucro cresceu 13,2% no primeiro trimestre, e bancos seguem vendo espaço para avanço dos dividendos

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia