🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Camille Lima

Camille Lima

Repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap.

ENTREVISTA EXCLUSIVA

Lucro da Taurus (TASA4) desaba com “efeito Lula” — mas CEO revela como empresa quer se “blindar” dos ventos contrários em 2024

Salesio Nuhs contou para o Seu Dinheiro as principais apostas da fabricante de armas para este ano — e deu um “spoiler” sobre o que esperar dos dividendos em 2024

Camille Lima
Camille Lima
28 de março de 2024
14:36
Salesio Nuhs, CEO da Taurus (TASA4)
Salesio Nuhs, CEO da Taurus (TASA4) - Imagem: Divulgação

O ano passado não foi fácil para a Taurus (TASA4). Em meio à uma política desarmamentista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o lucro líquido da fabricante brasileira de armas despencou 64,9% no quarto trimestre em base anual, para R$ 42,5 milhões. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No acumulado de 2023 — primeiro ano do governo Lula 3 —, os ganhos encolheram 70,6%, saindo de algo próximo de meio bilhão de reais em 2022 para os atuais R$ 152,8 milhões.

O desempenho negativo da empresa é, em boa parte, resultado da indefinição jurídica com relação ao setor no Brasil, afirmou o CEO global da Taurus, Salesio Nuhs, em entrevista exclusiva ao Seu Dinheiro.

“O mercado interno da companhia, que é relevante para os resultados, simplesmente não existiu. Tivemos um ano sem vendas para o mercado civil”, disse Nuhs.

Questionado sobre o “efeito Lula” sobre o resultado financeiro de 2023, o presidente da Taurus destacou que o governo é “ideologicamente contra o segmento”, mas que o Estado não deveria administrar o país apenas de forma ideológica.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Nosso segmento é importante para o país: gera um faturamento de aproximadamente R$ 20 bilhões e emprega diretamente 70 mil famílias. Ou seja, o nosso setor não pode ser tratado de forma ideológica; deve ser tratado de forma econômica”, disse o executivo.

Leia Também

“A Taurus é uma empresa estratégica de defesa, então é assim que o governo tem que olhar para tal. Nós não podemos politizar esse segmento”, acrescentou. 

O decreto de Lula e a demora na regulamentação

Vale lembrar que, logo no início de 2023, foi publicado o Decreto 11.366, que reduziu o acesso a armas no Brasil e deveria ser regulamentado no prazo de três meses — o que não ocorreu até dezembro do ano passado. 

No fim de 2023, a regulamentação definiu os aspectos até então pendentes, como as autorizações de novas aquisições de armas pelos CACs (colecionadores, atiradores desportivos e caçadores) e a possibilidade de novos registros

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Entretanto, o processo de compras de armas de fogo — incluindo calibres restritos por parte de Polícias Militares, Corpos de Bombeiros Militares e do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República — ainda está sob revisão.

“Ainda que a regulamentação hoje em vigor não seja a mais positiva para o setor, quase todos os aspectos estão definidos, o que permite que o mercado doméstico possa finalmente ser retomado”, escreveu a administração da Taurus, no relatório financeiro. 

Na visão do CEO, houve momentos em 2023 que mais pareciam “plena campanha eleitoral”. “Passando o efeito da política e dos palanques eleitorais, eu acho que nós temos que entregar resultado em 2024. O país precisa entregar resultado”, disse. 

Outros números da Taurus (TASA4) no 4T23

A situação não foi diferente do lado da receita operacional líquida, que recuou 29,9% nos três últimos meses de 2023 em comparação com igual intervalo do ano anterior, para R$ 419,1 milhões. No ano, o indicador caiu 29,8%, a R$ 1,78 bilhão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como citado pelo CEO, o principal detrator do resultado da Taurus foi o mercado interno, onde a receita desabou 70,5% no último trimestre frente a 2022, a R$ 67,4 milhões. No mesmo período, no mercado externo, a empresa registrou uma leve queda de 4,7% na receita, a R$ 351,7 milhões.

O resultado doméstico foi pressionado pelo mercado civil, que quase não registrou vendas em 2023. No ano passado, inclusive, a Polícia Federal contabilizou o menor número de novos registros de armas de fogo para defesa pessoal desde 2004, com 20.822 novos cadastros.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado caiu 76,5% no trimestre contra o mesmo período de 2022, a R$ 39 milhões. No ano, o indicador recuou 67,7%, a R$ 256,9 milhões.

Por sua vez, a margem Ebitda ajustada recuou 18,5 pontos percentuais no trimestre na comparação anual, a 9,3%. No ano, a margem diminuiu 16,9 p.p, a 14,4%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A empresa destaca ainda a margem bruta, que chegou a 35,4% no fim de 2023 — acima do percentual anualizado de empresas internacionais do setor, como a Ruger (24,6%) e a Smith & Wesson (27,5%).

Enquanto isso, a dívida líquida da Taurus cresceu 48,6% em 2023 ante 2022, chegando a R$ 324,6 milhões no fim de dezembro.

  • Análises aprofundadas, relatórios e recomendações de investimentos, entrevistas com grandes players do mercado: tenha tudo isso na palma da sua mão, entrando em nossa comunidade gratuita no WhatsApp. Basta clicar aqui. 

Como a Taurus quer se “blindar” para 2024?

O ano de 2023 foi “um período de desafios” para o setor de armas, segundo o CEO da Taurus (TASA4), especialmente no mercado brasileiro. 

No cenário local, as vendas no Brasil foram interrompidas durante o ano em função da falta de regulamentação. Já do lado internacional, a valorização do real frente ao dólar também impactou a receita, já que a Taurus é uma empresa fortemente exportadora. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com relação às exportações para o resto do mundo, onde a Taurus atende majoritariamente forças militares e de defesa, várias licitações internacionais tiveram processos interrompidos em 2023, principalmente após o início do conflito da Ucrânia e Israel. 

Já para este ano, a expectativa da Taurus é positiva tanto no mercado local quanto estrangeiro. Mas de qualquer forma, o CEO Salesio Nuhs revelou para o Seu Dinheiro os planos da fabricante de armas para se “blindar” dos riscos.

Para o mercado brasileiro, a empresa vê uma retomada do varejo após a regulamentação do setor por aqui, com recuperação de condições e segurança jurídica para os consumidores voltarem a comprar. 

Mas caso a venda para civis continue pressionada em 2024, a Taurus já está reforçando os lançamentos para o segmento de “Law Enforcement” — isto é, equipamentos para o segmento militar — para diminuir a dependência do mercado civil brasileiro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Enquanto isso, no exterior, o executivo da Taurus prevê outro impulsionador para 2024: as eleições presidenciais nos Estados Unidos, marcadas para novembro.

Na visão do CEO, a corrida à Casa Branca pode aumentar a demanda por armas, já que normalmente a incerteza sobre uma potencial mudança mais restritiva nas legislações para o setor resulta em um aquecimento das vendas.

Por isso, a estratégia da Taurus para os mercados globais será focada no lançamento de produtos para civis para reforçar o portfólio com maior participação de revólveres.

Investimentos no exterior e dividendos

Outra estratégia tática da Taurus (TASA4) para mitigar os riscos da operação é o aumento de investimentos no exterior, com duas potenciais joint ventures a serem lançadas na Índia e na Arábia Saudita.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No caso da Índia, a companhia brasileira realizou um investimento em tecnologia para criar uma unidade industrial em parceria com uma empresa local indiana.

A joint venture iniciou a produção no país neste mês e a expectativa é que passe por um “ramp-up” (aceleração, em tradução livre) ao longo de 2024.

Por sua vez, na Arábia Saudita, a Taurus deu mais um passo nas negociações para a criação da joint venture em dezembro, ao assinar um term sheet (acordo preliminar) não vinculante com a empresa árabe de defesa Scopa Military Industries.

Se for confirmada, a nova companhia terá como objetivo a fabricação de armas Taurus na Arábia Saudita e a comercialização em toda a região do Conselho de Cooperação do Golfo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De acordo com o CEO, a previsão é que o plano de negócios seja apresentado para avaliação da Taurus entre o segundo e o terceiro trimestre de 2024.

“A operação está caminhando muito mais rápido do que na Índia. A Arábia Saudita tem uma característica: as decisões são muito rápidas e, por isso, devemos ter um pouco mais de precaução, até porque estamos construindo uma parceria para o futuro”, disse o CEO.

Dividendos

Para além dos investimentos na gringa, o CEO Salesio Nuhs também tocou em um dos pontos de maior atenção dos investidores: os dividendos.

Segundo Nuhs, a Taurus pretende manter a política atual de dividendos, de distribuição de 35% do lucro líquido do ano aos acionistas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Porém, de acordo com o CEO, há possibilidade de um pagamento extraordinário de proventos, uma vez que a companhia possui cerca de R$ 300 milhões em reserva de lucros. “É uma reserva estatutária que pode ser destinada 100% a dividendos, de acordo com o caixa.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
ALERTA DE PERIGO

Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, é interditada pela ANP após vistoria detectar risco grave de incêndio

30 de janeiro de 2026 - 13:35

Companhia já vinha operando sob restrições desde outubro; no ano passado, a Refit foi alvo de operações da Polícia Federal, acusada de fazer parte de um grande esquema de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro

MAIS UM RECORDE

Investimento global em transição energética fica acima de combustíveis fósseis pelo segundo ano consecutivo

30 de janeiro de 2026 - 12:19

A diferença entre os investimentos chegou a US$ 102 bilhões em 2025, acima do gap de US$ 85 bilhões registrado no ano anterior

NOVO IMPASSE

Oncoclínicas (ONCO3) e BRB travam queda de braço na Justiça por ações após crise do Banco Master

30 de janeiro de 2026 - 11:41

Após liquidação do Banco Master, rede de oncologia tenta impedir mudanças em fundos que concentram seus papéis; entenda

DECOLANDO DA BOLSA

Adeus, B3: CVM aprova OPA da Gol (GOLL54), que fechará capital; veja valor proposto

30 de janeiro de 2026 - 10:06

Por outro lado, a Abra, controladora da Gol e da colombiana Avianca, tem planos de abrir o capital nos Estados Unidos

NA MIRA DOS GIGANTES

CBA (CBAV3) muda de controle, terá OPA e pode deixar a bolsa após venda bilionária para gigantes do alumínio

30 de janeiro de 2026 - 9:39

Chalco e Rio Tinto fecham acordo de R$ 4,7 bilhões com o grupo Votorantim e avaliam fechar o capital da companhia de alumínio

JANELA ESCANDARADA PARA O BRASIL

O próximo brasileiro em Wall Street: Agibank protocola IPO e pode captar perto de US$ 1 bilhão em Nova York; confira os detalhes da operação

29 de janeiro de 2026 - 19:39

O anúncio do Agibank acontece no mesmo dia que o PicPay estreou na Nasdaq com uma demanda 12 vezes maior que a oferta, captando R$ 6 bilhões

DEPOIS DO RALI

Nubank ganha espaço, Banco do Brasil perde fôlego: onde o Itaú BBA está apostando agora

29 de janeiro de 2026 - 19:32

Para os analistas, o valuation subiu, mas nem todos os bancos entregam rentabilidade para sustentar a alta

AMBIÇÃO GLOBAL

Além da América Latina: Nubank (ROXO34) cruza a fronteira e avança para lançar banco nacional nos EUA

29 de janeiro de 2026 - 17:01

Operação será liderada por Cristina Junqueira e terá Roberto Campos Neto como chairman

TANQUE CHEIO

Petrobras (PETR4) a todo vapor: ações sobem pela 10ª vez consecutiva e estatal supera R$ 500 bilhões em valor de mercado

29 de janeiro de 2026 - 16:13

A companhia mantém sequência histórica de ganhos e volta ao patamar de abril de 2025; ações figuram entre os destaques do Ibovespa nesta quinta-feira

LUZ NO FIM DO TÚNEL

Azul (AZUL53) assegura US$ 1,2 bilhão com apoio de credores e traça rota para sair do Chapter 11

29 de janeiro de 2026 - 14:47

A previsão é de que a companhia aérea cumpra com o cronograma que prevê a saída da recuperação judicial até o fim de fevereiro

PLANOS DA META

WhatsApp e Instagram pagos? Meta quer começar a cobrar por certas funções

29 de janeiro de 2026 - 14:33

A Meta começa a testar assinaturas nos seus principais aplicativos, mantendo o básico grátis, mas cobrando por controle e IA

AO LIMITE E ALÉM

Empreendedor deixa para trás um histórico de 65 cartões estourados e gera bilhões para sua família

29 de janeiro de 2026 - 13:00

Sem caixa nos anos 1990, Ravinder Sajwan bancou startups no crédito. Décadas depois, está por trás da UltraGreen, empresa de tecnologia médica que levantou US$ 400 milhões no maior IPO primário de Singapura fora do setor imobiliário em oito anos

SETOR FINANCEIRO

CEO da Revolut detalha a estratégia para enfrentar Nubank e bancos na disputa por clientes no Brasil

29 de janeiro de 2026 - 12:15

Em evento, o CEO Glauber Mota afirmou que o país exige outro jogo e força adaptação do modelo global

SANEAMENTO UNIVERSAL

Hora de comprar Copasa (CSMG3)? Empresa avança na privatização com proposta do governo de Minas Gerais; confira os detalhes

29 de janeiro de 2026 - 11:45

A proposta, que deverá ser aprovada por assembleia geral de acionistas, prevê que o governo possa vender até a totalidade de sua participação na empresa

TROCA ENTRE IRMÃOS

Mudança em família: Alpargatas (ALPA4), dona da Havaianas, elege João Moreira Salles como novo presidente do conselho de administração

29 de janeiro de 2026 - 10:47

No ultimo ano, as ações preferenciais (ALPA4) subiram quase 120% na bolsa, enquanto as ordinárias (ALPA3) se valorizaram mais de 80%

DEMANDA NAS ALTURAS

A seca acabou: PicPay estreia na Nasdaq com oferta de US$ 500 milhões e reabre a janela de IPOs de empresas brasileiras

29 de janeiro de 2026 - 9:05

Fintech estreia na Nasdaq no topo da faixa de preço, após demanda forte de investidores globais, e valor de mercado deve alcançar cerca de US$ 2,6 bilhões

OPERAÇÃO COMPLIANCE ZERO

Caso Banco Master: Toffoli devolve inquérito envolvendo Tanure à 1ª instância; entenda os detalhes da decisão

28 de janeiro de 2026 - 20:13

Decisão marca o primeiro processo da Operação Compliance Zero a retornar à base judicial; STF mantém apenas relatoria por prevenção

MUDANÇA DE ROTA

Amazon fecha lojas Fresh e Go nos EUA e abre caminho para expansão da rede Whole Foods

28 de janeiro de 2026 - 18:31

Com o encerramento de 70 lojas nos EUA, a gigante aposta em formatos híbridos e planeja abrir mais de 100 novas unidades da Whole Foods Market, incluindo o fortalecimento da versão compacta Daily Shop

CONFIANÇA REFORÇADA

Vale (VALE3) reafirma força operacional no 4T25 e ações chegam a subir mais de 2%

28 de janeiro de 2026 - 17:19

Produção de minério de ferro no quarto trimestre alcança 90,4 milhões de toneladas, alta de 6% na comparação anual; confira o que dizem os analistas sobre o relatório

TRIPULAÇÃO, CHEQUE DE PORTAS

Azul (AZUL53) mais perto do fim da recuperação judicial: aérea anuncia oferta de títulos de dívida

28 de janeiro de 2026 - 16:15

Com a emissão, a companhia irá financiar a saída da recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11). Ela não informou o valor da operação.

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar