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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

ATENÇÃO, ACIONISTAS

Klabin (KLBN11) e Gerdau (GGBR4) vão distribuir mais de R$ 5,5 bilhões em ações; veja como vai funcionar a bonificação

O bônus funciona como uma distribuição gratuita de novos papéis para os acionistas das empresas — mas existe data de corte para receber a “remuneração”

Camille Lima
Camille Lima
17 de abril de 2024
9:56 - atualizado às 8:57
Totem com o logo da Klabin (KLBN11) em frente à sede da empresa
Klabin (KLBN11) - Imagem: Divulgação

Os acionistas de duas empresas listadas na B3 vão ganhar um “presente”. A Gerdau (GGBR4) e a Klabin (KLBN11) decidiram agraciar seus investidores com uma bonificação em ações no valor total de R$ 5,5 bilhões.

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A bonificação é uma forma de as companhias gerarem valor a seus acionistas, ao mesmo tempo em que reforçam seus balanços. Basicamente, o bônus funciona como uma distribuição gratuita de novos papéis para quem possui ações da empresa, com o crédito proporcional à quantidade de papéis detidos pelo investidor.

Uma das vantagens dessa operação é o aumento da remuneração futura do acionista nas próximas distribuições de proventos. Já a empresa consegue aumentar seu capital social e a liquidez dos papéis sem diluir a participação dos sócios majoritários e sem afetar as ações já existentes.

No caso da produtora de aço, o bônus soma cerca de R$ 4 bilhões em novos papéis da Gerdau. Enquanto isso, a empresa de papel e celulose vai distribuir em torno de R$ 1,6 bilhão em ações da Klabin.

Veja a seguir quem terá direito às “remunerações” da Klabin e da Gerdau.

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O bônus da Gerdau (GGBR4)

A Gerdau (GGBR4) aprovou o aumento do capital social para R$ 24,35 bilhões, através de uma capitalização de reservas de R$ 4,05 bilhões para a emissão de novas ações.

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Segundo o fato relevante enviado à CVM, serão emitidas 351,41 milhões de novas ações.

Desse total, aproximadamente 120,1 milhões de papéis serão ordinários (ON) — isto é, que garantem direito a voto em assembleias — e cerca de 231,3 milhões de ações serão preferenciais (PN).

O bônus será atribuído aos acionistas na proporção de uma nova ação para cada cinco papéis da mesma espécie.

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Para quem quiser ter direito à “remuneração”, é preciso possuir ações da Gerdau (GGBR3; GGBR4) até o fim do pregão desta quarta-feira (17).

De acordo com a Gerdau, as novas ações terão direito a quaisquer dividendos ou juros sobre o capital próprio que vierem a ser declarados após 17 de abril.

Os novos papéis serão creditados aos investidores em 22 de abril. 

Os acionistas que desejarem transferir as frações de ações poderão realizar a operação entre 22 de abril e 22 de maio, através de contas da titularidade em corretoras distintas ou por meio de negociações em ambiente privado de balcão não organizado. 

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Após decorrido o período acima mencionado, eventuais sobras decorrentes dessas frações serão separadas, agrupadas em números inteiros e vendidas em leilão na B3. O valor líquido da venda será disponibilizado aos titulares dessas frações.

Segundo a empresa, o custo atribuído às ações bonificadas é de R$ 11,54731 por ação.

A bonificação da Klabin (KLBN11)

Enquanto isso, a Klabin (KLBN11) anunciou um aumento do capital social de R$ 1,6 bilhão, mediante a capitalização de parte da “reserva para investimentos e capital de giro”, com a emissão de aproximadamente 561,8 milhões de novas ações.

Desse total, cerca de 208,2 milhões de papéis serão ordinários (KLBN3) e os outros 353,6 milhões, preferenciais (KLBN4).

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De acordo com o fato relevante, a bonificação ocorrerá na proporção de uma nova ação de cada espécie para cada dez papéis da mesma espécie detidas pelo acionista. Ou seja, à razão de 10%.

As novas ações terão os mesmos direitos que os papéis já existentes, inclusive dividendos e juros sobre capital próprio que venham a ser declarados depois da emissão. 

No caso de quem possui units da Klabin, o investidor receberá as ações da bonificação agrupadas na proporção de 1 ação ordinária e 4 ações preferenciais para formação de novas units.

Porém, se a bonificação de ações da Units não resultar na quantidade necessária para constituir uma nova unit, as ações serão creditadas diretamente aos acionistas, sem o agrupamento dos papéis.

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A data de corte para ter direito à bonificação ficou marcada para o fim do pregão de 6 de maio de 2024. A partir de 7 de maio, os papéis serão negociados “ex bonificação”. 

Por sua vez, as ações e units da bonificação serão creditadas aos acionistas em 9 de maio. 

Enquanto isso, para os acionistas que receberem frações de ações decorrentes da bonificação, será possível transferi-las privadamente entre 13 de maio e 13 de junho. 

“Após esse período, eventuais frações de ações remanescentes serão agrupadas em números inteiros e vendidas em leilão na B3 e o valor líquido da venda será disponibilizado aos titulares de tais frações”, escreveu a Klabin.

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Já o custo das ações bonificadas é de aproximadamente R$ 2,84804 por ação, independentemente da espécie.

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