Intelbras dispara 15% na B3 após balanço mais forte que o esperado — e esse bancão diz que é hora de colocar INTB3 na carteira
O Itaú BBA elevou a recomendação das ações INTB3 para “outperform”; Empiricus Research também indica a compra da empresa
Após uma sequência de resultados frustrantes, a Intelbras (INTB3) parece finalmente ter encontrado a luz no fim do túnel no primeiro trimestre de 2024. Com expansão nas principais linhas do balanço do 1T24, a mudança de ventos animou não só os investidores, como também os analistas do Itaú BBA e da Empiricus Research
No caso do banco, os analistas elevaram a recomendação de “neutro” para “outperform” — correspondente a compra —, com preço-alvo de R$ 28 para o fim de 2024, equivalente a uma valorização potencial de 45,9% em relação ao último fechamento.
As ações da empresa de equipamentos eletrônicos, redes, comunicação e energia figuram entre as maiores altas na bolsa brasileira no pregão desta terça-feira (30).
Por volta das 15h45, os papéis INTB3 subiam 15,75% na B3, negociados a R$ 22,20 No ano, as ações acumulam leve alta de 2,2%. A Intelbras vale hoje pouco mais de R$ 7 bilhões na B3.
- O que está por trás dos números das empresas mais importantes da bolsa? Receba gratuitamente, em primeira mão, a análise dos balanços do 1T24 de algumas das principais empresas da Bolsa.
Maior otimismo sobre Intelbras (INTB3)
A visão mais otimista do Itaú BBA sobre a Intelbras (INTB3) vem na esteira de dados melhores que o esperado da empresa no primeiro trimestre de 2024.
O lucro maior veio acompanhado de uma virada nas receitas, que registraram uma pequena alta após três trimestres consecutivos em queda.
Leia Também
Ao deixar cargo de CEO, Buffet diz que Berkshire tem chances de durar mais um século
Azul (AZUL54) ganha aval do Cade para avançar em acordo estratégico em meio à recuperação judicial nos EUA
Veja as principais linhas do balanço do 1T24 na comparação anual:
- Lucro líquido: R$ 153,94 milhões (+16,6%)
- Receita operacional líquida: R$ 1,04 bilhão (+0,2%)
- Ebitda: R$ 167,04 milhões (+16,1%)
- Margem Ebitda: 16,1% (+2,2p.p)
- Despesas operacionais: R$ 206,88 milhões (+2,6%)
Na avaliação do banco, as margens da Intelbras foram o principal destaque do balanço, lideradas pela margem bruta de 33,9%, que ajudou a empresa a registrar um “sólido controle de despesas operacionais” nos três primeiros meses de 2024.
O segmento de energia impulsionou as margens da Intelbras, com margem bruta de 26,4% no trimestre, resultado da execução da estratégia de liquidação do inventário de custos mais elevados, que pressionou as margens no 4T23.
“Esperamos agora que o segmento opere com margens mais saudáveis daqui para frente, próximas da sua média histórica de pelo menos 20%”, afirmaram os analistas.
Já na divisão de segurança, a margem bruta foi de 38,2%, enquanto a unidade de TI e comunicação teve margem bruta de 31,8%.
- Já sabe onde investir agora que as empresas estão divulgando seus balanços do 1T24? Veja análises completas da Empiricus Research e saiba se você deve comprar, vender ou se manter neutro em cada uma das principais ações da bolsa. Clique aqui para receber os relatórios GRATUITOS.
O bom resultado vai se sustentar?
A melhora brusca de resultados da Intelbras (INTB3) levanta dúvidas se a empresa de tecnologia será capaz de sustentar o desempenho robusto a longo prazo.
Para a Empiricus Research, o desempenho da receita da companhia nos três primeiros meses de 2024 sinaliza um potencial de aceleração nos próximos trimestres.
“Se a empresa mantiver essa eficiência operacional, podemos esperar uma expansão de lucros ainda mais robusta do que a vista no 1T24”, afirma a analista Larissa Quaresma.
Na avaliação da casa de research, a ação INTB3 atualmente é negociada a um múltiplo de menos de 10 vezes os lucros projetados para este ano — o que sustenta a recomendação de compra dos papéis pela Empiricus.
Já os analistas do Itaú BBA afirmam estarem “mais confiantes de que a empresa está finalmente fora de perigo”.
“É difícil imaginar uma nova revisão para baixo das estimativas de lucro por ação e, com as ações sendo negociadas a um múltiplo atraente de preço sobre lucro (P/E) de 2024 de 11 vezes, acreditamos que finalmente chegou o momento de adotar uma visão positiva sobre a Intelbras”, afirmam os analistas.
Porém, existem três riscos que podem impactar o desempenho da Intelbras, na visão do Itaú BBA. O primeiro deles é a concorrência, que pode ser um obstáculo à aceleração das receitas de segurança.
Outra questão que pode afetar a empresa é a paralisação da recuperação do mercado solar. Além disso, um crescimento mais fraco do faturamento pode limitar a alavancagem operacional e, por consequência, a expansão das margens.
“Vemos a Intelbras como uma grande empresa com um histórico de longa data nos mercados em que compete, e nossa atualização hoje dá à Intelbras e à sua experiente equipe de gestão um merecido benefício da dúvida.”
Dasa (DASA3) quer começar o ano mais saudável e vende hospital por R$ 1,2 bilhão
A companhia anunciou a venda do Hospital São Domingos para a Mederi Participações Ltda, por cerca da metade do que pagou há alguns anos
Por R$ 7, Natura (NATU3) conclui a venda da Avon Internacional e encerra capítulo turbulento em sua história
A companhia informou que concluiu a venda da Avon Internacional para o fundo Regent LP. O valor pago pela operação da marca foi simbólico: uma libra, cerca de R$ 7
Cyrela (CYRE3) aprova aumento de capital de R$ 2,5 bilhões e criação de ações preferenciais para bonificar acionistas
Assembleia de acionistas aprovou bonificação em ações por meio da emissão de papéis PN resgatáveis e conversíveis em ações ordinárias, com data-base de 30 de dezembro
Ressarcimento pelos CDBs do Banco Master fica para 2026
Mais de um mês depois de liquidação extrajudicial do Banco Master, lista de credores ainda não está pronta.
Cosan (CSNA3): Bradesco BBI e BTG Pactual adquirem fatia da Compass por R$ 4 bilhões, o que melhora endividamento da holding
A operação substitui e renegocia condições financeiras da estrutura celebrada entre a companhia e o Bradesco BBI em 2022
Petz e Cobasi: como a fusão das gigantes abre uma janela de oportunidade para pet shops de bairro
A união das gigantes resultará em uma nova empresa com poder de negociação e escala de compra, mas nem tudo está perdido para os pequenos e médios negócios do setor, segundo especialistas
Casas Bahia aprova aumento de capital próprio de cerca de R$ 1 bilhão após reestruturar dívida
Desde 2023, a Casas Bahia vem passando por um processo de reestruturação que busca reduzir o peso da dívida — uma das principais pedras no sapato do varejo em um ambiente de juros elevados
Oi (OIBR3) não morreu, mas foi quase: a cronologia de um dos maiores desastres da bolsa em 2025
A reversão da falência evitou o adeus definitivo da Oi à bolsa, mas não poupou os investidores: em um ano marcado por decisões judiciais inéditas e crise de governança, as ações estão entre as maiores quedas de 2025
Cogna (COGN3), Cury (CURY3), Axia (AXIA3) e mais: o que levou as 10 ações mais valorizadas do Ibovespa em 2025 a ganhos de mais de 80%
Com alta de mais de 30% no Ibovespa no ano, há alguns papéis que cintilam ainda mais forte. Entre eles, estão empresas de educação, construção e energia
R$ 90 bilhões em dividendos, JCP e mais: quase 60 empresas fazem chover proventos às vésperas da taxação
Um levantamento do Seu Dinheiro mostrou que 56 empresas anunciaram algum tipo de provento para os investidores com a tributação batendo à porta. No total, foram R$ 91,82 bilhões anunciados desde o dia 1 deste mês até esta data
Braskem (BRKM5) é rebaixada mais uma vez: entenda a decisão da Fitch de cortar o rating da companhia para CC
Na avaliação da Fitch, a Braskem precisa manter o acesso a financiamento por meio de bancos ou mercados de capitais para evitar uma reestruturação
S&P retira ratings de crédito do BRB (BSLI3) em meio a incertezas sobre investigação do Banco Master
Movimento foi feito a pedido da própria instituição e se segue a outros rebaixamentos e retiradas de notas de crédito de agências de classificação de risco
Correios precisam de R$ 20 bilhões para fechar as contas, mas ainda faltam R$ 8 bilhões — e valor pode vir do Tesouro
Estatal assinou contrato de empréstimo de R$ 12 bilhões com cinco bancos, mas nova captação ainda não está em negociação, disse o presidente
Moura Dubeux (MDNE3) anuncia R$ 351 milhões em dividendos com pagamento em sete parcelas; veja como receber
Cerca de R$ 59 milhões serão pagos como dividendos intermediários e mais R$ 292 milhões serão distribuídos a título de dividendos intercalares
Tupy (TUPY3) convoca assembleia para discutir eleição de membros do Conselho em meio a críticas à indicação de ministro de Lula
Assembleia Geral Extraordinária debaterá mudanças no Estatuto Social da Tupy e eleição de membros dos conselhos de administração e fiscal
Fundadora da Rede Mulher Empreendedora, Ana Fontes já impactou mais de 15 milhões de pessoas — e agora quer conceder crédito
Rede Mulher Empreendedora (RME) completou 15 anos de atuação em 2025
Localiza (RENT3) e outras empresas anunciam aumento de capital e bonificação em ações, mas locadora lança mão de ações PN temporárias
Medidas antecipam retorno aos acionistas antes de entrada em vigor da tributação sobre dividendos; Localiza opta por caminho semelhante ao da Axia Energia, ex-Eletrobras
CVM inicia julgamento de ex-diretor do IRB (IRBR3) por rumor sobre investimento da Berkshire Hathaway
Processo surgiu a partir da divulgação da falsa informação de que empresa de Warren Buffett deteria participação na resseguradora após revelação de fraude no balanço
Caso Banco Master: Banco Central responde ao TCU sobre questionamento que aponta ‘precipitação’ em liquidar instituição
Tribunal havia dado 72 horas para a autarquia se manifestar por ter optado por intervenção em vez de soluções de mercado para o banco de Daniel Vorcaro
Com carne cara e maior produção, 2026 será o ano do frango, diz Santander; veja o que isso significa para as ações da JBS (JBSS32) e MBRF (MBRF3)
A oferta de frango está prestes a crescer, e o preço elevado da carne bovina impulsiona as vendas da ave
