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REMÉDIOS ANTITRUSTE

Google na mira: EUA consideram separação da Alphabet após decisão de monopólio da big tech — e analistas estão cada vez mais pessimistas

Se a cisão forçada da gigante de buscas acontecer, será a maior de uma empresa norte-americana desde que a AT&T foi desmantelada, na década de 1980

Logo do Google numa parede. A empresa é controlada pela Alphabet (GOGL34) e está entre as mais desejadas por trainees/trainee
Imagem: Divulgação/Google

A dona do Google pode ser forçada a se separar. O Departamento de Justiça (DoJ) dos Estados Unidos considerou uma possível divisão da Alphabet como um “remédio” para o monopólio de buscas online da  gigante da tecnologia.

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Segundo o DoJ, as soluções antitruste seriam necessárias para “prevenir e restringir a manutenção do monopólio podem incluir requisitos e proibições contratuais; requisitos de produtos não discriminatórios; requisitos de dados e interoperabilidade; e requisitos estruturais”.

Desde 2020, o Departamento de Justiça norte-americano e o Google encontravam-se em uma forte disputa judicial sobre o domínio da companhia como mecanismo de busca padrão em smartphones. Trata-se do maior caso antitruste nos EUA desde que o país processou a Microsoft, em 1998.

Vale lembrar que o Google é a principal fonte de receita da Alphabet. Além disso, uma cisão forçada da gigante de buscas também seria a maior de uma empresa dos EUA desde que a AT&T foi desmantelada, na década de 1980.

Os potenciais “remédios” dos EUA

O DoJ afirmou ainda que estava “considerando soluções comportamentais e estruturais que impediriam o Google de usar produtos como Chrome, Play e Android para obter vantagens na pesquisa do Google e em produtos e recursos relacionados à pesquisa do Google — incluindo pontos de acesso e recursos de pesquisa emergentes, como inteligência artificial — em relação a rivais ou novos participantes”.

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Há também a possibilidade de limitação ou de proibição dos acordos padrão e “outros acordos de compartilhamento de receita relacionados a produtos de busca e relacionados à busca” — como a parceria com os dispositivos iPhone, da Apple, e da Samsung.

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Isso porque, como a maioria das pessoas não altera os padrões de fábrica dos celulares ou computadores, elas acabam por manter as buscas no Google.

A justiça sugeriu que uma maneira de acabar com o domínio seria exigir uma “tela de escolha”, que poderia permitir que os usuários escolhessem entre outros mecanismos de busca.

Essas soluções acabariam com “o controle do Google sobre a distribuição hoje” e garantiriam que “o Google não pudesse controlar a distribuição de amanhã”.

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Analistas cada vez mais pessimistas com a dona do Google

Na avaliação do Itaú BBA, ainda que a lista de remédios seja muito ampla, há três riscos importantes para a dona do Google: 

  • Requisitos de compartilhamento de dados, que poderiam potencialmente abrir os dados do Google, incluindo algoritmos, para concorrentes; 
  • Restrições ao Chrome; e 
  • Acordos de compartilhamento de receitas.

Segundo os analistas, o principal fator de preocupação é que a decisão do DoJ poderia reduzir significativamente as barreiras de entrada de concorrentes, impulsionando o ingresso de novos players no mercado de busca.

Desde que iniciou a cobertura das ações, o Itaú BBA manteve uma perspectiva pessimista sobre o Google. 

“Francamente, as próximas propostas — que devem ser detalhadas em 20 de novembro — aumentam nosso pessimismo, pois percebemos um risco potencial de mudanças estruturais no mercado de busca, um impulsionador essencial da lucratividade da Alphabet”, afirmaram os analistas. 

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“Se novos concorrentes surgirem, acreditamos que a economia da Alphabet pode ser materialmente afetada.”

O banco manteve recomendação “market perform” — equivalente a neutro — para a dona do Google, com viés negativo.

*Com informações de CNBC e Bloomberg.

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