Disney aumenta dividendos em 50% após balanço superar expectativas — mas com uma notícia ruim para os assinantes de streaming
O conselho também aprovou um novo programa de recompra de ações, visando os US$ 3 bilhões ao longo de 2024

A companhia dona do Mickey Mouse deu motivos para os investidores impulsionarem as ações em mais de 7% no pré-mercado desta quinta-feira (8). A Disney (B3: DISB34 / NYSE: DIS) reportou um lucro de US$ 1,91 bilhão no primeiro trimestre fiscal de 2024 (encerrado no último dezembro), acima do esperado pelos analistas do mercado.
Isso representa um lucro de US$ 1,22 por ação, acima dos US$ 0,99 apontados nas projeções por analistas da Bloomberg.
A gigante do entretenimento ainda anunciou dividendos de US$ 0,45 por ação, um aumento de 50% em relação aos últimos proventos pagos em janeiro. Esse bônus aos acionistas será pago em 25 de julho para aqueles registrados no fechamento do mercado em 8 de julho deste ano, segundo comunicado.
Além disso, no período, a companhia da turma do Mickey apresentou receita de US$23,5 bilhões, mesmo nível do reportado um ano atrás. O conselho também aprovou um novo programa de recompra de ações, visando os US$ 3 bilhões ao longo de 2024.
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Streamings da Disney
Parte relevante para o crescimento da companhia, os streamings devem continuar melhorando os seus resultados nos próximos trimestres, na visão de Enzo Pacheco, analista de tecnologia da Empiricus.
“A expectativa é que esse segmento reporte o seu primeiro lucro operacional em 2024”, diz ele. “As ações valorizaram no after-market. Mesmo assim, ainda consigo enxergar espaço para novas altas”.
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Falando em números, houve menor prejuízo das operações de streamings, que reportaram perdas de US$ 138 milhões, contra queda de US$ 984 milhões um ano atrás.
As receitas do segmento também cresceram 15% em relação ao mesmo período de 2023, somando US$ 5,546 bilhões.
Esse resultado ajudou a compensar a queda da receita do segmento de Entretenimento da Disney — que inclui redes de TV, licenciamento de conteúdos e streaming —, que recuou 7% no total.
Novidades na ESPN
A Disney ainda informou que a ESPN terá um streaming próprio no futuro. Em postagem nas redes sociais, a marca afirma que o serviço será lançado antes do início da próxima temporada de futebol americano em 2025.
Além disso, haverá uma união da ESPN com a Warner Bros, enquanto o Discovery e a Fox irão se juntar para lançar um novo serviço de streaming esportivo ainda este ano nos Estados Unidos.
“Ainda que isso possa ensejar algumas dúvidas de como funcionará essa parceria, fato é que esse tipo de conteúdo é um dos poucos que conseguem manter uma base de fãs assíduas nos dias atuais, o que é atrativo para aqueles interessados em anunciar produtos e serviços”, escreve Pacheco.
Nem tudo são flores na Disney…
O resultado dos streamings foi impactado pelo aumento de preços das plataformas, principalmente pela perda de assinantes.
Apesar da saída ter sido levemente acima das projetadas por analistas de Wall Street, a empresa pretende adicionar entre 5,5 a 6 milhões de usuários no Disney+ — principal marca dos streamings — no segundo semestre.
A empresa também começará a implementar medidas severas contra o compartilhamento de senhas. A Disney informou que provavelmente não verá "benefícios notáveis" dessas iniciativas até o segundo semestre deste ano.
Pouco antes dos resultados, a Disney enviou avisos aos usuários do Disney+, alertando que começará a limitar o compartilhamento de contas a partir de março. O anúncio veio poucos dias depois que o Hulu (sucessor do Star+) enviou um aviso semelhante aos assinantes.
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