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Camille Lima

Camille Lima

Repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. Bacharel em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS). Já passou pela redação do TradeMap.

DESTAQUES DA BOLSA

CVC (CVCB3) decola mais de 9% e lidera os ganhos do Ibovespa após proposta de pílula de veneno. O que isso significa para o investidor?

O desempenho positivo vem na esteira de uma série de anúncios corporativos na última semana, com uma proposta de mudanças relevantes no estatuto social da companhia

Camille Lima
Camille Lima
25 de novembro de 2024
15:54 - atualizado às 15:55
Agência da CVC com fachada amarela e azul, logo da companhia na entrada. Dentro, há cadeiras, balcões e duas pessoas conversando.
Imagem: Divulgação/Almir Bonfim Jr.

Os investidores decidiram embarcar para a decolagem com a CVC (CVCB3) na bolsa brasileira. As ações da companhia de turismo lideram a ponta positiva do Ibovespa na tarde desta segunda-feira (25).

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Por volta das 15h35, os papéis subiam 9,09%, cotados a R$ 2,76. No acumulado do ano, porém, a empresa ainda amarga desvalorização da ordem de 20% na B3, atualmente avaliada em pouco mais de R$ 1,4 bilhão.

O desempenho das ações no pregão de hoje vem na esteira de uma série de anúncios corporativos da empresa de viagens na semana passada.

Na noite da última sexta-feira (22), a CVC convocou uma assembleia geral extraordinária (AGE) para o dia 23 de dezembro.

A empresa de viagens chamou os acionistas para votarem algumas mudanças na companhia — mas o principal destaque do comunicado esteve na proposta de alteração do estatuto social da companhia, com a inclusão de uma proteção aos acionistas.

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CVC (CVCB3) quer lançar pílula de veneno

A principal mudança proposta pela CVC (CVCB3) é a inclusão de um mecanismo de defesa chamado de poison pill (pílula de veneno, em português).

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Nos termos da proposta, o estatuto da empresa passaria a obrigar qualquer acionista que superar o limite de 25% de participação na companhia a lançar uma oferta pública de aquisição (OPA) pelas ações dos minoritários em até 45 dias contados a partir do atingimento desse percentual.

De acordo com a CVC, o objetivo da nova cláusula é proteger a dispersão acionária e a geração de valor para os acionistas, garantindo liquidez aos sócios minoritários por meio da possibilidade de vender suas ações por um preço mínimo. 

O texto prevê que a OPA deverá sair a pelo menos 130% do maior valor entre o valor justo da companhia dividido pelo total de papéis emitidos pela companhia e a cotação mais alta atingida pelas ações durante os últimos dois anos.

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“A administração espera que a proteção estatutária permita à totalidade dos acionistas compartilhar dos benefícios econômicos de potencial aquisição de ações aptas a formarem um novo bloco de controle na companhia, em um momento em que, na opinião da administração, as ações encontram-se negociadas em bolsa abaixo com deságio relevante em relação aos fundamentos econômicos”, escreveu a companhia, na proposta.

Atenção, acionistas da CVC (CVCB3)

Além da “pílula de veneno”, a CVC também chamou os acionistas para votar uma mudança na forma de eleição do presidente e do vice-presidente do conselho de administração.

De acordo com a proposta, a escolha dos nomes passaria a ser feita diretamente pelo próprio colegiado. Hoje, os executivos são eleitos e destituídos por assembleia geral de acionistas.

Segundo o comunicado, a mudança garante “maior flexibilidade no processo de escolha e substituição dos conselheiros que ocuparão os cargos”. 

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Na AGE do mês que vem, os acionistas da CVC também deverão votar a eleição de um novo membro para o conselho de administração, além de um novo plano de opção de compra de ações

A administração da companhia propôs a eleição de Felipe Gondim, atualmente sócio e analista sênior da Atlas One Investimentos, como membro independente do conselho da CVC.

Gondim atuou como diretor de fusões e aquisições (M&A) e sócio na Value Bridge Consultoria e Participações, além de ter passagens na Gávea Investimentos como analista de riscos.

Na semana passada, a companhia de turismo também aprovou um novo programa de recompra de ações.

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A empresa de viagens informou que o programa prevê a recompra de até 15.767.732 papéis CVCB3, equivalente a até 3% do total de ações atualmente em circulação.

A operação terá início em 1º de dezembro e poderá ser estendida por até 18 meses, até 1º de junho de 2026.

De olho nas finanças

Após uma dura sequência de 20 trimestres de prejuízo contábil, a CVC (CVCB3) conseguiu voltar ao azul neste ano. 

A companhia registrou um lucro líquido de R$ 14,4 milhões no terceiro trimestre, um incremento contra os R$ 88 milhões negativos reportados no mesmo período de 2023.  

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No trimestre anterior, a empresa foi prejudicada pelo fechamento do aeroporto do Rio Grande do Sul, além da situação econômica delicada da Argentina que retraiu as vendas da região, responsáveis por quase metade das vendas da empresa em toda América Latina. 

Na avaliação do Santander, a administração da CVC mostrou aceleração no processo de recuperação da empresa desde junho, após o follow-on e o retorno da família fundadora à empresa. 

No futuro, o foco da empresa de turismo nos próximos dois anos será recuperar a participação de mercado perdida nos últimos anos, manter a lucratividade, com margem Ebitda acima de 30%, e melhorar o capital de giro. 

A gestão da CVC também prevê que o ritmo acelerado de aberturas de franqueados deve continuar em 2025, com a operação na Argentina já se aproximando de um ponto de inflexão. 

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No entanto, mesmo com as perspectivas de melhorias operacionais, o Santander manteve recomendação neutra para as ações CVCB3, “aguardando números de reservas mais fortes e resultados positivos sustentados”.

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