Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Larissa Vitória

Larissa Vitória

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo portal SpaceMoney e pelo departamento de imprensa do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

SD ENTREVISTA

Cury (CURY3) mantém ações em forte alta, quebra recorde de vendas no segundo trimestre e diretor diz o que esperar para o balanço da construtora

Ronaldo Cury, diretor de Relações com Investidores da companhia, atribui as marcas históricas a três fatores principais

Larissa Vitória
Larissa Vitória
10 de julho de 2024
18:17
Logotipo da construtora Cury (CURY3)
A Cury (CURY3) é uma construtora com mais de 60 anos de história e experiência no mercado - Imagem: Divulgação

Esta quinta-feira (10) é um dia repleto de notícias positivas para os acionistas da Cury (CURY3). A construtora e incorporadora deposita hoje os R$ 265 milhões em dividendos adicionais anunciados no início do mês e acaba de publicar também uma prévia operacional repleta de recordes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Foram pouco mais de R$ 1,7 bilhão em vendas líquidas no segundo trimestre, alta de 46,5% ante o mesmo período do ano passado e o maior valor já registrado nos 61 anos de história da companhia.

A velocidade de vendas (VSO) líquida — indicador importante para o setor, pois mostra o ritmo de absorção dos empreendimentos — também bateu recorde e avançou 50,5%.

Ronaldo Cury, diretor de Relações com Investidores da construtora, atribui as marcas históricas a três fatores: as condições melhoradas do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), a localização dos terrenos e a força de vendas diferenciada da companhia

O executivo conversou com Seu Dinheiro sobre o desempenho operacional da construtora, a performance das ações e o que esperar da Cury daqui para a frente. Confira abaixo os principais pontos da entrevista.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
  • E-BOOK LIBERADO: o Seu Dinheiro consultou especialistas do mercado financeiro para descobrir onde estão as melhores oportunidades de investimento para o 2º semestre de 2024; baixe aqui

As ações das construtoras na B3 começaram o ano em forte alta, mas os ganhos foram freados pelas mudanças no cenário macroeconômico. Como você avalia essa virada de cenário? E por que você acredita que a Cury foi uma das menos prejudicadas pela aversão ao risco e um dos únicos papéis do setor a manter uma forte alta, de 24%, em 2024?

O nosso papel bateu recorde na semana passada e vem se mantendo em um preço muito bom. Sabemos que o setor não está performando bem, mas a baixa renda performa melhor, o que tem uma correlação com a taxa de juros. A nossa operação depende um pouco menos da Selic do que a média e alta renda.

Leia Também

Eu também atribuo o sucesso do nosso resultado à entrega: entregamos mais do que prometemos e posso falar com muito orgulho que isso é um reconhecimento do mercado. Se olharmos para 2020, todas as projeções do nosso prospecto de IPO eram mais conservadoras do que aquilo que foi de fato realizado pela companhia e isso contribuiu para o crescimento do papel.

Hoje, a Cury está como líder do segmento, é a maior empresa da baixa renda e a segunda maior, em termos de market cap, do setor.

Essa virada de cenário macroeconômico, com o fim do ciclo de corte dos juros e aumento dos ruídos fiscais, muda as perspectivas para a construção civil ou elas seguem favoráveis como estavam no início do ano?

O impacto é um pouco mais relevante para a média e alta renda porque o funding deles vêm da poupança. O racional é o seguinte: com uma taxa de juros menor, a poupança tem uma captação maior; com mais dinheiro na poupança, o custo do recurso para o cliente que vai buscar um financiamento imobiliário é mais barato.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Claro que um ambiente de juros menor é favorável para a economia como um todo e isso melhora as coisas para nós também. Só que, na baixa renda, o funding que financia a maior parte dos nossos clientes vem do FGTS, que tem pouca influência da taxa de juros do país. 

Para nós, é muito mais importante, por exemplo, o cliente estar empregado — e o nível de emprego do país está muito bom e a inflação controlada — e ter condições de crédito. E isso foi dado, o programa habitacional que foi criado lá atrás sofreu alguns ajustes nos últimos anos que o deixaram mais atrativo, ou “affordable”, como diria o americano, com condições que cabem no bolso do cliente.

Entrando no desempenho operacional da companhia, o preço médio das unidades caiu um pouco tanto na base trimestral (-1,8%) quanto na anual (-3,5%) e, segundo a prévia, isso se deve ao mix de produtos lançados no trimestre. Como o mix afeta o indicador?

Temos produtos que estão nas faixas mais altas do Minha Casa Minha Vida e temos produtos um degrau fora do programa habitacional. No primeiro trimestre, por questões de aprovações de prefeitura, calhou de termos mais empreendimentos nesse pedacinho fora do MCMV.

Já no segundo trimestre foi o contrário, tivemos mais empreendimentos dentro do programa habitacional do que fora. Quando a gente fala de mix é isso, o que traz o ticket médio de lançamento um pouco mais para baixo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por falar em preço médio, ele indica que a companhia tem permanecido focada na faixa 3 do Minha Casa Minha Vida. Há planos para expandir os lançamentos nas faixas mais baixas do programa?

Teremos um empreendimento para a faixa mais baixa no terceiro trimestre no Rio de Janeiro, mas a maioria dos lançamentos deve seguir nas faixas mais altas ou até um degrauzinho fora.

Essa decisão tem muito a ver com as mudanças nos planos diretores e as praças onde atuamos, nas regiões metropolitanas de São Paulo e do Rio de Janeiro. Aqui é mais difícil encontrar oportunidades viáveis para fazer empreendimentos para as faixas mais baixas, o terreno é mais caro, além da topografia e mais uma série de determinantes que fazem com que optemos por trabalhar nas faixas mais altas.

LEIA TAMBÉM: Moura Dubeux (MDNE3) tem a melhor prévia operacional da história, e CEO diz que ação vai pagar dividendos ainda este ano; veja quando

Tanto as vendas líquidas quanto a VSO foram recordes neste trimestre. A que você atribui o sucesso?

A localização dos terrenos e os produtos são determinantes também, mas atribuo, principalmente, a nossa força de vendas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Há muitos anos tomamos a decisão de focar esforços e concentrar nossos produtos apenas nas regiões metropolitanas de São Paulo e do Rio de Janeiro. Como temos lançamentos acontecendo todos os meses, há uma previsibilidade para os corretores, essa força de vendas não se dissipa e fica cada vez maior.

Todo mundo da baixa renda vendeu muito bem, mas nós, uma empresa de 61 anos, tivemos recorde graças a essa estrutura.

Todo começo de mês, por exemplo, fazemos um evento no qual mostramos os lançamentos do período. Na semana passada, fechamos o Memorial da América Latina para mais de 1,6 mil corretores no evento de São Paulo. No Rio, enchemos o IMPA Tech com mil corretores. Então estamos falando de uma força com mais de 2,6 mil corretores.

Para se ter uma ideia, uma empresa não tão bem estruturada que vai fazer um lançamento imobiliário atrai, no máximo, 30 corretores para o stand de vendas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O banco de terrenos da Cury também registrou um recorde histórico mais uma vez e encerrou o segundo trimestre com R$ 17,5 bilhões em VGV potencial (alta de 72,7% ante o 2T23). O landbank deve continuar crescendo nesse ritmo forte nos próximos trimestres?

O racional por trás disso é que estamos sempre atrás de boas oportunidades. O nosso compromisso com os  investidores é sempre comprar bons terrenos. Desde o ano passado, dobramos o nosso time de prospecção de novos negócios em São Paulo e aumentamos a equipe do Rio.

Mas o fator determinante que fez com que conseguíssemos comprar bons ativos foram as alterações nos planos diretores e leis de zoneamento em SP e no RJ no final do ano passado, que ampliaram muito as regiões onde podemos trabalhar e produzir habitação econômica.

O que podemos esperar para o balanço da Cury?

A gente vem preservando as margens e é um excelente trimestre. Além disso, na semana passada, apresentamos para o time de vendas os lançamentos do mês de julho. A temperatura desses dois produtos está muito alta, os nossos corretores estão super animados. Então o terceiro trimestre tem tudo para ser tão bom, ou até melhor do que o primeiro e o segundo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
CORRIDA POR LIQUIDEZ

O plano do Pão de Açúcar (PCAR3) para ganhar fôlego: de imóveis como garantia a recebíveis para destravar crédito

13 de abril de 2026 - 19:48

Medidas aprovadas pelo conselho miram redução de custos, liberação de limites e reforço de até R$ 200 milhões no caixa

DÍVIDAS EXTRACONCURSAIS

Oi (OIBR3) ganha mais 60 dias de imunidade para dívida de R$ 1,7 bilhão que garante operação básica da empresa

13 de abril de 2026 - 19:41

A Justiça deu novo prazo à Oi para segurar uma dívida de R$ 1,7 bilhão fora da recuperação judicial, em meio a um quadro financeiro ainda pressionado, com geração de caixa insuficiente e dependência de medidas emergenciais para manter a operação

ENTENDA OS MOTIVOS

Duplo upgrade: por que o BofA enxerga potencial claro de valorização para Isa Energia (ISAE4)

13 de abril de 2026 - 14:25

Duplo upgrade do BofA e revisão do preço-alvo reforçam tese de valorização, ancorada em valuation atrativo, baixo risco e gatilhos como disputa bilionária com o Estado de São Paulo e novos investimentos

BANCOS

André Esteves fala sobre interesse do BTG no BRB: “Estamos olhando outros ativos, mas não vamos olhar os do Master”

13 de abril de 2026 - 14:05

Na semana passada, o BTG anunciou um acordo para aquisição do Digimais, banco do bispo Edir Macedo, financeiramente frágil

MEDIDA CAUTELAR

Oncoclínicas (ONCO3) entra na Justiça para segurar crise de caixa e ganhar tempo com credores

13 de abril de 2026 - 10:31

A companhia busca suspender temporariamente obrigações financeiras e evitar a antecipação de dívidas enquanto negocia com credores, em meio a um cenário de forte pressão de caixa e endividamento elevado

BALANÇO APERTADO

Candidata a IPO, Aegea teve lucro líquido 31% menor em 2025 e ajusta números de 2024 para baixo

13 de abril de 2026 - 10:15

Candidata a abrir capital na próxima janela de IPOs, a empresa de saneamento Aegea reportou lucro líquido proforma de R$ 856 milhões em 2025, queda de 31%

PEDIDO NEGADO

Casino livre para sair à francesa? Pão de Açúcar (PCAR3) falha em travar ações do ex-controlador em disputa bilionária

13 de abril de 2026 - 9:50

O GPA informou a negativa do Tribunal Arbitral ao seu pedido de tutela cautelar para bloqueio das ações que pertencem ao acionista Casino, ex-controlador. A solicitação buscava travar as participação do francês em meio a uma disputa tributária bilionária

UM MÊS DE NEGOCIAÇÕES

JBS chega a acordo provisório com trabalhadores para fim de greve em fábrica nos EUA

13 de abril de 2026 - 8:53

A greve na JBS representou um golpe na capacidade de processamento dos EUA, depois que a Tyson Foods fechou uma fábrica de carne bovina

UM PASSO NO ESPAÇO

Como o foguete que pousa de ré da SpaceX mudou a corrida espacial e se tornou um trunfo de Elon Musk

12 de abril de 2026 - 9:17

Enquanto o Starship redefine o padrão dos lançamentos espaciais, a SpaceX avança rumo a um IPO histórico; confira

CRESCIMENTO SELETIVO

Quem ‘ganha’ e quem ‘perde’ no 1T26? BTG revela suas principais apostas no varejo

11 de abril de 2026 - 15:23

RD Saúde (RADL3), Smart Fit (SMFT3), Petz (AUAU3) estão entre as varejistas que devem registrar desempenho positivo no primeiro trimestre de 2026, segundo o BTG Pactual

BOLSO CHEIO

Santander (SANB11) abre o cofre e anuncia R$ 2 bilhões em JCP; confira o que muda nos dividendos

10 de abril de 2026 - 19:35

Investidores precisam estar posicionados no dia 20 de abril para receber o provento; pagamento está previsto para maio e faz parte dos dividendos obrigatórios de 2026

SEMANA NEGATIVA

O que derrubou a Suzano (SUZB3)? Ação fica abaixo dos R$ 50 mesmo com Ibovespa em alta recorde

10 de abril de 2026 - 19:28

Companhia cai 7,26% na semana e destoa do clima positivo na bolsa brasileira. Entenda o impacto do dólar, do corte do BofA e da pressão no mercado de celulose

VEJA OS PLANOS

Estádio do Palmeiras vai virar roxo? Nubank revela o que pretende fazer após comprar os direitos de nome

10 de abril de 2026 - 15:13

Depois de comprar os naming rights, o banco brasileiro tem vários planos para a arena, mas o verde não vai sair

DEPOIS DA CHUVA, O ARCO-ÍRIS

Depois de superar problemas com a Justiça, ‘Veio da Havan’ marca inauguração de megaloja polêmica no Centro Histórico de Blumenau

10 de abril de 2026 - 13:31

Mesmo sem a Estátua da Liberdade, abertura da nova unidade está prevista para o começo de maio

É HORA DE COMPRAR?

Dividendos extras no horizonte? BB BI eleva preço-alvo da Vale (VALE3) e reforça tese de geração de caixa

10 de abril de 2026 - 13:15

Banco revisa projeções, cita forte geração de caixa e vê espaço para novos pagamentos ao acionista, mas mantém cautela com o papel

VEJA OPÇÕES

Adeus, Allianz Parque: Nubank arremata naming rights da arena do Palmeiras e deixa torcida decidir novo nome do estádio

10 de abril de 2026 - 11:29

Banco amplia ofensiva no esporte e assume o lugar da Allianz como detentor do naming rights do estádio. O resultado da votação será divulgado em 4 de maio

OFERTA DE AÇÕES

Por que a Vitru (VTRU3) quer levantar até R$ 300 milhões em oferta de ações, e qual é o ‘custo’ para o acionista?

10 de abril de 2026 - 10:41

Oferta será 100% primária, com recursos destinados à redução de dívida, reforço de caixa e investimentos operacionais; operação também prevê aumento do free float e da liquidez das ações na bolsa

UNIÃO DE GIGANTES

Allos (ALOS3) se une à Kinea para criar fundo imobiliário de shopping centers; confira os detalhes da parceria e da oferta primária do novo FII

10 de abril de 2026 - 10:11

A empresa informou que a aliança abre “um ciclo de crescimento” e cria receitas recorrentes de gestão de ativos e fundos

COLAPSO?

Oncoclínicas (ONCO3) dobra prejuízo para R$ 1,5 bilhão no 4T25, e auditoria cita “incerteza” sobre continuidade da operação

10 de abril de 2026 - 9:13

A empresa vem passando por um momento de reestruturação, decorrente de uma pressão financeira que levou a companhia de tratamentos oncológicos a recalcular a rota e buscar retomar o seu core business

NOVAS MUDANÇAS

Depois de trocar o CEO, Hapvida (HAPV3) indicará Lucas Garrido para comandar as finanças

9 de abril de 2026 - 20:01

Companhia promete “tomada de decisão cada vez mais eficaz” enquanto enfrenta pressão de acionistas por melhoria na governança

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia