Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

PAGOU CARO?

CEO da Auren afirma que “não poderia ter transação melhor do que a aquisição da AES Brasil” — mas AURE3 cai forte na bolsa, enquanto AESB3 dispara

A Auren abocanhou na noite passada as operações AES no Brasil, em um acordo que dará origem à terceira maior empresa geradora de energia do país

Camille Lima
Camille Lima
16 de maio de 2024
12:44 - atualizado às 18:29
AES Brasil (AESB3)
AES Brasil (AESB3) - Imagem: Divulgação

Uma nova gigante de energia está prestes a surgir no Brasil — mas as luzes parecem não brilhar para a Auren Energia (AURE3) após o anúncio de uma combinação de negócios com a AES Brasil (AESB3).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Depois de dois meses de negociação, a Auren abocanhou na noite passada as operações AES no Brasil, em um acordo que dará origem à terceira maior empresa geradora de energia do país, com receita combinada de R$ 9,6 bilhões e R$ 30 bilhões em valor de firma (EV).

“Não poderia ter transação melhor para a Auren do que a aquisição da AES Brasil em todos os sentidos”, afirmou o CEO da Auren Energia, Fabio Zanfelice, em teleconferência com analistas.

A aquisição resultou em reações divergentes às ações das duas empresas no fechamento da bolsa brasileira desta quinta-feira (16). Enquanto a AESB3 disparou 13,80%, os papéis AURE3 amargaram perdas na casa de 1,66%.

Um dos motivos citados pelos analistas para a reação negativa dos investidores à notícia é a perspectiva de que a Auren tenha pagado caro demais pela AES Brasil.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O valor da transação não foi revelado. Porém, nas contas do JP Morgan, a AES Corp deve receber R$ 3,3 bilhões ou US$ 640 milhões em dinheiro por sua participação de 47,3% na brasileira.

Leia Também

Mas para o CEO da Auren, o valor desembolsado para adquirir a companhia foi “justo”, uma vez que existe “muito a explorar em sinergias”.

“O preço de mercado da ação da AES Brasil reflete o momento atual. Nós vamos agregar ainda mais valor para acionistas após consolidação”, disse o executivo.

Auren (AURE3) e AES Brasil (AESB3): vem sinergia pela frente

Com a aquisição, a AES Brasil será transformada em subsidiária integral da Auren, com a unificação das bases acionárias das duas empresas no Novo Mercado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os acionistas da AES Brasil também poderão escolher se receberão ações da Auren, pagamento em dinheiro — R$ 11,55 por papel, prêmio de 18% em relação ao último fechamento — ou uma combinação dos dois. Veja aqui os detalhes do negócio.

A expectativa é que a transação resulte em uma economia de R$ 1,2 bilhão em sinergias, incluindo a redução de despesas gerais e administrativas combinadas em R$ 125 milhões por ano.

Segundo o CEO da Auren, será necessário avaliar o portfólio da AES Brasil para entender a possibilidade de desinvestimentos ou melhorias, como estão os parques eólicos da companhia, que registraram um desempenho fraco no primeiro trimestre de 2024.

Para Zanfelice, alguns ativos da AES “precisam de ajuste para melhorar performance e rentabilizar, enquanto existem outros ativos de menor porte que não fazem parte da estratégia.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“A gente tem avaliado alguns ativos que de fato não têm escala e nem possuem geograficamente alguma combinação com algum outro ativo para definir quais podem ser alvo de desinvestimento”, afirmou.

“Mas não existe nenhum ativo ali que não nos interessa do ponto de vista que não tenha qualidade. Nos ativos que não estão performando, vemos oportunidade de melhorar a qualidade de performance.”

Questionado sobre as concessões hidrelétricas da companhia adquirida que vencerão em 2032, o CEO da Auren afirmou que não considerou a renovação dos ativos na compra. “Vemos hidrelétricas como oportunidade caso haja algum leilão de relicitação.”

O presidente da Auren ainda prevê uma otimização no quadro de funcionários, já que “é esperado que tenha muitas áreas replicadas nas duas companhias”, além de dedução de sistemas, materiais e serviços.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Essa redução acontece de uma maneira célere já no primeiro ano. Estamos correndo para realizar isso o mais rápido possível, porque, quanto mais rapidamente fizermos, mais a gente agrega.”

Além disso, nas contas do BTG Pactual, a Auren possui prejuízo fiscal de R$ 783 milhões que poderia ser utilizado para compensar o lucro tributável esperado gerado pela AES, gerando um valor presente líquido (VPL) positivo de R$ 232 milhões. 

Os analistas ainda acreditam que outras sinergias possam surgir com o negócio, incluindo a melhoria do desempenho do portfólio da AES sem grandes investimentos adicionais, além de um melhor mix de portfólio, ganhos com benefícios fiscais e uma gestão de passivos.

Por que AESB3 dispara na B3 — enquanto AURE3 cai forte

Para o BTG Pactual, ainda que as sinergias possam desbloquear valor para a companhia, o sentimento negativo deve prevalecer.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo os analistas, o preço pago pela AES Brasil “parece esticado”, implicando em uma taxa interna de retorno (TIR) real de 7,9%, contra a TIR de 9% de Auren. 

Para o banco, a expansão das energias renováveis tem sofrido com um cenário de preços baixos da energia, taxas de juro crescentes e condições de vento mais fracas — que inclusive foram um dos principais detratores do balanço da AES Brasil no primeiro trimestre de 2024. 

Não bastasse o cenário difícil para a energia verde, o mercado ainda tem uma visão bastante desfavorável dos ativos da AES,reflexo dos recentes problemas operacionais e a significativa exposição a eventos de curtailment, as reduções involuntárias na produção de energia das usinas 

“Embora o mercado reconheça o histórico de execução da Auren e tenha confiança na sua equipe para implementar essas mudanças, é improvável que pague antecipadamente por isso”, destacam os analistas. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Outro receio é que a aquisição da AES resulte em uma redução do nível de distribuição de dividendos da Auren, pelo menos no curto prazo. Afinal, a empresa recentemente despontou como uma das principais indicações dos analistas para investidores em busca de proventos no setor elétrico.

Porém, segundo o CEO Fabio Zanfelice, a estratégia da Auren já “leva em conta o pagamento recorrente de dividendos”.

Um negócio “ganha-ganha”

Segundo os analistas do JP Morgan, se analisada apenas a taxa interna de retorno (TIR) real estimada para AESB3, de 7,4%, a Auren pagou caro pela AES Brasil.

Porém, isso seria uma “avaliação simplista demais”, de acordo com o banco norte-americano, já que “não consegue captar todos os benefícios e a geração de valor da combinação de negócios”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na avaliação do JP Morgan, o negócio realmente é mais vantajoso para a AES Brasil (AESB3). Porém, os analistas acreditam que, como a Auren (AURE3) tem muitos frutos para colher, o negócio traz ganho mútuo para ambas as empresas.

“Apesar do prêmio claro para AESB3, precisamos de ter em consideração vários fatores de extração de valor para AURE3, tais como sinergias operacionais, benefícios fiscais, utilização de créditos fiscais e ganhos de escala.”

“A AES Brasil era, em termos de perfil, quase como um irmão gêmeo. Além disso, tornaria Auren mais de 2x maior. A questão era preço, e Auren finalmente encontrou um número que, em nossa opinião, determina um resultado ganha-ganha para ambas as empresas”, escreveu o banco norte-americano, em relatório

Atualmente o banco possui um preço-alvo de R$ 10,50 por ação da AESB3 até dezembro de 2024. Porém, os analistas acreditam que a incorporação dos ativos pela Auren aumenta o valor dos ativos devido aos ganhos de sinergia operacional, financeira e tributária.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na visão do JP Morgan, a aquisição da AES Brasil pela Auren Energia traz cinco principais benefícios:

  • Economia de R$ 1,2 bilhão em sinergias;
  • Maior benefício fiscal na empresa combinada devido ao nível mais elevado de alavancagem;
  • Utilização mais rápida dos créditos fiscais originados pela antiga estatal do Estado de São Paulo, a Cesp, ao incorporar as usinas hidrelétricas da AES, com ganho de aproximadamente R$ 350 milhões;
  • Melhora da disponibilidade dos ativos hídricos e eólicos da AES Brasil pela Auren, aumentando o faturamento;
  • Maior diversificação de portfólio permitindo que a nova Auren capture margens de geração mais altas, potencializadas pelo aumento de comercialização. 

Na avaliação do banco, o novo mix de geração das empresas será 54% hídrico, 36% eólico e 10% solar, o que permitirá uma melhor otimização de preços no futuro. 

Os analistas mantiveram a recomendação de “overweight”, equivalente a compra, para as ações AURE3 — especialmente diante da queda dos papéis hoje, que “torna a Auren ainda mais barata”.

O banco fixou um preço-alvo de 15,50 para o fim deste ano, um potencial de valorização de 28,8% em relação ao último fechamento. 

VEJA TAMBÉM — O barato saiu caro para a Auren? Fusão com a AES Brasil derruba AURE3 na bolsa

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
PODE ABRIR A LATINHA

Ambev (ABEV3) faz golaço nos resultados às vésperas da Copa do Mundo, e ações disparam; entenda os motivos da comemoração

5 de maio de 2026 - 12:20

A empresa entregou aumento no volume de cerveja, principalmente no Brasil, melhora de margens e ganhos estimados de participação em vários mercados

NOVA PROMESSA DA BOLSA

BradSaúde (SAUD3) desembarca na B3: nova gigante da saúde estreia forte — e CEO já mira o que pode destravar valor daqui para frente

5 de maio de 2026 - 12:12

Nova empresa do grupo Bradesco nasce com números robustos, mas CEO Carlos Marinelli revela qual será o grande motor de crescimento futuro

PRÉVIA DO BALANÇO

Nem o melhor da turma escapa: Itaú (ITUB4) deve ter resultado mais fraco no 1T26. Isso muda tese para as ações?

5 de maio de 2026 - 9:11

Pressão de dividendos e crédito mais desacelerado devem aparecer no desempenho dos três primeiros meses do ano; analistas revelam se isso compromete a visão de longo prazo para o banco

QUEM GANHA E QUEM PERDE

Direcional (DIRR3), MRV (MRVE3), Cury (CURY3): o que esperar das construtoras no 1T26, segundo o Santander

5 de maio de 2026 - 9:07

O banco avalia que, apesar da pressão, algumas construtoras e incorporadoras ainda contam com receitas sustentadas por vendas fortes registradas nos últimos meses, o que deve ajudar nos balanços

FOCO NO ALICERCE

A estratégia por trás da venda da Telhanorte: dona da Quartzolit sai do balcão de vendas, mas segue no canteiro de obras

4 de maio de 2026 - 19:54

Após anos de tentativa e uma reestruturação profunda, a Saint-Gobain finalmente assinou a venda da Telhanorte. Saiba o que motivou a saída da gigante francesa do varejo brasileiro.

DO CASHBACK AO BITCOIN

Méliuz (CASH3) acelera recompra e aposta em Bitcoin para destravar valor — mercado ainda não comprou a tese?

4 de maio de 2026 - 19:39

Empresa já destinou R$ 30 milhões à recompra e destaca indicador atrelado ao Bitcoin para medir retorno ao acionista

FÔLEGO RENOVADO

O balão de oxigênio que a Kora Saúde (KRSA3) precisava acaba de ser entregue pela Justiça

4 de maio de 2026 - 19:25

Com o aval da Justiça, a empresa agora tem o caminho livre para reorganizar um passivo de R$ 1,3 bilhão

BALANÇO

O teste de fogo da BradSaúde: nova gigante que substitui a Odontoprev (ODPV3) estreia com lucro de R$ 1,3 bilhão e ROE de 24% no 1T26

4 de maio de 2026 - 19:18

Enquanto a BradSaúde divulga seus primeiros números oficiais consolidados, a Odontoprev entrega um lucro de R$ 151 milhões; confira outras linhas do balanço

BALANÇO

O pior ficou para trás? Lucro da BB Seguridade (BBSE3) sobe 11,2% e chega a R$ 2,2 bilhões; confira os números do 1T26

4 de maio de 2026 - 18:45

No ano, a seguradora do Banco do Brasil vive questionamentos por parte do mercado em meio à queda dos prêmios da BrasilSeg, também agravada pela piora do agronegócio

PROVENTOS TURBINADOS

Petrobras (PETR4) deve entregar trimestre forte e dividendos robustos, diz BTG; preço-alvo do ADR sobe para US$ 25

4 de maio de 2026 - 15:51

Produção recorde, petróleo mais caro e geração de caixa elevada sustentam expectativa de proventos no 1T26

MAIS UM RECORDE

Embraer (EMBJ3) assina o maior contrato militar até hoje, com os Emirados Árabes Unidos, e ações sobem na bolsa

4 de maio de 2026 - 14:33

O Citi estima o pedido em torno de US$ 700 milhões, cerca de 16% de toda a carteira de pedidos firmes da divisão de defesa da fabricante brasileira de aeronaves, segundo o Broadcast

US$ 55,5 BILHÕES NA MESA

Delírio ou oportunidade? GameStop (GME) quer perder a fama de ‘meme stock’ ao comprar eBay para rivalizar com a Amazon

4 de maio de 2026 - 12:22

A varejista de jogos fez proposta de compra sobre a empresa de e-commerce com valor de mercado quatro vezes maior; qual é o plano da GameStop?

RETORNO AO FOCO

Mais R$ 451 milhões no bolso: Axia Energia (AXIA3) vende participação minoritária em ativos de transmissão de energia

4 de maio de 2026 - 9:28

A operação “reforça o compromisso da Axia Energia com a otimização de participações minoritárias”, disse a ex-Eletrobras em fato relevante

DIA ‘D’ DA NOVA GIGANTE

O primeiro teste da BradSaúde: o que o balanço da Odontoprev (ODPV3) no 1T26 pode revelar aos investidores

4 de maio de 2026 - 6:16

Resultado dos três primeiros meses do ano marca estreia da BradSaúde, enquanto mercado tenta entender quanto vale a nova plataforma de saúde do Bradesco; descubra o que esperar

RESULTADOS CORPORATIVOS

Enquanto elétricas sentem o baque, Axia (AXIA3) desponta como destaque positivo do 1T26; veja o que esperar segundo o Itaú BBA

3 de maio de 2026 - 15:01

Queda de demanda, piora na hidrologia e avanço dos preços de energia marcaram o período, favorecendo empresas mais expostas ao mercado de curto prazo

TEMPORADA DE BALANÇOS

Itaú (ITUB4), Mercado Livre (MELI34), Prio (PRIO3) e outras 80 empresas divulgam resultados nesta semana; veja datas

3 de maio de 2026 - 13:00

Cenário mistura desafios para instituições financeiras e oportunidades para empresas expostas a petróleo e mercado externo

O LEGADO CONTINUA?

Com Warren Buffett na plateia, novo CEO traça próximos passos da Berkshire Hathaway; veja os destaques da primeira reunião sem o Oráculo de Omaha

2 de maio de 2026 - 13:29

Durante homenagem, o megainvestidor destacou a trajetória da Apple e elogiou a liderança de Tim Cook após a morte de Steve Jobs

FIM DE UMA ERA

Spirit Airlines encerra operações nos EUA após segunda falência; entenda o que levou a companhia aérea ao colapso

2 de maio de 2026 - 10:03

A expectativa da companhia aérea era sair da proteção contra falência no meio de 2026, mas ainda apresentava muitos problemas

COMEÇOU MAIS CEDO

Petrobras (PETR4) antecipa início de produção de plataforma no campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos

1 de maio de 2026 - 17:57

Localizada no pré-sal da Bacia de Santos, plataforma tem capacidade de 180 mil barris de óleo

PÚBLICO PREMIUM

Briga de gigantes: Banco do Brasil (BBAS3) entra na disputa pela alta renda e inaugura sala VIP no aeroporto de Guarulhos

1 de maio de 2026 - 13:55

Com inauguração da sala VIP nesta sexta (1), Banco do Brasil se junta a bancos como Bradesco, Nubank, BTG Pactual e C6, que têm espaços premium no aeroporto

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia