O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Plano de reestruturação, acompanhado de corte de gastos, é a esperança do CEO Joshua Schulman para retomar crescimento da marca
A Burberry reconhece que adotou uma estratégia de negócios errada nos últimos tempos, que a levaram à quase ruína: no ano, as ações acumulam queda expressiva de quase 43% na bolsa de Londres.
A famosa marca de cachecóis e sobretudos deu um passo maior que a perna, colocando os produtos em preços mais elevados do que o consumidor estava disposto a pagar. Agora, a inglesa vai ter que passar por uma bela reestruturação para reconquistar – tanto o público quanto o mercado.
O primeiro passo já foi dado: nesta quinta-feira (14), a empresa anunciou um corte de custos na casa de £ 40 milhões (R$ 293,6 milhões) para “estabilizar o negócio”.
Quem está à frente desse turnaround é o CEO Joshua Schulman, que assumiu a direção após a demissão de Jonathan Akeroyd, em julho.
Sem medo de fazer críticas aos erros cometidos pela companhia, Schulman assumiu, em um comunicado duramente sincero, que a Burberry teve uma “execução inconsistente” e perdeu o foco nos principais clientes.
Em uma tentativa de se modernizar, a marca confessou que acabou “perdendo a essência” e a tradição que a levaram a alcançar o prestígio atual.
Leia Também
Apesar disso, o diretor executivo acredita que “dias melhores estão pela frente”. Como chegar nesses dias melhores, é a questão mais importante.
A tarefa não é exatamente fácil.
No primeiro semestre do ano fiscal de 2024, a receita caiu 22%. Além disso, a empresa registrou prejuízo de £ 41 milhões (R$ 249,8 milhões). O dado fica ainda mais preocupante quando é feita a comparação anual: no mesmo período do ano passado, a Burberry vinha de um lucro operacional de £ 223 milhões.
No contexto macroeconômico, a marca inglesa ainda precisa lidar com custos adicionais entre £ 3 e 4 bilhões, devido à nova legislação trabalhista do Reino Unido que estabelece contribuições maiores para o “INSS britânico”.
Na tentativa de retomar uma trajetória de “crescimento sustentável e lucrativo”, a companhia deixou claro: é hora de voltar ao “básico bem feito”.
Você provavelmente conhece a Burberry pelo tradicional cachecol xadrez e pelos sobretudos (trench coats, em inglês) em cores terrosas. É justamente nessas peças clássicas, que remontam à “herança britânica”, que reside uma das maiores esperanças para a inglesa.
Os esforços para reconquistar o público e a imagem da marca já estão sendo feitos. Em outubro, foi lançada a campanha It's Always Burberry Weather, estrelando personalidades da cultura pop nascidas no Reino Unido, como o ator de Saltburn, Barry Keoghan, e a modelo Cara Delevigne.

Outra medida em curso é a redução no preço das bolsas e dos sapatos, que foi um dos motivos que afastou muitos consumidores, como o próprio CEO afirmou: "Elevamos os preços demais em toda a linha. Criamos novos códigos de marca que não eram familiares ou reconhecíveis para nossos clientes."
Schulman também afirmou que pretende adicionar mais produtos de entrada, ou seja, aqueles com preços mais acessíveis que servem para introduzir o consumidor à marca – perfumes, óculos e acessórios, por exemplo.
O diretor assumiu que a Burberry tem mais poder de precificação em itens de outerwear (como sobretudos, casacos e outros tipos de agasalhos) do que em bolsas. Na visão dele, a oportunidade para a marca está em vender bolsas por uma faixa entre € 1.600 e € 2.000 (R$ 9.750 - R$ 12.180).
Vale ressaltar, no entanto, que a empresa continuará se posicionando dentro do mercado de luxo. A intenção não é se tornar acessível, reforçou Schulman.
A “crise” da Burberry, embora tenha sido mais notória pela magnitude, não é um incidente isolado no segmento de bens de alto valor agregado.
De forma geral, a indústria tem sofrido nos últimos tempos, devido à desaceleração de mercados tidos como “chave”, com destaque para a China.
Pelas estimativas da consultoria Bain & Company, o mercado de luxo terá uma redução de 2% em 2024, passando a valer € 363 bilhões (R$ 2,2 trilhões). O Seu Dinheiro falou sobre este assunto – e explicou o fenômeno mais a fundo – nesta matéria aqui.
No comunicado à imprensa, a Burberry reconheceu que os resultados do turnaround podem não ser vistos imediatamente. "No curto prazo, [...] em um ambiente macroeconômico incerto, é cedo demais para determinar se nossos resultados do segundo semestre compensarão totalmente a perda operacional ajustada do primeiro semestre”, escreveu.
De toda forma, o anúncio da reestruturação dos negócios, acompanhada do corte de custos, agradou o mercado. As ações subiram 18% na bolsa de Londres.
* Com informações de Business Insider, Reuters e The Guardian.
Dados dos três primeiros meses do ano servem de termômetro para o desempenho financeiro da petroleira; que será divulgado em 11 de maio após o fechamento do mercado
A ações da Hapvida chegaram a entrar em leilão por oscilação máxima permitida durante a reunião, com alta de mais de 5%
Com alavancagem acima de 3 vezes e caixa pressionado, companhia indica menor espaço para remuneração ao acionista no curto prazo
Plano de reestruturação extrajudicial mira dívidas não operacionais enquanto hospitais seguem funcionando normalmente
A rede, que entrou em recuperação extrajudicial em março, ainda não avançou nas tratativas com os credores, diz o Valor
Regulador cita fragilidade financeira e descumprimento de normas; confira os detalhes
Mais enxuta e com mudanças no conselho e composição acionária, a empresa está pronta para sua nova fase; no entanto, investidores ainda esperam aumento nas receitas para dizer que o risco de investir na companhia, de fato, caiu
Para os analistas, a incorporadora mantém disciplina em meio ao aperto do setor imobiliário e ainda pode dobrar de valor
As duas companhias detalharam nesta quarta-feira (29) os proventos que serão distribuídos aos acionistas; confira prazos e condições para receber
O Mercado Livre foi incluído na lista pelo avanço de sua operação financeira, concentrada no Mercado Pago, enquanto o Nubank foi destacado por combinar expansão em larga escala com rentabilidade e avanço em mercados regulados
Resultado do 1T26 frustra expectativas, enquanto banco reforça estratégia mais conservadora; o que fazer com as ações agora?
Lucro da mineradora cresce no 1T26, mas pressão de custos e Ebitda considerado fraco pelo mercado limitam reação positiva das ações; saiba o que fazer com relação aos papéis agora
Os papéis da companhia entraram em leilão na manhã desta quarta-feira (29) por oscilação máxima permitida, e voltaram a ser negociados com alta de quase 5% na esteira do balanço do primeiro trimestre
Cerca de 77% dos usuários do Mercado Livre também compram na Shopee. A sobreposição entre a plataforma argentina e a norte-americana Amazon também é grande, de 49%.
Alta nos impostos pressiona lucro agora, mas pode destravar capital e impulsionar resultados, afirma Mario Leão; confira a visão do CEO do banco
A queda já era, de maneira geral, esperada. Segundo o JP Morgan, havia mais espaço para frustração do que para surpresas positivas, de acordo com relatório do meio de abril, mas movimento é cíclico
A estatal também assinou um novo acordo de acionistas com a Shine I, fundo de investimentos gerido pela IG4, que está adquirindo a participação de controle da Novonor na Braskem
Em meio a um início de ano mais fraco, lucro vem abaixo do esperado e rentabilidade perde fôlego no início de 2026; veja os destaques do balanço
Para quem carrega os papéis da companhia na carteira, o valor se traduz em cerca de R$ 0,108 por ação ordinária
Projeções da Bloomberg indicavam expectativas de alta em resultado anual; veja os principais números do balanço da Vale