BB Asset e JGP unem forças e lançam gestora focada em investimentos sustentáveis; Régia Capital nasce com patrimônio de R$ 5 bilhões
Com produtos de crédito líquido e estruturado, ações, private equity e agronegócio, a estimativa da Régia é atingir R$ 7 bilhões em ativos sob gestão até o fim deste ano

Um novo player “ESG” acaba de surgir no mercado financeiro brasileiro. A JGP e a BB Asset uniram forças e anunciaram nesta quinta-feira (10) o lançamento da Régia Capital, uma nova gestora totalmente focada em investimentos e soluções financeiras sustentáveis.
A Régia Capital já nasce com um patrimônio de cerca de R$ 5 bilhões sob gestão, distribuídos em mandatos ativos de crédito, ações e fundos dedicados ao financiamento de soluções sustentáveis.
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No entanto, a expectativa é ir além. A estimativa é atingir a marca de R$ 7 bilhões em ativos sob gestão até o fim deste ano.
Já para o ano que vem, a meta quase triplica: a projeção é alcançar R$ 15 bilhões no primeiro semestre de 2025 e encerrar o ano com R$ 20 bilhões sob administração.
A expectativa é que a gestora aumente o fluxo de recursos direcionados aos produtos ESG — que designa boas práticas ambientais, sociais e de governança corporativa.
Segundo as empresas, a ideia é somar a capacidade de estruturação de produtos e soluções financeiras sustentáveis da JGP com o potencial de distribuição e originação de ativos sustentáveis do Banco do Brasil.
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Com a parceria estratégica, a expectativa é “destravar investimentos que combinem grande impacto socioambiental com a busca de retornos destacados”.
A Régia Capital, nova gestora focada em ESG
De acordo com nota à imprensa, a Régia é uma “full platform de investimentos sustentáveis”, com produtos de crédito líquido e estruturado, ações, private equity e agronegócio.
A gestora prevê também produtos em formato de Blended Finance, Finanças de Transição, Venture Philantropy e Venture Capital.
Os fundos de mandato de crédito privado ESG que eram geridos pela JGP foram os primeiros a serem transferidos para a nova gestora — e a expectativa é que todos os fundos da JGP com viés sustentável passem para a gestão da Régia Capital.
“Estruturamos a Régia Capital de forma diferente de uma gestora tradicional. Temos fundos, mas para além do produto, pensamos na casa como um hub para soluções de capital que poderão ser estruturadas via dívida, equity ou private equity”, disse Alexandre Muller, gestor do portfólio de crédito da JGP.
O portfólio de investimentos será destinado tanto a investidores locais — sejam eles pessoa física, private ou institucionais — quanto internacionais.
“Miramos os investidores estrangeiros, que são bastante preocupados com a pauta ESG. Já há um pipeline robusto em estágio avançado de negociação para o primeiro trimestre de 2025, em especial com bancos de desenvolvimento, que têm demonstrado a compreensão sobre a necessidade de fomentar o Sul Global no que diz respeito à agenda de transição”, afirmou José Pugas, diretor de sustentabilidade da JGP.
“Até o início do ano que vem, haverá veículos offshore de acesso às estratégias e há um fundo de crédito de carbono sendo estruturado. Estamos avançados também em fundos focados em bioeconomia e restauração produtiva.”
Os fundos da Régia
Logo no início da operação, a Régia lançou uma família de fundos ESG de crédito chamada Equilíbrio, que reflete a estratégia do primeiro fundo de crédito ESG gerido pela JGP, calibrada com diferentes níveis de caixa para atender a diferentes tipos de passivo.
A família de fundos possui uma versão para o público de varejo e private, uma para os investidores institucionais/RPPS e outra versão previdenciária — que, ainda neste mês, lançará um espelho na Brasilprev.
Além disso, no início deste mês, a Régia e a Ore Investments, gestora de private equity brasileira dedicada ao setor de mineração, tiveram uma nova conquista.
As gestoras ganharam uma concorrência realizada pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico) para gerir um fundo que busca destravar o potencial em mineração do Brasil em minerais críticos e estratégicos.
O fundo contará com investimentos de R$ 500 milhões da BNDESPar e Vale (VALE3) — e, de acordo com o comunicado, as sondagens iniciais com investidores mostram um potencial de atingir R$ 3 bilhões no médio prazo.
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