O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Em entrevista ao Seu Dinheiro, Rodrigo Barbosa revelou quais são os principais alvos para potenciais fusões e aquisições — e o que esperar do ouro daqui para frente
A Aura Minerals (AURA33) se prepara para um novo trimestre de ouro. Em meio a um plano agressivo de crescimento, com a entrada de novos projetos em produção e com o preço do metal precioso nas alturas, o CEO Rodrigo Barbosa avalia que é hora de começar a olhar oportunidades de compra.
Em entrevista ao Seu Dinheiro, Barbosa revelou que potenciais fusões e aquisições (M&As) são vistas como uma das principais estratégias de geração de valor para os acionistas atualmente.
“A gente tem ativamente olhado alternativas, nada para sair no curto prazo, mas que possa executar em um ou dois anos”, afirmou.
De acordo com o executivo, o objetivo atual é iniciar o ano de 2026 já com pelo menos um novo projeto no portfólio.
Inicialmente, o CEO tem na mira ativos ligados ao cobre, que estejam localizados na região das Américas e que estejam próximos da construção ou já em produção, para manter uma proporção de 70% ouro e 30% cobre no portfólio.
Além disso, a Aura quer abocanhar novos negócios de exploração de ouro para aumentar a produção.
Leia Também
“No mercado de fusões e aquisições, é preciso saber que nem sempre você vai conseguir o que quer, você também tem que navegar de forma oportunística”, destacou. “Se só tentar fazer o que a gente realmente quer, às vezes o ativo não está disponível e nós acabamos pagando caro por isso. Então somos flexíveis para olhar para outras alternativas.”
As ações da Aura (ORA) acumulam valorização de cerca de 43% em 2024 na bolsa de Toronto. Já os BDRs (recibos de ações) negociados na B3 sob o ticker AURA33 subiram aproximadamente 61% desde janeiro.
Segundo dados do TradingView, o valor de mercado da mineradora canadense atualmente é estimado em R$ 4,05 bilhões.
Entretanto, a Aura não quer abrir mão dos dividendos em prol do crescimento.
O plano de remuneração a acionistas prevê o pagamento de pelo menos 20% do Ebitda menos o capex recorrente — e os investidores de AURA33 devem receber um novo pagamento de proventos no fim de 2024.
Segundo Barbosa, existem três principais avenidas para destravar valor para os acionistas ao longo dos próximos anos:
“É mudar de múltiplo. A gente tem trabalhado bastante para passar do patamar de 450 mil onças anualizadas a serem entregues em 2025, então temos olhado alternativas de aquisições que podem trazer para o nossa ação uma valorização bem interessante”, afirmou.
De acordo com o CEO, a maior parte dos investimentos deste ano devem se concentrar na execução de projetos greenfield, descoberta de novas áreas perto das minas da Aura e M&As.
“A gente projeta gastar de US$ 188 milhões a US$ 220 milhões de capex, sendo boa parte dele no segundo semestre. A segunda metade do ano será mais carregada em termos de capex, de produção e de geração de caixa.”
De acordo com o CEO, a Aura deve entregar um crescimento robusto de Ebitda nos próximos trimestres, impulsionado pelo aumento do preço médio do ouro.
Além disso, Barbosa afirma que o segundo semestre tende a registrar uma expansão mais intensa de produção do que a primeira metade do ano, além de custos menores — o que deve-se traduzir em “ganhos interessantes de margem”.
“A gente caminha para ter um crescimento bem interessante de produção ao longo do ano”, afirmou. “Com a entrada do Projeto Almas e a recuperação de produção das operações, estamos trimestre a trimestre apresentando aumentos.”
Nas estimativas de Barbosa, a Aura não deve registrar nos próximos trimestres os mesmos problemas de produção vistos no ano passado.
“Agora ainda temos a entrada de Almas, que não estava em plena produção no ano passado”, ressaltou.
Vale destacar que o ritmo de crescimento da produção tende a desacelerar no fim de 2024. Entretanto, com a execução dos projetos e a entrada da operação de Borborema, Barbosa garante a continuidade do passo de expansão.
“Quando a gente atingir o pico de produção de 2024, que vai acontecer no final do ano, logo começa a entrar a Borborema em 2025. Então, durante o ano que vem, vamos continuar crescendo a nossa produção combinada com o aumento de Ebitda.”
A Aura deve divulgar os resultados financeiros do segundo trimestre de 2024 na próxima segunda-feira (5). Confira aqui o calendário completo desta safra de balanços corporativos.
Além disso, o CEO da Aura afirma estar otimista com o futuro do ouro. Apesar do rali recente, o executivo vê o metal precioso se apreciando ainda mais daqui para frente beneficiado pela expectativa de redução dos juros nos Estados Unidos.
Mas para além da perspectiva mais otimista, mesmo cenários de maior risco, com aumento das incertezas macroeconômicas e das tensões geopolíticas, tendem a beneficiar a commodity metálica.
“No ponto de vista geopolítico, a guerra entre a Rússia e a Ucrânia levou os Estados Unidos a tomarem medidas que assustaram muito, com confisco das reservas russas em moeda norte-americana no mundo inteiro”, afirmou.
“Agora, os bancos centrais que teoricamente não são 100% alinhados com os EUA se mostram em busca de diversificação, porque eles não querem mais depender apenas do dólar, já que eles sabem que, em qualquer eventualidade, podem ter suas reservas bloqueadas.”
Além disso, do lado da política fiscal, o aumento de gastos e a tendência de déficit nas maiores economias do planeta também impulsionam o ouro como uma proteção na carteira de investimentos.
“O ouro é uma das grandes defesas contra a inflação e, para o brasileiro, é uma defesa dupla. Por ser uma empresa de ouro, a Aura tem suas receitas dolarizadas, então tem uma proteção natural contra a desvalorização do real frente ao dólar. Mas caso a moeda norte-americana caia, ela se desvaloriza justamente em relação ao ouro.”
Com a operação, o Pátria encerra um ciclo iniciado há cerca de 15 anos na rede de academias, em mais um movimento típico de desinvestimento por parte de gestoras de private equity após longo período de participação no capital da companhia
Plano prevê aumento gradual dos investimentos até 2030 e reforça foco da mineradora nos metais da transição energética
Após concluir o Chapter 11 em apenas nove meses, a Azul descarta fusão com a Gol e adota expansão mais conservadora, com foco em rentabilidade e desalavancagem adicional
Enquanto discussões sobre a desestatização avançam, a Copasa também emite papéis direcionados para investidores profissionais
Após um rali expressivo na bolsa nos últimos meses, o banco anunciou uma oferta subsequente de ações para fortalecer balanço; veja os detalhes
A empresa de distribuição de gás surgiu quando a Comgás, maior distribuidora de gás natural do país localizada em São Paulo, foi adquirida pela Cosan em 2012
A Natura diz que o pagamento para encerrar o caso da Avon não se constitui em reconhecimento de culpa; acusação é de que produtos dos anos 1950 estavam contaminados com amianto
Após dois anos no comando do banco, Marcelo Noronha detalhou com exclusividade ao Seu Dinheiro o plano para reduzir custos, turbinar o digital e recuperar o ROE
A mineradora poderá impulsionar a exportação da commodity ao país asiático com o novo projeto
Segundo o governo, os imóveis poderão servir como garantia para a captação de recursos, principalmente num possível empréstimo do Fundo Garantidor de Créditos (FGC)
A operação, que chegou ao xerife do mercado em dezembro de 2025, prevê uma mudança radical na estrutura de poder da petroquímica
Companhia aérea informou que reduziu pagamentos financeiros em mais de 50% e concluiu processo em menos de nove meses
Negociações para vender até 60% da CSN Cimentos ao grupo J&F, por cerca de R$ 10 bilhões, animam analistas e podem gerar caixa para reduzir parte da dívida, mas agências alertam que o movimento, isoladamente, não elimina os riscos de refinanciamento e a necessidade de novas medidas de desalavancagem
A varejista deu adeus à loja em um dos shoppings mais luxuosos da cidade e encerrou 193 pontos físicos no último ano
Em meio à escalada das tensões globais, a fabricante brasileira reforça sua presença no mercado internacional de defesa com novos acordos estratégicos e aposta no KC-390 como peça-chave
Leilão envolveu frações de ações que sobraram após bonificação aos investidores; veja quando o pagamento será depositado na conta dos acionistas
Leilão de OPA na B3 garantiu 75% das ações preferenciais em circulação; veja o que muda para a aérea agora
Investidores precisam estar posicionados até o início de março para garantir o pagamento anunciado pelo banco
A agência rebaixou nota de crédito da companhia para B2 e acendeu o alerta sobre a dívida bilionária
Banco mantém visão positiva no longo prazo, mas diz que expectativas altas e trimestre fraco podem mexer com a ação