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Após dez anos investindo em iniciativa para produção de carros elétricos, a Apple apagou as luzes e desligou as máquinas. A fabricante do iPhone encerrou o projeto, que era visto como inovador no setor automotivo.
Apesar de a companhia nunca ter confirmado publicamente sobre os esforços na produção de veículos elétricos, em abril de 2017 a fabricante recebeu licença do Departamento de Veículos Motorizados da Califórnia para testar carros autônomos.
A iniciativa contava com investimentos bilionários em pesquisa e desenvolvimento, segundo a BBC News. O projeto da companhia era composto por 2 mil funcionários, que serão transferidos para o setor de inteligência artificial da Apple.
O cancelamento foi anunciado internamente pelo COO, Jeff Williams, e o vice-presidente, Kevin Lynch. A companhia não se pronunciou sobre o encerramento.
Chamado Project Titan, a iniciativa da Apple envolvia desde o desenvolvimento de seu próprio carro até o fornecimento de software para fabricantes de automóveis já existentes.
Segundo rumores, o carro elétrico da companhia seria completamente autônomo e não teria volante e nem pedais.
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No entanto, após demissão em massa de 190 funcionários, a Apple teria alterado os planos para o veículo, que seria mais convencional, com assistências avançadas para motoristas.
O plano colocaria a Apple em um setor completamente diferente do qual atua hoje.
Segundo a Reuters, a companhia planejava lançar o carro em 2024 ou em 2025. Mas o encerramento do projeto dá a entender que a dona do iPhone ainda estava longe de divulgar o automóvel.
A iniciativa da Apple surgiu em meio a uma onda de otimismo em relação aos veículos elétricos no Vale do Silício. O projeto era visto como inovador, e a Morgan Stanley chegou a afirmar que a Apple iria revolucionar o mercado de automóveis em 2020.
Contudo, o cenário em 2024 é outro. Grandes empresas reconhecidas no mercado de carros autônomos anunciaram recuo nos investimentos. Até mesmo a gigante Tesla revelou, no fim de janeiro, que prevê uma queda no crescimento de vendas durante o ano.
Por outro lado, o setor de tecnologia vem experimentando um boom, impulsionado pela inteligência artificial. E a Apple parece não querer ficar de fora.
Até então, a companhia vinha evitando grandes movimentações no setor. Por isso, a empresa ficou para trás em relação aos gigantes Meta e Microsoft – que chegou a roubar o título de empresa mais valiosa do mundo da Apple.
Isso se refletiu na alta das ações da companhia no ano passado, que foi a menor entre as chamadas “Sete Magníficas”. Agora, com a transferência da equipe do projeto, chamada de Special Projects Group, para o setor de inteligência artificial, a Apple sinaliza uma alteração na estratégia da companhia.
Após o cancelamento do projeto, analistas do Morgan Stanley afirmaram que o cancelamento "seria um desenvolvimento positivo" e “deve permitir que a companhia direcione investimentos para iniciativas mais importantes, como IA generativa”.
*Com informações da Reuters, BBC News, CNN, G1 e Investing
Em fato relevante divulgado hoje (3), a companhia disse que os requisitos para a transação não foram cumpridos, em especial a assinatura do compromisso de voto entre a GPT e a gestora Trígono Capital, que tem 15,3% do capital da empresa.
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