Alibaba busca protagonismo na ‘corrida de ouro’ da inteligência artificial com dezenas de novos modelos de código aberto, inclusive um que transforma texto em vídeo
Gigante chinesa criou linguagens de código aberto que podem ser usadas por qualquer pessoa para aplicações em jogos e até automóveis

Big techs americanas como Google, Microsoft, Anthropic e OpenAI lideram a corrida pela Inteligência Artificial (IA), mas uma gigante chinesa promete acirrar ainda mais essa disputa.
Nesta quinta-feira (19), o Alibaba, gigante do comércio eletrônico na China e dona do AliExpress, lançou mais de 100 novos modelos de linguagem de IA de código aberto.
Os modelos, conhecidos como Qwen 2.5, foram lançados durante o evento anual do Alibaba Cloud, divisão de nuvem da companhia, em Hangzhou, na China.
As primeiras versões do projeto foram lançadas pela primeira vez no ano passado. De acordo com o Alibaba, os modelos de código aberto já foram baixados mais de 40 milhões de vezes.
As novas tecnologias lançadas hoje foram projetadas para uso e aplicações em setores que vão desde automóveis a jogos e pesquisa científica, segundo o Alibaba. Os modelos de IA também possuem capacidades mais avançadas em matemática e codificação.
Treinados em grandes quantidades de dados, as novas linguagens também são capazes de entender comandos e instruções, os chamados prompts, e gerar textos e imagens
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Ainda segundo a empresa, as tecnologias são de código aberto, ou seja, qualquer pessoa — incluindo pesquisadores acadêmicos e empresas — pode usar os modelos para criar seus próprios aplicativos de IA generativa sem precisar treinar seus próprios sistemas.
A gigante chinesa também atualizou seu modelo principal de IA, o Qwen-Max, que não é de código aberto. A tecnologia é usada nos produtos de computação em nuvem da companhia que são vendidos para outras empresas. Segundo o Alibaba, seu principal modelo de IA já superou rivais como o LLaMA, da Meta, e o GPT4, desenvolvido pela OpenAI.
Além disso, a empresa lançou uma nova ferramenta de IA generativa. A novidade permite que os usuários insiram um prompt para a criação de vídeos.
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Alibaba: reestruturação e concorrência
O lançamento dos novos produtos de IA não marcam apenas uma mera renovação no catálogo de produtos da gigante chinesa, mas uma tentativa de não ficar para trás na corrida pela IA e ainda atrair mais receita após resultados mais fracos que o esperado.
O Alibaba, que também é um dos maiores players de computação em nuvem da China, vem lutando para superar a concorrência crescente e o fraco consumo no país.
Nesse cenário, a empresa com sede em Hangzhou aposta na inteligência artificial e em seus serviços de nuvem para atrair clientes dentro e fora da China, além de competir com rivais chineses como Baidu e Huawei e os titãs dos EUA, Microsoft e OpenAI.
Recentemente, a companhia liderou uma rodada de aporte milionária na startup Connectly, especializada em IA conversacional para empresas. Fundada no Vale do Silício, a empresa captou R$ 110 milhões.
O aporte também contou com a participação da Unusual Ventures, Volpe Capital, RX Ventures, Falabella Ventures e Philippos Kourkoulos Latsis.
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