Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Larissa Vitória

Larissa Vitória

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo portal SpaceMoney e pelo departamento de imprensa do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

ENTREVISTA EXCLUSIVA

O que aconteceu com a Tenda (TEND3)? Ação começa o ano em queda de mais de 30%, mas CFO vê três alavancas para construtora crescer em 2024

A postura mais conservadora adotada pela companhia não significa que a construtora irá colocar o pé no freio e estagnar os números em 2024

Larissa Vitória
Larissa Vitória
6 de fevereiro de 2024
6:43 - atualizado às 6:28
Fotografia do CFO da Tenda, Luiz Garcia, em frente ao logo da companhia
Luiz Garcia ocupa o cargo de CFO da Tenda desde agosto de 2022. - Imagem: Divulgação

O que é pior: prometer muito e não cumprir ou baixar as expectativas logo de cara? Confrontada com esse dilema, a Tenda (TEND3) elegeu a segunda alternativa ao anunciar seus planos para 2024, com um guidance de margem e lucro abaixo do esperado pelo consenso de mercado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Consideradas como “um balde de água fria” por quem esperava mais rentabilidade da companhia já em 2024, as projeções modestas custaram caro: as ações da construtora — que registraram a segunda maior alta da bolsa brasileira em 2023 — acumulam uma queda de 36% neste ano. 

Mesmo penalizada pelo mercado, a estratégia mais conservadora deve continuar sendo adotada pela companhia, de acordo com o diretor financeiro e de relações com investidores Luiz Garcia.

O CFO reconhece, em entrevista ao Seu Dinheiro, que, como a Tenda está em um processo de retomada do crescimento, “qualquer postergação ou piora de expectativa é muito mais volátil para o preço da ação”.

O executivo destaca, porém, que o ajuste é fruto de uma das lições aprendidas durante o processo de turnaround — ou virada financeira — e é algo necessário para evitar que a companhia seja atingida em cheio por novas crises.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“É muito importante ter tanto o balanço quanto a alavancagem conservadores, porque quando vem um período de incerteza é isso que permite uma travessia.”

Leia Também

A cautela do diretor da Tenda tem fundamento. Afinal, a Tenda foi pega no contrapé em 2021 em meio à disparada dos custos da construção que derrubou os resultados da incorporadora — e as ações na B3.

O que esperar da Tenda (TEND3) neste ano

Mas a postura mais conservadora não significa que a construtora irá colocar o pé no freio e estagnar os números em 2024. Pelo contrário: Garcia afirma que veremos uma continuidade da recuperação dos indicadores operacionais e financeiros nos próximos meses.

“A companhia vem melhorando trimestre a trimestre e caminhando para um patamar de margens saudáveis. Quando se trata do número de unidades, ainda não voltamos ao patamar de 2021, que foi nosso recorde, mas retomamos o crescimento.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E esse processo de retomada pode ser ainda mais acelerado caso duas medidas anunciadas pelo governo no ano passado entrem em vigor: o FGTS Futuro e o Regime Especial de Tributação para Incorporações Imobiliárias (RET1%).

As duas medidas devem ajudar a Tenda a vencer o grande desafio do segmento de entrada do Minha Casa Minha Vida (MCMV): equilibrar a capacidade de pagamento e viabilizar um produto para famílias que ganham até dois salários mínimos.

“Atualmente temos que financiar boa parte do valor do imóvel, até cerca de 20%, com o chamado pró-soluto, mas esse não é o cenário ideal. O ideal é que o consumidor consiga comprar utilizando apenas o financiamento imobiliário dentro do programa habitacional.”

E é aí que entram as duas medidas mencionadas anteriormente: a primeira prevê a incorporação de parcelas futuras do FGTS nos financiamentos do MCMV. Ou seja, os trabalhadores poderão utilizar depósitos que ainda serão feitos pelo empregador para amortizar os empréstimos imobiliários. Segundo o CFO da Tenda, a medida deve entrar em vigor ainda neste trimestre.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já o RET1% prevê que a receita proveniente das unidades vendidas na faixa um do programa habitacional federal tenha uma alíquota efetiva de imposto de apenas 1%. O tributo reúne e reduz as alíquotas de quatro outros impostos federais – IRPJ, PIS/Pasep, CSLL e Cofins.

ONDE INVESTIR EM FEVEREIRO: AÇÕES, DIVIDENDOS, FIIS, BDRS E CRIPTOMOEDAS — MELHORES INVESTIMENTOS

‘Pode Entrar’ deve destravar valor para a Tenda em São Paulo

Outra potencial fonte de crescimento da rentabilidade Tenda que não foi considerada no guidance e pode provocar um upside nos números divulgados ao mercado é o Pode Entrar, programa habitacional lançado pela prefeitura de São Paulo no ano passado.

A companhia foi contemplada, inicialmente, com três projetos. Mas, por enquanto, apenas o menor dos três empreendimentos foi contratado. Os outros dois ainda dependem da finalização de trâmites burocráticos para a liberação.

A expectativa de Garcia é que os ritos necessários sejam concluídos “muito em breve, ainda dentro deste trimestre”. Com isso, o Valor Geral de Vendas (VGV) potencial a ser capturado com o programa chegará a cerca de R$ 577,1 milhões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Alea ainda deve pesar no resultado

Por outro lado, há um fator que vai pesar no balanço da Tenda neste ano: a Alea. A marca de casas pré-fabricadas lançada em 2021 ainda é considerada uma “startup” dentro da companhia e deve continuar queimando caixa.

A projeção é que a divisão registre um Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 30 milhões a R$ 50 milhões negativos em 2024, com margem bruta ajustada de 9% a 11%.

“É uma operação que está crescendo, então ela consome capital de giro e ainda tem um impacto negativo no resultado consolidado. Mas entendemos que é um período transitório. Em 2023 nós começamos a acelerar os lançamentos e o próximo desafio é acertar a execução, a última etapa que falta para a Alea passar a ser rentável”, diz Garcia.

Hora de comprar as ações da Tenda (TEND3)?

Considerando as preocupações com a Alea e decepção com o guidance, a visão para as ações da Tenda não é unânime entre os analistas

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Santander, Itaú BBA e XP mantêm recomendação neutra para os papéis. “Embora vejamos com bons olhos o forte desempenho operacional da Tenda e o consistente ganho de relevância da Alea nas operações da empresa, acreditamos que a rentabilidade da Alea sob pressão pode impactar negativamente o momento de resultados no curto prazo”, alega a XP.

O BTG Pactual e Citi, por outro lado, indicam compra. Esse último, vale destacar, elevou recentemente a recomendação ao classificar a Tenda como “barata demais para não comprar”.

Já o BTG cita que há um grande risco, mas também um grande potencial de valorização, na história de recuperação da construtora. De acordo com o banco, o segmento do Minha Casa Minha Vida “está indo muito bem e não deveria ser diferente para a Tenda”.

Além disso, os analistas dizem que o turnaround da companhia é uma realidade, embora mais lenta que o inicialmente esperado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
COLAPSO?

Oncoclínicas (ONCO3) dobra prejuízo para R$ 1,5 bilhão no 4T25, e auditoria cita “incerteza” sobre continuidade da operação

10 de abril de 2026 - 9:13

A empresa vem passando por um momento de reestruturação, decorrente de uma pressão financeira que levou a companhia de tratamentos oncológicos a recalcular a rota e buscar retomar o seu core business

NOVAS MUDANÇAS

Depois de trocar o CEO, Hapvida (HAPV3) indicará Lucas Garrido para comandar as finanças

9 de abril de 2026 - 20:01

Companhia promete “tomada de decisão cada vez mais eficaz” enquanto enfrenta pressão de acionistas por melhoria na governança

NO SHAPE

Panobianco: por que o Itaú BBA enxerga a rede de academias como uma ameaça para a Smart Fit (SMFT3) e defende que o grupo ‘veio para ficar’

9 de abril de 2026 - 18:53

A Panobianco possui 400 academias pelo país e está crescendo de maneira acelerada com uma parceria com o Wellhub

RECUO ESTRATÉGICO

Petrobras (PETR4) dá marcha à ré no leilão de gás de cozinha e devolve valores após críticas de Lula

9 de abril de 2026 - 18:05

Estatal cita guerra no Oriente Médio e pressão de órgãos reguladores ao anunciar correção nos valores do GLP; entenda o imbróglio

MANDATO ATÉ 2029

Sai executivo do Bradesco (BBDC4), entra CEO do Itaú (ITUB4): Milton Maluhy é eleito presidente do Conselho da Febraban

9 de abril de 2026 - 15:25

Mudança segue o rodízio entre os grandes bancos privados e mantém o comando da entidade nas mãos do Itaú até 2029

PLANOS MAIORES

Sabesp (SBSP3) acelera investimentos e pode expandir para além de SP, diz CEO; ações sobem na bolsa

9 de abril de 2026 - 13:36

Em 2025, a empresa investiu R$ 15,2 bilhões. Já para 2026, os planos são mais ambiciosos, de R$ 20 bilhões em capex

MAIS UM NO BOLSO

BTG Pactual (BPAC11) fecha acordo para comprar banco Digimais, do bispo Edir Macedo

9 de abril de 2026 - 9:30

Em uma apresentação institucional, o Digimais afirma ser um banco focado em crédito com forte ênfase em financiamento de automóveis

DERRETEU

R$ 27,9 bilhões vão pelo ralo: Petrobras (PETR4) tem a maior queda intradia em valor de mercado em 4 anos

8 de abril de 2026 - 19:51

O tombo a R$ 604,9 bilhões em valor de mercado veio na primeira hora do pregão desta quarta-feira (8), o quarto maior da história da companhia

COMPRAR OU VENDER?

O brilho da Vivara (VIVA3) apagou? Por que 3 bancos reduziram o preço-alvo para a ação da varejista

8 de abril de 2026 - 16:01

Mudanças no cenário global levaram analistas a revisar suas avaliações sobre a varejista; entenda o que está em jogo

SOCORRO

Oncoclínicas (ONCO3) confirma que busca proteção para credores, e ações caem

8 de abril de 2026 - 12:11

No entanto, a decisão sobre qual seria a medida de proteção — uma recuperação judicial ou extrajudicial — ainda não foi tomada, e estão sendo avaliadas diversas iniciativas diferentes, disse a Oncoclínicas

MAIS UMA RECUPERAÇÃO

De novo? Lupatech (LUPA3) entrega plano de recuperação extrajudicial à CVM; entenda a crise

8 de abril de 2026 - 10:09

Essa não é sua primeira tentativa de se recuperar. Em 2023, a empresa encerrou um processo de recuperação judicial que durou quase dez anos, após uma crise desencadeada pela Operação Lava Jato

REPORTAGEM ESPECIAL

Enquanto o Nubank cresce, a Claro fatura: a estratégia por trás da NuCel — e quem perde com isso

8 de abril de 2026 - 6:14

Embora ainda pequena, operação de telefonia do Nubank começa a aparecer nos números e levanta dúvidas sobre o impacto de novos entrantes no longo prazo. Veja o que esperar 

ARRUMANDO A CASA

Após desconforto com parceria, Moura Dubeux (MDNE3) simplifica estrutura e assume 100% da Ún1ca

7 de abril de 2026 - 20:08

Após críticas à estrutura do acordo com a Direcional, companhia elimina minoritários e tenta destravar valor no Minha Casa, Minha Vida

O REI DA PROTEÍNA

Brasil dá as cartas: JBS (JBSS32), Minerva (BEEF3) e MBRF (MBRF3) dizem que país é imbatível no mercado global de carne

7 de abril de 2026 - 20:06

Os CEOs das gigantes brasileiras de proteína participaram nesta terça-feira (7) de evento promovido pelo Bradesco BBI e fizeram um raio-x do setor

PAPEL SOB PRESSÃO

A Suzano (SUZB3) não vale mais a pena? Ação entra em leilão e fecha em queda de 6,4% após BofA cortar R$ 25 do preço-alvo

7 de abril de 2026 - 18:45

Banco rebaixou ação para neutra e cortou preço-alvo tanto das ações quanto dos ADRs; Suzano figurou entre as maiores quedas do Ibovespa nesta terça-feira (7)

INVESTOR DAY

“Selic alta não atrapalha mais”: CEO da Multiplan (MULT3) mostra como pretende continuar crescendo apesar do cenário macro

7 de abril de 2026 - 18:20

Em evento nesta terça-feira (7), a diretoria da empresa detalhou como vem avançando em expansões, reforçando a aposta em experiência e usando a estratégia como escudo contra o impacto dos juros altos

PÉ NA PORTA

Vale (VALE3) entra em 2026 com fôlego: Santander vê trimestre “de alta qualidade” e reforça recomendação de compra

7 de abril de 2026 - 16:30

Banco projeta Ebitda de US$ 4,08 bilhões no 1T26 e destaca avanço dos metais básicos nos resultados da companhia

VEJA A MELHOR OPÇÃO

Vale a pena comprar remédios no Mercado Livre (MELI34)? Comparamos com iFood, Rappi e o aplicativo da RD Saúde (RADL3)

7 de abril de 2026 - 15:10

Na disputa pela conveniência no e-commerce de medicamentos, o Mercado Livre estreia com preços mais baixos e navegação mais fluida, mas ainda perde em rapidez para rivais já consolidados como iFood, Rappi e Raia

BALANÇO OPERACIONAL

MRV (MRVE3) reverte queima de caixa no 1T25 e se prepara para novas regras do MCMV, mas ações caem; o que desagradou?

7 de abril de 2026 - 12:40

“Apesar do bom desempenho operacional e avanços na Resia, a geração de fluxo de caixa fraca no Brasil deve pressionar a reação do mercado”, disse o banco BTG Pactual em relatório.

UM EM UM MILHÃO

O evento de R$ 8 por ação: o plano da Eneva (ENEV3) para destravar valor que o JP Morgan considera um fenômeno raro

7 de abril de 2026 - 12:31

O JP Morgan elevou o preço-alvo após a empresa garantir contratos estratégicos; saiba por que o banco vê riscos menores e maior geração de caixa no horizonte

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia