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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

VOANDO DE PORTA ABERTA?

Ação da Boeing derruba índice em Wall Street após suspensão nos Estados Unidos; entenda o que aconteceu

Aeronave da Boeing perdeu uma parte da fuselagem durante voo e forçou o piloto a realizar um pouso de emergência em Portland, no Oregon

Camille Lima
Camille Lima
8 de janeiro de 2024
14:12 - atualizado às 14:13
Foto de divulgação do modelo 737 Max da Boeing
Foto de divulgação do modelo 737 Max da Boeing - Imagem: Shutterstock

Enquanto as bolsas de valores de Wall Street aproveitam o primeiro pregão da semana para ampliar os ganhos, o índice norte-americano Dow Jones opera no vermelho nesta segunda-feira (8), sentindo o peso das ações da Boeing.

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Os papéis da fabricante de aeronaves lideram as quedas do Dow 30 hoje, com um recuo de 6,64% por volta das 14h (horário de Brasília) — em dia de queda também para ações de companhias ligadas ao petróleo após os cortes nos preços da commodity pela Arábia Saudita. Por sua vez, o índice caía 0,17% no mesmo horário.

A queda das ações vem na esteira da suspensão de aeronaves Boeing 737 Max-9 após um incidente envolvendo um jato operado pela Alaska Airlines no último sábado (6).

Um vídeo de um “avião voando de porta aberta” circulou nas redes sociais no fim de semana.

Isso porque uma aeronave da Boeing perdeu uma parte da fuselagem durante voo e forçou o piloto a realizar um pouso de emergência, em Portland, no Oregon. Não houve feridos. Já a causa do incidente não foi determinada.

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O incidente com o avião da Boeing

A situação levou a Administração Federal de Aviação (FAA), agência regulatória de aviação dos Estados Unidos, a suspender os voos de todos os aviões desse modelo nos EUA e solicitar uma “revisão urgente” nos jatos da Boeing.

“A FAA está exigindo inspeções imediatas de certos aviões Boeing 737 MAX 9 antes que possam retornar ao voo”, disse o administrador da FAA, Mike Whitaker. 

“A segurança continuará a orientar a nossa tomada de decisões à medida que auxiliamos na investigação do NTSB [Conselho Nacional de Segurança nos Transportes, em português] sobre o voo 1282 da Alaska Airlines.”

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Segundo a FAA, as inspeções nos modelos da Boeing demoram de quatro a oito horas por aeronave e a decisão afeta cerca de 171 aviões pelo mundo.

Os EUA não foram o único país a paralisar os voos com as aeronaves da Boeing. No Brasil, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) também ordenou a suspensão das operações com esse modelo — mas, por aqui, apenas a Copa Airlines voa com os jatos em rotas para o Panamá.

A Boeing afirmou que concorda com a decisão do regulador norte-americano de paralisar o uso dos jatos Max 9 para inspeções. Inclusive, dias antes do incidente no voo da Alaska, a companhia solicitou a empresas aéreas que inspecionassem todos os jatos 737 Max para averiguar possíveis “parafusos soltos no sistema de leme de direção”.

O histórico da família de aviões 737 Max

Essa não é a primeira vez, porém, que a família de jatos 737 Max da Boeing apresenta problemas.

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Em 2018 e 2019, dois aviões da linha — no modelo 737 Max 8 — se envolveram em acidentes que mataram 346 pessoas. As quedas resultaram em uma suspensão de todos os voos com jatos do tipo por 20 meses.

Desde então, a empresa tenta retomar a confiança dos reguladores na família 737 Max — e, atualmente, a Boeing pretendia aumentar a produção das aeronaves para voos globais.

Após os acidentes, a Boeing registrou perdas financeiras bilionárias por quatro anos consecutivos, de 2019 a 2022. 

O resultado completo do ano passado ainda deverá ser anunciado no fim deste mês — mas os números dos primeiros nove meses de 2023 já indicaram um prejuízo de US$ 2,2 bilhões até setembro.

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*Com informações de Estadão Conteúdo, CNBC e CNN.

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