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BTG Pactual, Citi e Santander estão entre os grandes bancos que mantiveram a recomendação de compra para os ADRs da fabricante de aeronaves; entenda os motivos para isso
Os papéis da Embraer negociados em Nova York sob o ticker ERJ acumulam ganho de 70% no ano, mas o BTG Pactual acredita que a fabricante de aeronaves pode decolar ainda mais.
O banco manteve a recomendação de compra, mas elevou o preço-alvo dos American Depositary Receipts (ADRs) da Embraer de US$ 32,00 para US$ 39,00 — o que representa um potencial de valorização de 24% sobre o fechamento de sexta-feira (8).
Apesar da valorização recente, o BTG enxerga que a Embraer ainda é negociada a múltiplos atrativos em comparação com os pares globais de aviação, o que consideram uma oportunidade.
"Há tempos argumentamos que a Embraer deveria reduzir a diferença de múltiplos em relação aos seus pares, dada a melhoria na dinâmica do setor e o desempenho operacional. O desconto de múltiplos em relação aos seus pares é maior que a média histórica, o que consideramos injustificado", disse o BTG em relatório.
Por volta de 13h15, os ADRs subiam 0,51% em Nova York, cotados a US$ 31,38. Na B3, as ações EMBR3 operam estáveis, a R$ 43,28.
Segundo o time do BTG, o desempenho operacional sólido da Embraer no segundo trimestre é o combustível para o otimismo sobre o crescimento dos lucros e do fluxo de caixa livre (FCF) no ano fiscal de 2025.
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Os analistas apontam ainda que o momento da indústria de aviação continua forte, o que apoia uma perspectiva positiva para a Embraer em todas as unidades de negócio.
O otimismo não é só do BTG. Logo depois da divulgação do balanço da Embraer na semana passada, o Citi manteve a recomendação de compra para os ADRs e o preço-alvo em US$ 36.
O Santander foi outro que seguiu com a recomendação de compra para os papéis da Embraer, com preço-alvo para os ADRs de US$ 37.
Na última quinta-feira (8), a Embraer reportou lucro líquido ajustado de R$ 415,7 milhões no segundo trimestre de 2024 — um aumento de 50,6% em relação ao mesmo intervalo de 2023 e uma reversão do prejuízo de R$ 63,5 milhões reportado nos três primeiros meses deste ano.
O Ebitda ajustado da companhia somou R$ 995,5 milhões entre abril e junho, 37,5% maior do que um ano antes. Com isso, a margem Ebitda ajustada ficou em 12,7% ante 11,4% no segundo trimestre de 2023.
A receita líquida consolidada de R$ 7,8 bilhões representou um aumento de 23% na comparação anual e de 76% em relação ao trimestre anterior.
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