O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O Carrefour Brasil defendeu que a medida anunciada por Bompard só teria validade para as unidades francesas da rede, mas lojas locais chegaram a registrar desabastecimento
Menos de uma semana após o CEO do Carrefour comprar briga com os produtores de carne brasileiros em virtude do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, o presidente global da varejista, Alexandre Bompard, publicou um pedido de desculpas nesta terça-feira (26).
Tudo começou na última quarta-feira (20), quando Bompard publicou uma carta nas redes sociais afirmando que a rede varejista se comprometeria, a partir de então, a não vender carnes dos países do Mercosul — isto é, Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai — independentemente dos "preços e quantidades de carne" oferecidos.
A partir daí, políticos e representantes de frigoríficos brasileiros entraram em disputa com o francês. O ápice da briga aconteceu há cerca de dois dias, quando frigoríficos brasileiros suspenderam a venda de carnes para as lojas do Carrefour Brasil.
Vale dizer que o Carrefour Brasil (CRFB3) defendeu que a medida anunciada por Bompard só teria validade para as unidades francesas da rede. Mesmo assim, nos últimos dias, algumas lojas físicas da varejista chegaram a registrar falta de carne nas prateleiras. As demais redes do grupo (Atacadão e Sam's Club) também foram afetadas pelo boicote.
Ainda que o “efeito boicote” não tenha atingido as ações CRFB3 na última semana — pelo contrário, há uma alta de 2,3% nas ações da varejista nesse período —, a desvalorização acumulada em 2024 supera os 45%. Veja se é hora de comprar.
Leia a carta do Carrefour Global na íntegra:
Leia Também
Comunicado do Grupo Carrefour
A nossa declaração de apoio do Carrefour França aos produtores agrícolas franceses causou discordâncias no Brasil. E é nossa responsabilidade de esclarecê-la.
Nunca quisemos opor a agricultura francesa à agricultura brasileira. França e Brasil são dois países que compartilham o amor pela terra, pelo cultivo e pela alimentação de qualidade.
Na França, o Carrefour é o primeiro parceiro da agricultura francesa: compramos quase toda a carne que necessitamos para as nossas atividades na França, e assim seguiremos fazendo. A decisão do Carrefour França não teve como objetivo mudar as regras de um mercado amplamente estruturado em suas cadeias de abastecimento locais, que segue as preferências regionais de nossos clientes. Com essa decisão, quisemos assegurar aos agricultores franceses, que estão atravessando uma grave crise, a perenidade do nosso apoio e das nossas compras locais.
Do outro lado do Atlântico, compramos dos produtores brasileiros quase toda a carne que necessitamos para as nossas atividades, e seguiremos fazendo assim. São os mesmos valores de criar raízes e parceria que inspiram há 50 anos nossa relação com o setor agropecuário brasileiro, cujo profissionalismo, cuidado à terra e produção conhecemos.
Lamentamos muito que nossa comunicação tenha sido recebida como questionamento de nossa parceria com a produção agropecuária brasileira ou como uma crítica a ela.
Temos orgulho de sermos um grande parceiro histórico da agricultura brasileira. Sabemos que a agropecuária brasileira fornece carne de alta qualidade e sabor. Continuaremos a valorizar os setores agrícolas brasileiros, como fazemos há 50 anos. Por meio do nosso crescimento, contribuímos também para o desenvolvimento dos produtores agrícolas brasileiros, em uma lógica que sempre foi de parceria construtiva. Assim seguiremos prestigiando a produção e os atores locais e fomentando a economia do Brasil.
O Carrefour está empenhado em trabalhar, na França e no Brasil, em prol de uma agricultura próspera, seguindo nosso propósito pela transição alimentar para todos.
O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), criticou a carta de retratação pública do CEO do Carrefour após o ataque às carnes do Mercosul.
"A carta do Carrefour foi muito fraca dado o estrago de imagem que o CEO do Carrefour produziu", disse Lira, após participar da reunião semanal da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). "É importante não minimizar o que aconteceu", defendeu.
"É temerário que o Congresso Nacional, o governo, o Itamaraty não se posicionem mais firmemente. Duas empresas francesas com escalada de narrativas não verdadeiras falando para o mundo", criticou Lira, mencionando o rigor sanitário da produção brasileira e o Código Florestal Brasileiro. "Não há país no mundo com as reservas ambientais e as terras indígenas que o Brasil tem", pontuou.
Do mesmo modo, a ex-ministra da Agricultura e senadora Tereza Cristina (PP-MS) também fez críticas à carta de desculpas de Bompard.
"A resposta brasileira foi boa no primeiro momento, mas não podemos aceitar de bom grado a desculpa colocada hoje pelo Carrefour francês. É uma desculpa protocolar e não responde de fato aos danos causados aos produtos brasileiros lá fora, apesar da importância pífia da França", disse Tereza Cristina em reunião semanal da FPA.
"A resposta do CEO francês é muito pequena aos danos que causaram", criticou a ex-ministra. "Acho que a indústria voltou o abastecimento ao Grupo Carrefour no Brasil rapidamente, mas reagiu à altura com altivez. Se (produto brasileiro) não é bom lá, não é bom aqui", defendeu.
Por fim, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) enalteceu o pedido de desculpas e o reconhecimento público feito pelo CEO. A entidade vê o gesto como um passo importante para a normalização das operações da rede francesa.
Em um cenário pressionado pela inflação, a Moura Dubeux utilizou o modelo de condomínio fechado para se blindar, conta o Diego Villar, CEO da empresa
Lucro cresce pelo nono trimestre seguido e ROE continua a superar o custo de capital; confira os destaques do balanço
Resultado do primeiro trimestre do ano sinaliza retomada no vestuário e afasta dúvidas sobre problemas estruturais na operação
Expansão continua forte, mas avanço do crédito e aumento de provisões colocam qualidade dos resultados em xeque; o que dizem os analistas agora?
Lucro vem em linha, ROE segue elevado, mas ações caem após balanço; entenda se “fazer o básico” já não basta para o mercado
Milton Maluhy Filho afirma que aposta em ajuste fino no crédito e foco em clientes “certos”; veja a estratégia do CEO do banco
Com o acordo, a maior parte da dívida renegociada será paga apenas a partir de 2031, o que ajuda o caixa da empresa, mas há risco de diluição da participação no futuro
Mercado prevê que banco deve se destacar na temporada, com avanço de lucro e melhora operacional. Veja o que esperar do balanço dos três primeiros meses de 2026
Companhia vende participação no Shopping Curitiba, aumenta fatia em ativos estratégicos e faz permuta para turbinar desempenho operacional
O balanço mostrou crescimento operacional, melhora de rentabilidade e reversão da queima de caixa, em meio à continuidade dos ajustes na divisão de casas pré-fabricadas
Lucro cresce, ROE segue elevado, mas banco reforça disciplina em meio a sinais de pressão no crédito; confira os destaques do balanço
O Citi vê resultados mais fortes puxados por produção e petróleo, mas mantém cautela com a estatal e enxerga mais potencial de valorização em petroleiras independentes
Qualidade da subscrição surpreende e garante avanço das ações nesta terça-feira (5), mas incerteza sobre crescimento de prêmios ainda divide os grandes bancos sobre o que fazer com os papéis
A empresa entregou aumento no volume de cerveja, principalmente no Brasil, melhora de margens e ganhos estimados de participação em vários mercados
Nova empresa do grupo Bradesco nasce com números robustos, mas CEO Carlos Marinelli revela qual será o grande motor de crescimento futuro
Pressão de dividendos e crédito mais desacelerado devem aparecer no desempenho dos três primeiros meses do ano; analistas revelam se isso compromete a visão de longo prazo para o banco
O banco avalia que, apesar da pressão, algumas construtoras e incorporadoras ainda contam com receitas sustentadas por vendas fortes registradas nos últimos meses, o que deve ajudar nos balanços
Após anos de tentativa e uma reestruturação profunda, a Saint-Gobain finalmente assinou a venda da Telhanorte. Saiba o que motivou a saída da gigante francesa do varejo brasileiro.
Empresa já destinou R$ 30 milhões à recompra e destaca indicador atrelado ao Bitcoin para medir retorno ao acionista
Com o aval da Justiça, a empresa agora tem o caminho livre para reorganizar um passivo de R$ 1,3 bilhão