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COMPRAR OU VENDER

A ação da Vale (VALE3) voltou a ser uma oportunidade de ganho? Saiba o que muda com o novo CEO no comando

O Goldman Sachs avaliou a sucessão na mineradora após dez dias sob nova gestão e diz se é uma boa opção adquirir os papéis neste momento

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10 de outubro de 2024
19:23 - atualizado às 14:19
Vale VALE3 na balança: compra ou venda 1t24 resultados balanço
Imagem: Freepik/Montagem: Julia Shikota.

Há dez dias, a Vale (VALE3) passou a ser dirigida por Gustavo Pimenta, o executivo que acabou assumindo o posto de CEO da mineradora no lugar de Eduardo Bartolomeo. A sucessão, no entanto, aconteceu em meio a polêmicas, como a tentativa de interferência do governo na companhia — e as ações da empresa sentiram os efeitos. 

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Até agora os papéis da mineradora não se recuperaram: acumulam queda de 15% no ano — muito também pelas incertezas em torno da demanda por minério de ferro, especialmente por parte da China. 

Mas, para o Goldman Sachs, a Vale tem condições de virar essa página sob a nova direção. O banco manteve a recomendação de compra para VALE, com preço-alvo de US$ 15,90 — o que representa um potencial de valorização de 36,5% sobre o último fechamento.

Nesta quinta-feira (10), os papéis da mineradora negociados na B3 fecharam em alta de 0,48%, cotados a R$ 61,25. Em Nova York, VALE subiu 0,73%, a US$ 10,99. 

Por que comprar as ações da Vale é uma boa agora?

Embora não espere mudanças significativas em termos de estratégia com a nova gestão da Vale, o Goldman está otimista com o avanço da mineradora em frentes importantes.  

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O banco acredita que a história de base provavelmente terá um forte impulso daqui para frente para a companhia – o que seria uma mudança em relação aos últimos cinco anos.

Leia Também

Em relação à parte operacional, o Goldman identifica três fatores de valor

  • desenvolvimento contínuo de projetos-chave aproveitando a infraestrutura existente, 
  • melhoria da eficiência operacional resultante de decisões desde 2019,
  • possíveis mudanças na regulação de cavernas

 "A gestão espera que esses fatores sejam o motor principal para aumentar a produção de minério de ferro para 350 milhões de toneladas por ano e reduzir os custos. A ênfase está na eficiência de custos. No segmento de metais básicos, o objetivo é aumentar a produção de cobre e melhorar a eficiência operacional no Canadá", diz o banco em relatório. 

Do lado financeiro, o Goldman não antecipa mudanças estratégicas significativas, mas diz que há espaço para discutir o conceito de dívida líquida expandida.

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"Não estão previstas grandes fusões e aquisições, mas há potencial para negócios estratégicos", diz o banco. 

SELIC alta NÃO prejudica todas as ações. Quem se salva?

A relação da Vale com o governo

Até julho, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva trabalhava nos bastidores para emplacar Guido Mantega no cargo de presidente da Vale. 

Na ocasião, a pressão chegou ao ápice com o ministro Alexandre Silveira, de Minas e Energia, telefonando para conselheiros a fim de defender o nome do ex-ministro, segundo fontes próximas do assunto.

O governo, no entanto, acabou recuando e desistindo de tentar emplacar Mantega no cargo de CEO da mineradora. Só que no mesmo dia, o Ministério dos Transportes notificou a Vale de uma cobrança de R$ 25,7 bilhões em concessões renovadas antecipadamente no fim do governo Jair Bolsonaro.

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O Goldman avalia que a nova administração pode iniciar uma nova fase na relação entre governo e empresa, o que pode aliviar preocupações recentes dos investidores, alinhar os interesses dos acionistas e resolver pendências significativas, como o acordo final de Samarco, a renovação da concessão ferroviária e ajustes regulatórios.

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