O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Além da queda da taxa de desemprego próxima de uma situação de pleno emprego, o rendimento real dos trabalhadores cresceu

O desemprego no Brasil encontra-se no menor nível da série histórica para o trimestre encerrado em agosto.
Essa é uma ótima notícia, certo? Bem, não para todo mundo, em especial para quem vê esse como um sinal de que a economia está aquecida demais.
Mas antes vamos aos dados: a taxa de desocupação entre junho e agosto ficou em 6,6%, informa o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).
Trata-se de um recuo de 0,5 ponto porcentual em relação ao trimestre imediatamente anterior, de março e maio. Em relação ao mesmo trimestre móvel de 2023, a queda foi de 1,2 ponto porcentual.
A Pnad Contínua mostra ainda que a taxa de subutilização da mão de obra caiu de 17,6% para 16,0% na comparação anual.
Além disso, o rendimento real habitual dos trabalhadores aumentou 5,1% no mesmo intervalo.
Leia Também
Somado à queda no desemprego, o Caged mostrou que a economia brasileira abriu 232,5 mil postos de trabalho em agosto.
A expectativa era de que o saldo de contratações e demissões ficasse positivo em 241 mil vagas.
No acumulado do ano até agosto, o saldo líquido do Caged é de 1.726.489 postos de trabalho abertos no Brasil.
Os resultados indicam uma situação próxima do chamado pleno emprego. Significa que — de modo geral — quem sai em busca de emprego encontra um posto de trabalho para ocupar.
O fato é que a queda dos índices de desemprego costuma ser recebida como uma boa notícia.
Em janeiro de 2023, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reassumiu o Palácio do Planalto, a taxa de desemprego estava em 8,4%.
Ou seja, em pouco mais de um ano e meio, o índice caiu quase dois pontos porcentuais.
No momento atual, entretanto, os economistas de mercado e os diretores do Banco Central (BC) consideram que o mercado de trabalho “apertado” não é uma notícia tão boa assim.
Em uma primeira lida, essa abordagem soa maliciosa, especialmente em um país historicamente atormentado pelas mazelas do desemprego elevado.
Para o BC e para o mercado financeiro, porém, o resultado da Pnad Contínua é mais uma confirmação de que a economia brasileira está mais aquecida do que o desejado em termos de política monetária.
Mesmo com a taxa de juros em níveis restritivos e um novo ciclo de alta da Selic iniciado na semana passada, a atividade econômica continua superando as expectativas.
Em meio a sucessivas revisões para cima das estimativas do PIB, o mercado de trabalho aquecido alimenta temores de pressões inflacionárias mais adiante.
A busca por um nível “ótimo” de emprego figura entre os mandatos do BC brasileiro na lei de 2021 que aprovou a autonomia formal. Mas Roberto Campos Neto e os diretores que formam o Comitê de Política Monetária (Copom) vêm mostrando maior preocupação com a inflação rodando perto do topo da faixa de tolerância da meta.
Embora o IPCA-15 de setembro tenha mostrado uma inesperada e bem-vinda desaceleração, ele é apenas um dado promissor em um momento no qual as expectativas de inflação ainda se mostram, segundo o jargão econômico, “desancoradas”.
Mercado de trabalho restrito e hiato de produto positivo, crescimento real dos salários acima do crescimento da produtividade, políticas fiscais e parafiscais pró-cíclicas estão entre os fatores a serem monitorados pelo BC, segundo Alberto Ramos, diretor de pesquisa econômica do Goldman Sachs para América Latina.
Essa conjunção “exige monitoramento rigoroso do impacto sobre a inflação de serviços e a convergência da inflação para a meta”, escreveu ele em nota a clientes.
No fim das contas, a percepção de que a economia brasileira está superaquecida pode fazer com que o BC precise elevar ainda mais os juros.
Para Rodrigo Cohen, analista de investimentos e co-fundador da Escola de Investimentos, o resultado da Pnad Contínua reforça a percepção de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC vai acelerar a alta dos juros em novembro (de 0,25 para 0,50 ponto porcentual).
NOVO DESENROLA BRASIL
REFINARIA
GUIA DOS VESTIBULANDOS
FOCUS
SEGUNDOU
DE OLHO NA GARANTIA
CARTEIRA DE SUCESSO
FRAUDE
LOTERIAS
LOTERIAS
GUERRA DO VAREJO
GUIA DOS VESTIBULANDOS
O VIGARISTA DO PETRÓLEO
O BOLSO VAI SENTIR
MERCADO DE CAPITAIS
GUIA DOS VESTIBULANDOS
ECLIPSE
IMPORTAÇÕES
MEGA DA VIRADA FORA DE ÉPOCA?