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Em entrevista à CNN Money, a presidente da estatal trabalha expectativas quanto ao anúncio do dia 7 de novembro sobre o resultado do terceiro trimestre de 2024

Os acionistas da Petrobras (PETR4) saberão, na próxima quinta-feira (07), quanto a companhia pagará em proventos, e pode ser que venham dividendos extraordinários por aí.
Em entrevista à CNN Money, a presidente da estatal, Magda Chambriard, destacou que, além de considerar os "interesses dos nossos acionistas como um todo" ao decidir sobre os dividendos, referindo-se à União Federal, que possui mais de 50% das ações da empresa, a companhia tem um compromisso firme com a distribuição.
“Está no nosso estatuto que nós temos que distribuir 45% [do lucro], isso não pode ter dúvida. O que for lucro, o que for fluxo de caixa livre, o que estiver dentro dos 45% e o que a gente não precisar reter para garantir investimentos serão distribuídos", disse a CEO.
As dificuldades enfrentadas pela Petrobras recentemente abalaram, em certa medida, a confiança dos acionistas em sua solidez. No segundo trimestre de 2024 (2T24), a empresa reportou um prejuízo de R$ 2,6 bilhões, frustrando as expectativas de alguns acionistas, apesar de ter distribuído R$ 13,57 bilhões em proventos.
Entre trancos e barrancos a empresa manteve um desempenho operacional sólido. Ao ser questionada sobre os dividendos extraordinários, a presidente disse: "Vamos aprovar um plano 2025-2029, se o caixa for suficiente, a gente não empilha dinheiro".
A Petrobras abandonou a política de preço de paridade de importação (PPI) em maio de 2023, e adotou um cálculo que leva em conta o preço mínimo pelo qual a empresa está disposta a vender com o preço máximo que o cliente quer pagar. Essa mudança na política de preços da estatal foi feita após um pedido do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, para que fossem "abrasileirados".
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Não existem sinais de que essa estratégia seja alterada no curto prazo. "Nós estamos extremamente satisfeitos com a política de preços, que garante para a sociedade uma estabilidade desses preços. A gente evita transportar para a sociedade uma volatilidade indesejada, e ao mesmo tempo nós nos remuneramos por esses combustíveis de forma bastante satisfatória", contou Chambriard à CNN.
Ao transformar a política de preços dos combustíveis de uma abordagem aberta de paridade internacional para uma política interna, a Petrobras reduziu a previsibilidade de suas ações. De acordo com a presidente, as críticas de que a nova estratégia de preços seria menos transparente do que a antiga política de PPI, abandonada pela companhia, provavelmente continuarão.
"Essa dúvida tem que persistir, porque ninguém conta para o concorrente como faz seu preço. Então, no mercado de combustíveis, a hora que descobrirem como eu faço meu preço, é a hora em que eu tenho que ser mandada embora. Isso é uma prerrogativa da companhia", afirmou Chambriard.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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