🔴 ÚLTIMO DIA: FAÇA PARTE DA PRIMEIRA TURMA DA ESPECIALIZAÇÃO EXECUTIVA EM IA –  QUERO PARTICIPAR

Conteúdos exclusivos da Empiricus

Parceria Seu Dinheiro e Empiricus:

Salve suas matérias favoritas do Seu Dinheiro criando uma conta gratuita na Empiricus.

E tem mais: ao criar sua conta gratuita, você ganha acesso a um universo de conteúdos que vai muito além das notícias.

Relatórios, cursos, podcasts, newsletters e estratégias de investimento para transformar informação em melhores decisões.

MACROECONOMIA EM XEQUE

O que falta para a Selic voltar a cair? Campos Neto responde o que precisa acontecer para os juros baixarem no Brasil

O presidente do Banco Central também revelou as perspectivas para a questão fiscal mundial e os potenciais impactos das eleições dos EUA no endividamento norte-americano

ações campos neto juros selic banco central
Imagem: Marcello Casal Jr/Agência Brasil - Montagem: Giovanna Figueredo

Diante de um novo ciclo de aperto monetário, o mercado faz apostas de quando o Copom (Comitê de Política Monetária) poderia interromper os aumentos na Selic. Segundo o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, uma queda sustentável dos juros no Brasil provavelmente só será possível se for acompanhada de um “choque fiscal positivo”. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo o presidente do BC, as quedas estruturais das taxas de juros no país foram historicamente acompanhadas de medidas positivas nas contas públicas.

  • LEIA MAIS: Calculadora usa renda desejada e reserva disponível para investimentos para estimar em quanto tempo será possível viver de renda; faça a simulação gratuita

"Quando olhamos para o prêmio na ponta longa e aí por diante, achamos que, se quisermos mesmo ser capazes de diminuir os juros e de viver com taxas menores, provavelmente precisaremos estar dispostos a sinalizar para o mercado medidas que serão interpretadas como um choque positivo", afirmou o banqueiro central, em reunião com investidores organizada pelo Deutsche Bank, em Londres.

Para o chefe do BC, a “bola dividida” sobre o ritmo de corte de juros do Copom em maio entre os diretores indicados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os que já estavam na autoridade monetária provocou uma cicatriz na credibilidade da autarquia.

Na avaliação de Campos Neto, a desancoragem das expectativas de inflação no Brasil nesse momento ainda é mais influenciada pelo aspecto fiscal. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Não tenho evidências empíricas disso, mas essa é a sensação que tenho dos preços de mercado para a reação, que vimos na parte posterior dessa desancoragem, acho que está muito mais associado ao fiscal", disse.

Leia Também

ANOTE NO CALENDÁRIO:

Inflação domina semana com feriado: agenda econômica tem IPCA, CPI nos EUA e decisão de juros do BCE; veja os destaques

Conteúdo Empiricus

Com escalada no Oriente Médio e R$ 20 bilhões de saída da B3, Empiricus recalibra carteira de dividendos para setembro; confira

A avaliação de Campos Neto sobre o fiscal

Ao comparar a situação fiscal brasileira com a de outros emergentes, Campos Neto afirma que os números do Brasil — tanto no que diz respeito ao resultado primário, como na evolução prevista para a dívida — são similares aos de outros emergentes. No entanto, o ponto de partida da dívida do país é maior. 

Para o presidente do BC, os prêmios cobrados parecem “incompatíveis” com os fundamentos fiscais, embora haja explicações em termos de risco.

"Eu reconheço que tivemos algumas notícias desfavoráveis recentemente, especialmente quando olhamos para a percepção do mercado de que alguns números fiscais estão se tornando menos transparentes", disse.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essa piora no prêmio de risco no longo prazo no Brasil estaria associada, em grande parte, à expectativa sobre os gastos públicos, segundo Campos Neto. 

Os principais pontos foram mudança de meta de superávit primário para 2025, porque provocou uma impressão de que era cada vez mais difícil atingir o resultado, e uma piora na transparência e qualidade de dados.

"Essa é provavelmente a razão pela qual os locais refletiram essa preocupação mais do que as pessoas que estão olhando de fora. Quando olho para o prêmio de risco e olho para o fiscal, mesmo considerando o fato de que temos menos, tivemos algumas mensagens que poderiam ter causado a percepção de menos transparência. Quando olho para o preço, acho que é exagerado", disse Campos Neto.

No entanto, Campos Neto destacou que não sugere políticas fiscais para o Ministério da Fazenda e que não tem ideia do que está sendo desenhado pela equipe econômica, que promete entregar um plano de corte de despesas no pós-eleição.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"A única coisa que tenho dito é que parece haver um prêmio de risco crescente que eu acho que está cada vez mais associado à política fiscal. Eu acho que, para que isso seja revertido, você precisa criar uma percepção de que fez algo que pode mudar o quadro estruturalmente", disse.

Ele ainda frisou que essas ações mecanicamente não afetam a política monetária, mas que, se houver um choque positivo, terá influência no longo prazo em diversas variáveis. 

"Não é mecânico, mas eu diria que eu acredito que se você tiver um choque positivo muito grande você provavelmente vai conseguir viver com taxas de juros mais baixas", explicou.

A preocupação com o fiscal 

Não é só no Brasil que a questão fiscal tem tomado conta das discussões. Na realidade, o problema da dívida elevada tem recebido cada vez mais atenção nos encontros internacionais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para o dirigente da autarquia, a trajetória da dívida global é fator de preocupação — especialmente diante do aumento dos gastos públicos, com despesas para fazer frente às mudanças climáticas, por exemplo. 

Afinal, em um cenário de juros mais elevados, o custo de rolagem das dívidas também cresce.

"Estou preocupado com a trajetória da dívida pública global. Estamos vendo algumas rachaduras surgindo disso já. Novamente, muitos países deveriam estar pensando em ajustar os resultados primários para pagar pela pandemia, pagar pelo aumento da dívida e pagar por uma taxa de juros muito mais alta em termos de custo de rolagem, mas isso não está acontecendo", observou.

Ele também repetiu um alerta sobre o cenário econômico mais apertado. Para o presidente do BC, governos e bancos centrais têm menos espaço para socorrer os países caso seja necessário, como ocorreu durante a pandemia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A inflação e os juros dos EUA

De olho nos EUA, Campos Neto afirma que os próximos indicadores de inflação fornecerão pistas sobre o ritmo de corte nos juros do país.

“Nosso cenário principal ainda é um pouso suave nos Estados Unidos, mas vemos claramente que isso mudou com muita volatilidade ultimamente, então precisamos ver mais dados.”

Campos Neto ainda chamou a atenção para as eleições norte-americanas e para as propostas fiscais de ambos os partidos, que podem influenciar as expectativas de inflação.

Para o presidente do BC, as discussões a respeito de tarifas, fragmentação e protecionismo, e as políticas de imigração são pontos de atenção na corrida pela Casa Branca.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Independentemente de os democratas ou os republicanos vencerem, quando você olha e tenta decompor as diferentes propostas, ambas são expansionistas no fiscal", observou.

*Com informações do Estadão Conteúdo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Investment And Finance Concept - Gold Trophy Sitting On Yellow Financial Graph Background 5 de setembro de 2026 - 9:00
Gás do Povo Foto: Roberta Aline/ MDS 4 de setembro de 2026 - 5:24
Logo do Tesouro Direto e celular 3 de setembro de 2026 - 16:53
CEO da Marabraz casa 3 de setembro de 2026 - 14:39
moeda trump 3 de setembro de 2026 - 11:33
fórum empreendedor 3 de setembro de 2026 - 11:00
INSS Bpc 3 de setembro de 2026 - 5:51
My Vintage Dress, cancelar vestidos, noivas sem vestidos 2 de setembro de 2026 - 15:27
PISPasep Carteira de trabalho brasileira. Trabalho registrado CLT e dinheiro do Brasil. Salário mínimo Dinheiro real brasileiro. 2 de setembro de 2026 - 5:19
1 de setembro de 2026 - 16:55
Imagem mostra uma mão plantando uma semente na terra e pequenas mudinhas que vão crescendo. Há gráficos de ações que indicam alta no investimento 1 de setembro de 2026 - 11:16
Beneficiários com NIS final 7 recebem parcelas do Bolsa Família e parte também terá direito ao auxílio-gás 1 de setembro de 2026 - 5:39
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar