O Brasil vai quebrar? O que Lula falou dessa vez sobre responsabilidade fiscal e a situação econômica do País
O petista aproveitou um evento nesta sexta-feira (5) para rebater as críticas que recebeu nos últimos dias na imprensa por "falar demais" e causar uma disparada do dólar

Depois das críticas aos juros no Brasil, que ajudaram a perturbar os mercados financeiros e câmbio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotou um tom mais brando. Nesta sexta-feira (5), o chefe da Alvorada reafirmou o compromisso do governo com a responsabilidade fiscal.
Segundo Lula, a economia do Brasil "não vai quebrar" porque a gestão tem compromisso com o cumprimento das metas estabelecidas e em cuidar do povo.
"Não adianta tentar criar caso comigo. Não adianta falar de responsabilidade fiscal. Se tem uma coisa que eu aprendi com a Dona Lindu foi responsabilidade fiscal. Cuidar do meu pagamento, salário e família. E hoje, minha família é o Brasil", disse.
"São 213 milhões de filhos que nós temos que cuidar, e só vai dar certo se a economia estiver arrumada", comentou. "Se a gente fizer como aquela pessoa que joga dinheiro fora pelo cartão de crédito, a economia vai quebrar. No meu governo, não vai quebrar porque temos responsabilidade de cuidar desse país."
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Lula fala demais?
As declarações ocorreram nesta sexta-feira, durante cerimônia de inauguração do Edifício Acadêmico e Administrativo da Escola Paulista de Política, Economia e Negócios (EPPEN - Unifesp) em Osasco, São Paulo.
No discurso, Lula rebateu as críticas que recebeu nos últimos dias na imprensa por "falar demais" e causar uma disparada do dólar.
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"Que bom que eu falo demais, porque houve um tempo que eu não falava", rebateu o petista, lembrando que a criação do PT era para dar "vez e voz" aos trabalhadores.
Diante das críticas recebidas, Lula disse que não adianta tentar "atrapalhar" sua vida ou prejudicar os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e da Educação, Camilo Santana.
"Tenho consciência de que eu não sou eu, eu sou vocês. Então isso que dá força para gente consertar esse país", afirmou.
Na esteira de rebater as acusações de irresponsabilidade da gestão, Lula voltou a garantir que não vê recursos voltados à educação como "gasto". "Podem não gostar, mas vamos investir na formação das pessoas", disse.
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Ele foi cobrado
O presidente também aproveitou a fala para rebater as cobranças que recebeu do público presente no evento. O edifício inaugurado nesta manhã já consumiu investimentos de mais de R$ 900 milhões, mas a obra ainda não está concluída e o petista foi cobrado por uma aluna.
De acordo com a aluna, hoje está sendo inaugurada apenas metade da obra. "A obra não está concluída. O que está sendo inaugurado hoje é apenas metade da obra. Faltam moradias estudantis, restaurantes e auditórios. A universidade não é verdadeiramente nossa, do corpo dissente apenas 8% são de alunos negros. Temos que trabalhar com a realidade", disse a aluna.
Lula, porém, afirmou que, muitas vezes, os movimentos sociais "reivindicam 100 coisas e atendemos 99". "Quando vamos ao ato público para anunciar, ao invés de o companheiro dirigente sindical começar o discurso agradecendo as 99, vai reclamar de uma que não foi atendida", criticou.
O presidente citou a importância do direito de reivindicar, mas disse que o Brasil ficou "parado" por muitos anos.
Em crítica à gestão Jair Bolsonaro, mas sem citar o nome do ex-presidente, Lula disse que houve irresponsabilidade do governante e dos ministros da Educação. Diante disso, o chefe do Executivo disse ter "consciência do atraso" do Brasil.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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