Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

O paradoxo do conservadorismo necessário: para que os juros caiam depois, é preciso mantê-los elevados agora

Manter os juros altos agora não apenas ajudaria a reancorar as expectativas de inflação, mas também permitiria uma política monetária mais flexível no futuro

18 de junho de 2024
6:33 - atualizado às 9:58
campos neto juros selic
Imagem: Flickr/Wikimedia Commons - Montagem: Giovanna Figueredo

Após a confusão gerada pelo último Comitê de Política Monetária (Copom) devido à comunicação de sua decisão, é natural que haja maior ansiedade e precaução em relação à reunião desta semana.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Copom começa hoje e será concluído amanhã, após o fechamento do pregão.

Mais do que a decisão em si, o mercado espera um comunicado claro e assertivo, que não dê margem a múltiplas interpretações.

O Brasil atravessa um período de grande estresse.

O antigo arcabouço fiscal não mais se sustenta.

As normas fiscais apresentavam inconsistências desde o início e sua duração surpreendentemente curta evidenciou suas falhas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ao que tudo indica, o ajuste fiscal baseado no aumento de arrecadação atingiu seu limite.

Leia Também

Empresários se mobilizaram e o Congresso percebeu a urgência da situação.

Todos agora enfatizam a necessidade de revisar os gastos públicos.

O mercado manifestou seu desconforto com os níveis de preços dos ativos, com o real sendo uma das moedas de pior desempenho global em 2024, além da queda na Bolsa de Valores.

Diante da inviabilidade do modelo atual, precisamos mudar, mesmo que sejam apenas pequenos ajustes no curto prazo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Sem espaço para aumentar receitas, enfrentamos uma escolha crítica: ou reduzimos os gastos, ou abandonamos qualquer tentativa de ajuste fiscal.

Estamos justamente no momento de decidir qual caminho seguir.

Por isso, a crescente incerteza fiscal e a deterioração dos ativos domésticos, especialmente o real, devem elevar a cautela entre os membros do Copom.

O Banco Central (BC) corre o risco de entrar em um novo ciclo vicioso, especialmente com a predominância de indicados pelo presidente Lula no Copom até o final do ano.

Credibilidade do Copom é questionada

A configuração dos votos no último encontro do Copom foi problemática, pois os quatro votos a favor de um corte de 50 pontos-base nos juros vieram dos diretores indicados pelo governo Lula.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Embora fosse possível justificar um corte de 0,50 ponto percentual, a comunicação precisava ser mais precisa e acertada.

Com consequência, a credibilidade do BC foi questionada após a votação dividida na reunião de maio, o que reforça a importância de uma decisão unânime agora. Ou seja, além de ser conservadora, a decisão precisa ser de comum acordo.

Copom vai repetir erros do passado?

Há uma preocupação no mercado financeiro sobre a possível repetição dos problemas enfrentados durante a administração de Dilma Rousseff.

Naquela época, uma série de reduções na taxa de juros levou a expectativas inflacionárias que ultrapassaram as metas estabelecidas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesse contexto, é apropriado falar em "crise" de credibilidade atualmente, e o BC não pode ser eximido de sua parcela de responsabilidade.

A unanimidade entre os membros do Comitê de Política Monetária (Copom) para manter a taxa Selic em 10,50% na reunião de quarta-feira poderia marcar um passo importante na recuperação da confiança na instituição.

Pausar o ciclo de reduções na taxa de juros agora poderia responder eficazmente ao desalinhamento das expectativas inflacionárias e às incertezas do mercado sobre o compromisso da futura administração do Banco Central com a meta de inflação.

Não me leve a mal

É fundamental não interpretar mal minha posição: acredito que haverá novas reduções nas taxas de juros, mas estas devem ocorrer mais adiante, e não de imediato.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para que essa medida seja viável, é necessário que ocorra uma redução nas taxas de juros nos Estados Unidos, o que é esperado para o segundo semestre deste ano, além de uma política fiscal mais coerente e minimamente responsável.

É válido questionar os altos níveis dos juros no Brasil. No entanto, uma redução forçada da Selic poderia, paradoxalmente, resultar em taxas ainda mais altas no futuro.

Se as expectativas de inflação estão aumentando, os agentes econômicos antecipam o crescimento dos preços futuros, alimentando a inflação presente.

Aqui, o desafio não é apenas controlar a inflação corrente, mas também gerenciar as expectativas futuras.

A combinação de uma política fiscal excessivamente permissiva e uma política monetária que seja subserviente ou excessivamente arriscada leva à valorização do dólar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esse aumento afeta inicialmente os preços dos produtos importados e, posteriormente, se propaga ao restante da economia através do efeito da variação cambial.

Diante dessa situação, o Banco Central é compelido a responder, resultando eventualmente em um aumento das taxas de juros.

Recentemente, Fernando Haddad e Simone Tebet propuseram uma ampla revisão das despesas públicas, uma iniciativa que inicialmente foi recebida com otimismo, mas que rapidamente perdeu força com falas estranhas do presidente Lula e de seu partido.

Não podemos mais nos esconder: se quer corte de juros, precisa cortar gastos.

Para implementar políticas sociais eficazes, é essencial que as finanças públicas estejam organizadas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Se nosso objetivo é alcançar taxas de juros mais baixas, é crucial garantir que o BC opere de maneira estritamente técnica e cautelosa.

Funciona paradoxalmente como um conservadorismo necessário.

Isso não apenas ajudaria a reancorar as expectativas inflacionárias, mas também permitiria uma política monetária mais flexível no futuro.

O caminho até lá, porém, apresenta desafios significativos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como dobrar o patrimônio ao reinvestir dividendos, Regime Fácil, e o que mais você precisa saber hoje

10 de abril de 2026 - 8:30

Reinvestir os dividendos recebidos pode dobrar o seu patrimônio ao longo do tempo. Mas cuidado, essa estratégia não serve para qualquer empresa

SEXTOU COM O RUY

Receber dividendos é bom; reinvestir é melhor ainda. A estratégia confiável capaz de até dobrar o retorno dos seus investimentos

10 de abril de 2026 - 6:05

Antes de sair reinvestindo dividendos de qualquer ação, é importante esclarecer que a estratégia de reinvestimento só deve ser aplicada em teses com boas perspectivas de retorno

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como surfar pela renda fixa, o preço do petróleo, e o que mais move os mercados hoje

9 de abril de 2026 - 8:27

Saiba como analisar as classificações de risco das agências de rating diante de tantas empresas em dificuldades e fazer as melhores escolhas com o seu dinheiro

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Quebrando a criptografia do pessimismo incondicional

8 de abril de 2026 - 20:05

Em meio a ruídos geopolíticos e fiscais, uma provocação: e se o maior risco ainda nem estiver no radar do mercado?

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

As novas fronteiras do Nubank e o cessar-fogo nos mercados: tudo o que você precisa saber antes de investir hoje

8 de abril de 2026 - 8:49

A fintech Nubank tem desenvolvido sua operação de telefonia, que já está aparecendo nos números do setor; entenda também o que esperar dos mercados hoje, após o anúncio de cessar-fogo na guerra do Oriente Médio

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A normalização da inflação e dos juros, o recorde de pedidos de RJ, mudanças na Petrobras (PETR4), e o que mais afeta a bolsa hoje

7 de abril de 2026 - 8:53

Sem previsibilidade na economia, é difícil saber quais os próximos passos do Banco Central, que mal começou um ciclo de cortes da Selic

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Entre a crise geopolítica e a rigidez inflacionária: volta ao normal no Brasil é adiada em um mundo fragmentado

7 de abril de 2026 - 7:17

Há risco de pressão adicional sobre as contas públicas brasileiras, aumento das expectativas de inflação e maior dificuldade no cumprimento das metas fiscais

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A verdadeira diversificação nos FIIs, a proposta de cessar-fogo no Irã, e o que mais move as bolsas hoje

6 de abril de 2026 - 8:09

O TRX Real Estate (TRXF11) é o FII de destaque para investir em abril; veja por que a diversificação deste fundo de tijolo é o seu grande trunfo

TRILHAS DE CARREIRA

Entre o que você faz e onde você está: quanto peso dar à cultura organizacional nas suas escolhas de carreira?

5 de abril de 2026 - 8:00

Por que uma cultura organizacional forte é um ativo de longo prazo — para empresas e carreiras

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O poder elétrico na sua carteira, as novas ameaças de Trump, e o que mais move os mercados

2 de abril de 2026 - 8:30

Axia Energia (AXIA6) e Copel (CPLE3) disputam o topo do pódio das mais citadas por bancos e corretoras; entenda quais as vantagens de ter esses papéis na carteira

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Volta da inflação? Aprenda a falar a língua do determinismo estocástico 

1 de abril de 2026 - 19:45

Com inflação no radar e guerra no pano de fundo, veja como os próximos dados do mercado de trabalho podem influenciar o rumo da Selic

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O novo momento da Boa Safra (SOJA3), o fim da guerra no Irã e o que mais você precisa ler hoje

1 de abril de 2026 - 8:28

A fabricante de sementes está saindo de uma fase de expansão intensa para aumentar a rentabilidade do seu negócio. Confira os planos da companhia

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os terremotos nos mercados com a guerra, a reestruturação da Natura (NATU3) e o que mais mexe com seu bolso hoje

31 de março de 2026 - 8:37

Entenda como o prolongamento da guerra pode alterar de forma permanente os mercados, e o que mais deve afetar a bolsa de valores hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Da escalada militar à inflação global: o preço da guerra entre EUA e Irã não é só o petróleo

31 de março de 2026 - 7:24

Curiosamente, EUA e Israel enfrentam ciclos eleitorais neste ano, mas o impacto político do conflito se manifesta de forma bastante distinta

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Uma nova estratégia para os juros, eleições presenciais, guerra no Oriente Médio e o que mais move os mercados hoje

30 de março de 2026 - 8:10

O Brasil pode voltar a aumentar os juros ou viver um ciclo de cortes menor do que o esperado? Veja o que pode acontecer com a taxa Selic daqui para a frente

DÉCIMO ANDAR

As águas de março geraram oportunidades no setor imobiliário, mas ainda é preciso um bom guarda-chuva

29 de março de 2026 - 8:00

Quedas recentes nas ações de construtoras abriram oportunidades de entrada nas ações; veja quais são as escolhas nesse mercado

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O melhor emprego do mundo: as dicas de um especialista para largar o CLT e tornar-se um nômade digital 

28 de março de 2026 - 9:02

Uma mudança de vida com R$ 1.500 na conta, os R$ 1.500 que não compram uma barra de chocolate e os destaques da semana no Seu Dinheiro Lifestyle 

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O corte de dividendos na Equatorial (EQTL3), a guerra em Wall Street, e o que mais afeta seu bolso hoje

27 de março de 2026 - 8:17

A Equatorial decepcionou quem estava comprado na ação para receber dividendos. No entanto, segundo Ruy Hungria, a força da companhia é outra; confira

SEXTOU COM O RUY

Nem todo cão é de guarda e nem toda elétrica é vaca. Por que o corte de dividendos da Equatorial (EQTL3) é um bom sinal?

27 de março de 2026 - 6:01

Diferente de boa parte das companhias do setor, que se aproveitam dos resultados estáveis para distribui-los aos acionistas, a Equatorial sempre teve outra vocação: reter lucros para financiar aquisições e continuar crescendo a taxas elevadíssimas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O sucesso dos brechós, prévia da inflação, o conflito no Oriente Médio e o que mais afeta seu bolso hoje

26 de março de 2026 - 8:17

Os brechós, com vendas de peças usadas, permitem criar um look mais exclusivo. Um desses negócios é o Peça Rara, que tem 130 unidades no Brasil; confira a história da empreendedora

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia