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Ações em queda não deveriam preocupar tanto, especialmente se pagam bons dividendos

Em dias de fúria no mercado, o primeiro pensamento para a maioria dos investidores é que as ações podem cair ainda mais e sair vendendo tudo — uma maneira de tentar evitar esse comportamento é olhar para as quedas sob a ótica dos dividendos

8 de novembro de 2024
6:08 - atualizado às 14:15
dividendos

A sequência de quedas do Ibovespa está desanimando você?

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Eu não só te entendo, como sei que existem muitos investidores que estão na mesma situação. 

Mas hoje eu vou mostrar uma maneira diferente de encarar a queda de ações, especialmente se elas forem de empresas pagadoras de dividendos.

É fácil falar

Toda vez que a Bolsa cai, sempre aparece algum chato para dizer: “na baixa é para comprar ações, e não para vender”. 

É claro que essa afirmação tem fundamento, e alguns dos maiores investidores de todos os tempos construíram as suas fortunas com base apenas nessa regrinha básica. 

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O problema é que para a maioria dos investidores comuns essa regra não funciona, porque a emoção domina a razão.

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Quando temos dias de fúria no mercado, o primeiro pensamento para a maior parte dos investidores não é o de que as ações ficaram baratas, mas sim que elas podem cair ainda mais, e o resultado você já sabe: eles saem correndo para vender os papéis.

Uma visão diferente

Uma maneira de tentar evitar esse comportamento é olhar para as quedas sob a ótica dos dividendos. 

Suponha que uma companhia esteja planejando pagar R$ 8 de dividendos por ação, e sua ação esteja cotada por R$ 100 – ou seja, o dividend yield neste caso é 8% (R$ 8÷R$ 100 = 8%). 

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Mas de repente começa a surgir uma notícia ruim atrás da outra, e a tal da ação cai para R$ 80, mesmo que nenhuma dessas notícias seja verdadeiramente impactante para os resultados da companhia. 

O investidor que olha só a cotação da ação pode até ficar um pouco preocupado, mas aquele que olha para os dividendos vê a situação de uma forma totalmente diferente.

Ele não olha para o preço, que caiu de R$ 100 para R$ 80. Na verdade, ele foca no dividend yield, que subiu de 8% para 10%.

Mas vamos deixar de suposições para analisar um caso real, que está acontecendo agora  na bolsa. 

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Vivo: uma boa pagadora de dividendos

Não é novidade para ninguém que a Vivo é uma ótima pagadora de dividendos. E se não bastasse pagar bons proventos, a companhia anunciou uma redução de capital nesta semana, que deve resultar em um pagamento extra de R$ 1,2 por ação para os acionistas até o meio do ano que vem.

Mesmo assim, e mesmo dentro de um setor muito pouco cíclico, as ações da Vivo acabaram caindo nas últimas semanas, atrapalhadas pela piora do humor. 

Mas é aquilo que comentamos: enquanto os desesperados focam no preço de VIVT3, que chegou a cair de R$ 56 para R$ 52, há quem prefira olhar pelo ângulo dos dividendos. 

A diferença fica bastante clara no gráfico abaixo: 

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Fonte: Bloomberg e Empiricus Research. Elaboração: Seu Dinheiro

 

Com as ações em queda (linha preta), o rendimento via dividendos aumentou (linha verde), e nós aproveitamos para colocar VIVT3 na Carteira Mensal de Dividendos. Isso aconteceu no dia 1º de novembro, quando “travamos” um belo yield para os papéis.

Para falar a verdade, essa é a grande beleza de se investir em empresas pagadoras de proventos, porque os dividendos acabam funcionando como uma espécie de “lastro” para as ações. 

Mesmo que o humor piore muito, é difícil imaginar que essas ações caiam na mesma intensidade, porque sempre existirá alguém atento para capturar esses yields crescentes. 

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E se você ainda tiver um pouco de sorte, além dos yields elevados ainda vai conseguir um belo ganho de capital quando o humor melhorar e as ações voltarem a subir. 

Além da Vivo, a carteira conta com outras quatro ótimas pagadoras de dividendos, que você pode conferir aqui

Um abraço e até a próxima semana,

Ruy

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