🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Liliane de Lima

É repórter do Seu Dinheiro. Jornalista formada pela PUC-SP, já passou pelo portal DCI e setor de análise política da XP Investimentos.

DUCHA DE ÁGUA GELADA

Vinte dias no vermelho: os três fatores que fizeram o Ibovespa perder quase 7 mil pontos no começo de 2024 — e o que esperar agora

A bolsa brasileira caiu dos 134 mil pontos para o nível próximo aos 127 mil pontos, o que representa uma queda de quase 5%

Liliane de Lima
22 de janeiro de 2024
6:17 - atualizado às 15:22
bonecos em primeiro plano observam gráfico com cotações de mercado ao fundo | Ibovespa, ações, Petrobras, PETR4
Imagem: Freepik

Após alcançar as máximas históricas no fim de 2023, a bolsa brasileira virou o ano com grandes expectativas. Mas os primeiros 20 dias de janeiro foram uma verdadeira ducha de água gelada nos investidores.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Ibovespa — principal índice de ações da B3 — caiu dos 134 mil pontos para o nível próximo aos 127 mil pontos, o que representa uma queda de quase 5%. Ao mesmo tempo, o dólar saltou 1,51%.

Houve um alívio na sexta-feira, é verdade. Mas também é fato que o sentimento de euforia deu lugar à cautela no mercado. A visão positiva para a bolsa continua, mas a expectativa agora é que esse caminho seja mais acidentado.

A mudança brusca no humor dos investidores nos primeiros dias de 2024 passa por três principais fatores. Saiba mais sobre o que provocou a queda da bolsa e o que esperar daqui para frente. 

1. Juros nos Estados Unidos 

O principal motivo para as sucessivas quedas do Ibovespa em janeiro não é inédito — e a bolsa brasileira “provou do mesmo fel” há pouco mais de seis meses: os juros nos Estados Unidos. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em agosto do ano passado — quando o Ibovespa registrou a maior sequência de quedas consecutivas na história, com 13 recuos —, a principal preocupação dos investidores era, justamente, sobre a política monetária do Federal Reserve (Fed) — o banco central norte-americano, que resultou na escalada das taxas (yields) dos títulos do Tesouro do país, os Treasurys

Leia Também

A preocupação agora é a mesma, mas sob condições diferentes. Se antes o mercado temia por novas altas dos juros pelo Fed, hoje a incerteza paira sobre quando o BC norte-americano vai começar a cortar as taxas.

Há menos de um mês, a expectativa do mercado era de início de corte nos juros em março. 

Contudo, os dados recentes da economia norte-americana frustraram os investidores, segundo Willian Castro, estrategista-chefe da Avenue. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Todos os indicadores da economia norte-americana têm vindo mais fortes do que o esperado. Todos esses diferentes dados ajudam a construir esse cenário de uma economia mais resiliente, mais forte e, consequentemente, de uma economia que não conversa com um corte de juros tão acelerado”, afirma. 

Além disso, declarações dos dirigentes do Fed acenderam um ”sinal de revisão” da perspectiva de redução dos juros em breve. 

Na última terça-feira (16), o diretor do Fed Christopher Waller reconheceu que a inflação está desacelerando nos Estados Unidos, mas que "ainda é preciso mais dados para ter certeza sobre uma queda sustentada da inflação, que não tenha repiques ou resistência excessiva".

Segundo Waller, o Fed deve reduzir os juros em 0,75 ponto percentual neste ano, com três cortes de 0,25 ponto percentual — o que contrariou as expectativas do mercado de redução entre 1,50 e 1,75 ponto percentual — e mais tarde do que o projetado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em consequência, o mercado deu “um passo atrás”. Embora as chances de primeiro corte nos juros em março sejam superiores a 50% e esta aposta continue sendo dominante, segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, essa probabilidade era de cerca de 70% no fim de dezembro e início de janeiro.  

Como de praxe, a mudança na perspectiva na maior economia do mundo veio acompanhada da elevação dos rendimentos dos Treasurys, o que pressiona os ativos de risco mundo afora, incluindo a bolsa brasileira. 

O curioso é que, desta vez, as bolsas norte-americanas não sofrem com o maior aperto no mercado de juros. O estrategista da Avenue tem uma explicação para o movimento:

“O Brasil teve um consenso muito positivo desde novembro de que o país era uma alternativa, mas agora falta o comprador marginal, aquele que ainda não investiu aqui.” 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

2. Briga entre Congresso e Governo 

Além dos juros nos Estados Unidos, o cenário doméstico tem uma parcela importante na explicação das quedas recentes do Ibovespa. 

Nas últimas semanas, aumentaram os ruídos sobre o ambiente fiscal do Brasil, com foco nas discussões sobre a arrecadação e renúncias tributárias, como a prorrogação da desoneração da folha de pagamentos — com o veto do presidente Lula derrubado pelo Congresso Nacional. 

Como alternativa, o governo apresentou uma proposta de reoneração gradual da folha — que tem enfrentado resistência dos deputados e senadores em Brasília. 

Nesta sexta-feira (19), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, afirmou que a medida provisória que retoma os impostos será revogada.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Há o compromisso do governo federal de reeditar a medida provisória para revogar essa MP na parte que toca a desoneração da folha de pagamento. Esse é o compromisso político que fizemos e é assim que vai acontecer e se encaminharem as coisas", disse ele, durante o Brazil Economic Forum em Zurique, na Suíça.

Em reação, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, voltou a defender a medida apresentada pelo governo e afirmou que os benefícios dados às empresas não geraram mais emprego e aumento de salário, em linha com as declarações recentes do presidente Lula.

Para o analista político da Warren Investimentos, Erich Decat, o desencontro da fala de Pacheco com a entrevista de Haddad demonstra que pouco ou quase nada se avançou nos últimos dias. 

“Mais do que isso, mesmo depois de se reunir com Haddad e Lula, Pacheco, conhecido pela cautela na política, deixou publicamente clara a sua posição em relação ao tema”, disse Decat.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

3. Conflito no Oriente Médio 

A escalada do conflito no Mar Vermelho também se tornou um fator de preocupação para os investidores. 

Embora distantes, as tensões no Oriente Médio podem impactar nas cotações do petróleo, e consequentemente, na inflação global, além de dificultar a redução dos juros nas maiores economias do mundo, afirma Fernando Ferrer, analista da Empiricus. 

Para ele, a questão geopolítica é o “grande tema potencialmente negativo” para as bolsas, inclusive a brasileira. 

Contudo, os impactos ainda não são fortemente sentidos, disse Rafael Passos, da Ajax Asset Management. “Os preços do petróleo estão relativamente comportados”. O cenário, porém, pode mudar caso o barril da commodity tenha uma escalada nos preços adiante. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Ibovespa pode voltar a subir? 

Apesar das quedas recentes, o mercado ainda vê potencial de crescimento para a bolsa brasileira ao longo do ano. 

Isso porque, considerando o desempenho histórico do Ibovespa em meio a cenários passados de cortes de juros, o risco-retorno das ações brasileiras segue atrativo.

“Com o rali no final do ano, o índice se recuperou, mas ainda está abaixo do desempenho mediano que vimos nos últimos ciclos. Caso o Ibovespa volte a repetir esses padrões históricos, entendemos que pode existir espaço para entregar bons retornos à frente”, escrevem os analistas da XP Investimentos Fernando Ferreira, Jennie Li, Thales Carmo e Julia Aquino, em relatório recente. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
AÇÕES EM QUEDA FORTE

Amazon (AMZO34) aposta pesado em IA. Por que investimentos de R$ 1 trilhão assusta mercado e até o BTC pagou o pato?

6 de fevereiro de 2026 - 11:58

Amazon combina resultados mistos com a maior aposta em IA entre as big techs, assusta investidores e ações sofrem em Wall Street, com efeitos até no Bitcoin e outras critpomoedas

FII DO MÊS

FII de papel ou tijolo? Em fevereiro, os dois são queridinhos dos analistas; confira os fundos imobiliários no pódio

5 de fevereiro de 2026 - 6:14

Descubra quais são os fundos imobiliários favoritos dos analistas para o mês, e saiba como montar sua carteira de FIIs agora

HORA DE COMPRAR?

A Prio (PRIO3) já deu o que tinha que dar? Depois de subirem 20% no ano, papéis ainda podem disparar; Itaú BBA aponta gatilhos

4 de fevereiro de 2026 - 18:42

A empresa vive seu melhor momento operacional, mas o Itaú BBA avalia que boa parte das principais entregas já está no preço; entenda quais gatilhos podem provocar novas altas

VAI PERDER O BONDE?

“Investidor pessoa física só gosta de bolsa quando já está cara”, diz Azevedo, da Ibiuna

4 de fevereiro de 2026 - 17:31

Gestor participou de evento da Anbima e falou sobre a perspectiva de volta do investidor local à bolsa

TOUROS E URSOS #258

Ibovespa nos 200 mil pontos? Gringos compram tudo — mas cadê os investidores brasileiros

4 de fevereiro de 2026 - 14:00

Bruno Henriques, head de análise de renda variável do BTG Pactual, fala no podcast Touros e Ursos sobre a sua perspectiva para as ações brasileiras neste ano

BRASIL NO CENTRO DO MUNDO

Bolsa com força total: gringos despejam R$ 26,3 bilhões em janeiro na B3 e superam todo o fluxo de 2025

3 de fevereiro de 2026 - 20:00

Entrada recorde de capital internacional marca início de 2026 e coloca a bolsa brasileira em destaque entre emergentes

MAIS ENERGIA PARA A CARTEIRA

Tchau, Vale (VALE3): BTG escolhe nova “vaca leiteira” para sua carteira de dividendos — saiba qual é a ação escolhida para renda passiva

3 de fevereiro de 2026 - 18:35

A Axia (ex-Eletrobras) foi uma das ações que mais se valorizou no ano passado, principalmente pela privatização e pela sua nova política agressiva de pagamentos de dividendos

DA CIDADE PARA O CAMPO

BTAL11 migra para fiagro e terá primeiro programa de recompra de cotas; entenda os impactos para os cotistas

3 de fevereiro de 2026 - 14:02

A iniciativa faz parte da estratégia do BTG Pactual para aumentar a distribuição de dividendos e permitir uma maior flexibilidade para a gestão

MERCADOS HOJE

Ibovespa salta para históricos 187 mil pontos e dólar cai. Corte da Selic é um dos gatilhos do recorde, mas não é o único

3 de fevereiro de 2026 - 12:31

Para a XP, o principal índice da bolsa brasileira pode chegar aos 235 mil pontos no cenário mais otimista para 2026

DEPOIS DE A HOLDING PEDIR RJ

Fictor Alimentos (FICT3) desaba 40% na B3. Por que o mercado não acreditou que a empresa ficará de fora da RJ da holding?

2 de fevereiro de 2026 - 15:34

Discurso de separação não tranquilizou investidores, que temem risco de contágio, dependência financeira e possível inclusão da subsidiária no processo de recuperação

DESTAQUES DA BOLSA

Raízen (RAIZ4) dispara, volta a ser negociada acima de R$ 1 e lidera as altas do Ibovespa na semana; veja os destaques

1 de fevereiro de 2026 - 15:00

Fluxo estrangeiro impulsiona o Ibovespa a recordes históricos em janeiro, com alta de dois dígitos no mês, dólar mais fraco e sinalização de cortes de juros; Raízen (RAIZ4) se destaca como a ação com maior alta da semana no índice

CRIPTOMOEDAS HOJE

US$ 2,4 bilhões liquidados em 24 horas: Bitcoin (BTC) sofre nova derrocada e opera abaixo dos US$ 80 mil. O que explica?

1 de fevereiro de 2026 - 12:01

Queda do bitcoin se aprofunda com liquidações de mais de US$ 2,4 bilhões no mercado como um todo nas últimas 24 horas, enquanto incertezas macro voltam a pesar sobre as criptomoedas

BALANÇO DO MÊS

Ibovespa dispara em janeiro e nenhum outro investimento foi páreo — nem mesmo o ouro

30 de janeiro de 2026 - 19:34

Novos recordes para a bolsa brasileira e para o metal precioso foram registrados no mês, mas as ações saíram na frente

NÃO PERCA O PRAZO

Gol (GOLL54) vai sair da bolsa com OPA, mas adesão ao leilão não é automática; veja o que o investidor deve fazer

30 de janeiro de 2026 - 18:13

A adesão ao leilão não é obrigatória. Mas é mais difícil vender ações de uma companhia fechada, que não são negociadas na bolsa

DESCE E SOBE

Fundo imobiliário TGAR11 cai 14% em três dias, mas BB-BI diz que não é hora de vender — entenda o que pode impulsionar o FII na bolsa agora

30 de janeiro de 2026 - 12:55

O analista André Oliveira, do BB-BI, reitera a recomendação de compra, especialmente para os investidores mais arrojados

NA ROTA DO CRESCIMENTO

FIIs driblam juros altos com troca de cotas, mas há riscos para os cotistas? O BTG Pactual responde

29 de janeiro de 2026 - 15:21

O banco avalia que a estratégia de aquisição via troca de cotas veio para ficar e, quando bem executada, tem potencial de geração de valor

BUSCA POR SEGURANÇA

Ibovespa dispara no ano, mas investidores brasileiros estão receosos e tiram dinheiro da bolsa, diz XP

29 de janeiro de 2026 - 14:15

Uma fatia menor da carteira dos brasileiros está em ativos na bolsa, como ações, ETFs, FIIs e outros, e cresce a proporção dos investidores que pretende reduzir sua exposição à renda variável

VIROU PASSEIO

Ouro ultrapassa os US$ 5.500 pela 1ª vez e faz BTG elevar preço-alvo da Aura (AURA33) para US$ 87; Ibovespa alcança inéditos 186 mil pontos

29 de janeiro de 2026 - 12:39

Apetite dos BC, fuga do dólar e incertezas no Japão impulsionaram os metais preciosos a recordes, enquanto por aqui, o principal índice da bolsa brasileira reverberou a sinalização do Copom, dados e balanços nos EUA

A VISÃO DO GESTOR

BTRA11 e BTAL11: por que o BTG está convertendo esses FIIs em fiagros — e como isso pode turbinar os seus dividendos

29 de janeiro de 2026 - 6:04

Tiago Lima, sócio e head de distribuição da BTG Pactual Asset Management, conta ao Seu Dinheiro que a mudança é um marco de modernização e destravará dividendos para os cotistas

GLOW UP NA BOLSA

A troca de look da Riachuelo: Guararapes define data para a estreia do novo ticker na B3

28 de janeiro de 2026 - 19:52

Segundo a varejista, a iniciativa busca aproximar o código de negociação do nome pelo qual a marca é amplamente reconhecida pelo público

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar