Ficou barata demais?: Azul (AZUL4) leva puxão de orelha da B3 por ação abaixo de R$ 1; entenda
Em comunicado, a companhia aérea informou que tem até 4 de fevereiro de 2026 para resolver o problema

A Azul (AZUL4) poderia ter “sextado” em paz, mas a B3 puxou a orelha da aérea na noite de hoje (15) pelo seu status de penny stock na bolsa brasileira nos últimos 30 dias.
Desde o último dia 14 de julho, as ações AZUL4 estão sendo negociadas abaixo de R$ 1. Com o alerta da B3, a companhia aérea tem até 4 de fevereiro de 2026 para se reenquadrar no valor mínimo exigido para ser negociada.
Em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Azul informou que tomou conhecimento sobre a notificação e “adotará as medidas necessárias” dentro do contexto do processo de recuperação judicial nos EUA — o temido Chapter 11.
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As ações encerraram o pregão de hoje negociadas a R$ 0,58 com uma queda de 4,92%. No ano, a desvalorização chega a 83,62%.
A regra da bolsa de valores brasileira estabelece que os papéis de empresas listadas não podem permanecer por mais de 30 dias consecutivos sendo negociados na faixa dos centavos. A punição caso a situação não seja resolvida é a deslistagem das ações.
A empresa também pode ser obrigada a realizar um grupamento de ações para ajustar o valor de mercado dos papéis e evitar a penalização.
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A notificação da B3 vem em um momento no qual a Azul registrou um lucro líquido de R$ 1,29 bilhão no segundo trimestre de 2025, revertendo o prejuízo de R$ 3,5 bilhões registrado no mesmo período do ano anterior, de acordo com os resultados divulgados na última quinta-feira (15),
Em termos ajustados, no entanto, a companhia aérea ainda marca um prejuízo líquido de R$ 475,8 milhões no período.
Embora ainda no vermelho, o resultado representa uma melhora de 29% frente às perdas ajustadas de R$ 669,7 milhões registradas um ano antes.
Por sua vez, o Ebitda, indicador usado para mensurar a capacidade de geração de caixa de uma empresa, cresceu 9% ano contra ano, alcançando a marca de R$ 1,1 bilhão. A margem Ebitda somou 23%.
A receita operacional da companhia atingiu R$ 4,9 bilhões entre abril e junho, alta de 18% sobre o mesmo período de 2024, em um novo recorde histórico para o faturamento em segundo trimestre.
De acordo com a Azul, o crescimento foi impulsionado pela alta demanda, maior participação do mercado internacional, desempenho das unidades de negócio e otimização da malha aérea.
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