O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Compilamos as opiniões da Magda Chambriard sobre os investimentos, os dividendos e o futuro da Petrobras
A demissão de Jean Paul Prates da presidência da Petrobras (PETR4) e sua substituição por Magda Chambriard tem efeito sísmico sobre os papéis da estatal nesta quarta-feira (15).
As ações da petroleira reagem em forte queda à notícia e impedem o Ibovespa de acompanhar o bom humor das bolsas internacionais diante de um resultado mais fraco que o esperado da inflação nos Estados Unidos.
O temor dos investidores é de que a troca de CEO resulte em uma maior ingerência do governo sobre os rumos da empresa.
Nesse sentido, as principais dúvidas dos analistas referem-se ao rumo dos investimentos e à política de dividendos da Petrobras.
Enquanto Prates era visto como um conciliador entre os interesses do governo e dos sócios minoritários, qualquer tentativa de antecipar o perfil da próxima gestão a essa altura configura um exercício com elevadas doses de especulação.
Diante disso, o Seu Dinheiro foi atrás do que pensa Magda Chambriard sobre a Petrobras, os rumos do setor de óleo e gás e os proventos distribuídos pela empresa.
Leia Também
Embora desconhecida do grande público, Magda Chambriard é figurinha carimbada em eventos do setor de óleo e gás.
Ontem mesmo, horas antes do anúncio da demissão de Prates e de sua indicação formal pelo Ministério de Minas e Energia, Magda participou de evento fechado do bancão de investimento UBS BB para o qual foram convidados investidores e especialistas do setor.
Nascida em 1958 no Rio de Janeiro, Magda Chambriard é formada em engenharia civil pela UFRJ, tem mestrado em engenharia química e fez carreira na Petrobras a partir de 1980.
No tempo em que trabalhou na estatal, especializou-se em engenharia de reservatórios, avaliação de formações e também em produção de petróleo e gás natural.
No início dos anos 2000, ela deixou a Petrobras para ingressar na Agência Nacional de Petróleo (ANP).
Magda era a diretora-geral da agência regulatória em um de seus momentos mais delicados: a quebra da OGX, do ex-magnata Eike Batista. Deixou a ANP no fim de 2016.
Em 2022, depois da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais, ela integrou a equipe de transição no grupo dedicado ao setor de energia.
É importante lembrar que, antes de Lula optar por Prates no início do ano passado, Magda era uma das favoritas para assumir a presidência da Petrobras.
Os investidores têm duas preocupações principais em relação aos rumos da Petrobras.
Uma delas é a política de investimentos e o temor de que uma expansão desenfreada resulte em escolhas duvidosas em termos de retorno para a companhia.
A outra é a política de dividendos. A Petrobras é a maior pagadora de proventos da bolsa brasileira. Já foi a maior do mundo.
Mas os repasses aos acionistas já não são tão robustos desde a posse de Lula, no início de 2023.
No início do ano, a retenção dos dividendos extraordinários referentes ao exercício de 2023, quando a Petrobras teve o segundo melhor resultado de sua história, provocou um terremoto nas cotações das ações da empresa.
Em relação aos dividendos, comentários feitos em anos recentes parecem estar em linha com a atual política da Petrobras.
Semanas antes da posse de Lula, em entrevista à agência de notícias Reuters, mostrou-se pragmática.
“Uma empresa de capital aberto precisa pagar dividendos, mas isso não deve chegar a um ponto que comprometa sua sobrevivência no futuro.”
No que se refere a uma eventual ingerência política, Magda Chambriard declara-se contra o uso de recursos da Petrobras para subsidiar os preços dos combustíveis — como ocorreu em parte do governo de Dilma Rousseff.
Entrevistas e declarações públicas de Magda Chambriard sugerem que ela tem uma visão clara em relação a onde e como a Petrobras deve investir.
Para ela, a Petrobras deve dar preferência a projetos nos quais o investimento traga uma boa relação custo-benefício tanto em termos de rentabilidade quanto de produtividade.
E isso vai da exploração de petróleo às escolhas da companhia para promover uma transição energética.
Na visão de Magda, em um momento no qual cerca de 90% da produção de petróleo da Petrobras vem do Pré-Sal, a prioridade a partir de agora deveria ser a exploração da Margem Equatorial e da Bacia de Pelotas. Segundo ela, são ativos grandes o suficiente para a companhia.
Ao mesmo tempo, ela se mostra reticente quanto ao uso de plataformas (por causa do custo elevado) e dos campos de petróleo em terra e águas rasas (por conta da baixa produtividade).
Não custa salientar que a exploração da Margem Equatorial é cercada de grande polêmica, em especial pelos riscos ambientais derivados desse tipo de atividade na foz do Rio Amazonas.
Magda também é a favor de investimentos em refino, área na qual houve desinvestimentos marcantes nos tempos de Jair Bolsonaro.
“Refino não é ruim, refino mal-feito é ruim”, afirmou ela durante evento do UBS segundo reportagem da revista Exame.
Ao mesmo tempo, Magda é contra a recompra dos ativos vendidos pela estatal à iniciativa privada durante o governo anterior. “Reverter contratos enviaria uma mensagem terrível ao mercado”, disse ela à Reuters.
Ela também indica que a exploração de petróleo e investimentos em energia limpa podem ocorrer simultaneamente.
No que se refere à transição energética, ela revela preferência por biocombustíveis pela energia eólica em terra.
Este é um ponto interessante, uma vez que Prates é um entusiasta da exploração de energia eólica offshore. Para Magda, porém, essa é uma opção “caríssima”.
Em relação ao gás natural, a futura CEO defende o protagonismo da estatal na abertura desse setor diante do avanço do mercado livre de energia.
Caso contrário, disse ela no evento do UBS, dentro de alguns anos a empresa “será atropelada”.
O descontentamento dos investidores com a mudança no comando da Petrobras está explícito na reação do mercado hoje.
As ações da Petrobras lideram as quedas no Ibovespa e impedem o índice de acompanhar o tom positivo em Wall Street.
Na avaliação do BTG Pactual, porém, a percepção inicial em relação a Magda Chambriard é positiva.
O bancão mantém sua recomendação de compra para as ações da Petrobras e prefere evitar reações exageradas a decisões do governo.
“Nós seguimos acreditando que a companhia continuará em busca de novas fusões e aquisições e de estratégias para mitigar a volatilidade dos preços dos combustíveis”, afirma o BTG em relatório.
“No entanto, não temos nenhuma evidência sugerindo que isso vá ameaçar dividend yields de dois dígitos em 2024 e 2025.”
Leonardo Rufino, sócio e gestor de renda variável da Mantaro Capital, não acredita em mudanças bruscas nos principais pilares da gestão da empresa.
“Magda Chambriard tem um longo histórico de atuação no setor e posições, na maior parte das vezes, sensatas”, disse ele.
O fundo imobiliário GGRC11 poderá emitir um lote extra de até 50%, o que pode elevar o volume total da oferta
Santander espera que a Hypera tenha um 1º trimestre mais fraco em 2026, mas ainda assim recomenda a compra da ação; o que está em jogo?
Aos poucos, a empresa está amadurecendo seus procedimentos internos e pode se tornar uma candidata a novos patamares nos EUA, como entrar em certos índices de ações
O FII do mês da série do Seu Dinheiro é avaliado como um dos maiores e mais diversificados fundos imobiliários do mercado brasileiro
Foram mantidas C&A (CEAB3), Brava Energia (BRAV3), Suzano (SUZB3), Plano&Plano (PLPL3), Smart Fit (SMFT3) e Intelbras (INTB3)
Segundo o banco, o portfólio busca superar o Índice de Dividendos (IDIV) da B3 no longo prazo
Até o dia 24 de março, a bolsa brasileira já acumulava R$ 7,05 bilhões, e a expectativa é de que o ingresso de capital internacional continue
Com a semana mais enxuta pelo feriado de Sexta-Feira Santa, apenas oito ações encerraram em queda
A Fictor Alimentos recebeu correspondência da B3 por negociar suas ações abaixo de R$ 1, condição conhecida como penny stock. A empresa busca solucionar o caso com um grupamento
Os papéis da companhia encerraram a semana a R$ 10,35 após o anúncio da Advent International sobre a compra de papéis da Natura; veja o que mais mexeu com as ações e o que esperar
A Embraer acumula queda na bolsa brasileira em 2026 e analistas dizem se a performance é sinal de risco ou oportunidade de compra
Os analistas destacam que a ação preferida no setor elétrico do banco tem um caixa robusto, que pode se traduzir em dividendos extras para os acionistas
Confira as recomendações da Empiricus Research em abril para ações, dividendos, fundos imobiliários, ações internacionais e criptomoedas
Em discurso à nação na ultima quarta-feira (1), Trump prometeu “levar o Irã de volta a Idade da Pedra”. Com isso, os futuros do Brent dispararam, mas bolsas ao redor do mundo conseguiram conter as quedas. Ibovespa encerrou o dia com leve alta de 0,05%, a 188.052,02 pontos
A Axia Energia teve que abrir espaço para uma outra empresa do setor, além de dividir o pódio com duas companhias do setor bancário e de aluguel de carros
Revisão da carteira internacional mostra uma guinada estratégica para capturar novas oportunidades no mercado global; veja quem saiu e quem entrou no portfólio
O banco cortou a recomendação da dona da Hering de compra para neutra, enquanto revisou estimativas para uma série de outras empresas brasileiras diante da guerra e juros elevados
Banco vê estatal mais protegida em um possível cenário de petróleo mais barato e traz Embraer de volta à carteira do mês
JP Morgan calcula que a venda de subsidiárias poderia gerar renda extra para os acionistas da Cyrela, mas a operação não seria tão benéfica; entenda
As operações reforçam a estratégia do ALZR11 de ampliar a exposição a contratos com inquilinos de grande porte