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Larissa Vitória
Larissa Vitória
É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo portal SpaceMoney e pelo departamento de imprensa do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).
(MAIS) DINHEIRO NO BOLSO

Os dividendos deste fundo imobiliário com mais de 40 mil cotistas devem subir nos próximos meses, segundo os cálculos da gestão

O SNCI11 já pagará proventos cerca de 5% maiores neste mês e, com um novo cenário macroeconômico traçado pelo mercado, a gestão espera dividendos ainda maiores

Larissa Vitória
Larissa Vitória
20 de junho de 2024
15:07 - atualizado às 13:48
Miniatura de casa e moedas com uma seta apontada para cima que representa a alta das cotas ou dividendos de fundos imobiliários
As cotas de fundos imobiliários são negociadas em bolsa e podem sofrer flutuações diárias - Imagem: Tinnakorn Jorruang/iStock

Os dividendos do Suno Recebíveis Imobiliários (SNCI11), que serão depositados na próxima semana, já subiram cerca de 5% em junho, na comparação com o mês anterior. Mas podem aumentar ainda mais nas próximas distribuições, de acordo com o novo guidance divulgado pelo fundo imobiliário.

Em relatório gerencial publicado na última quarta-feira (20), a gestão explica que o incremento recente dos proventos é explicado, sobretudo, por um "fenômeno de reprecificação de ativos" que ocorre desde março.

O pontapé para esse movimento foi a abertura das curvas de juros globais e, principalmente, brasileiras, em resposta a pressões inflacionárias "ainda resistentes". Por aqui, os ruídos fiscais contribuíram para a mudança de rota dos juros ao levarem a projeções de uma inflação "ligeiramente mais forte".

O novo patamar de dividendos do SNCI11

Vale relembrar ainda que, ontem, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) interrompeu o ciclo de cortes da taxa básica de juros do país e manteve a Selic no patamar de 10,50% ao ano.

A nova estimativa de uma taxa terminal ainda na casa dos dois dígitos representa um cenário "consideralmente distinto" daquele que era projetado no início do ano, quando o SNCI11 revisou seu patamar de distribuição para R$ 0,94 por cota ao longo de 2024.

Como o fechamento das curvas não parece mais provável, a gestão decidiu recalibrar novamente as projeções para o portfólio e agora espera que o FII tenha um resultado líquido de despesas "levemente superior" a R$ 1 por cota durante o segundo semestre.

O cálculo considera também o "compromisso de aporte recorrente" do fundo com alguns ativos em obra, o que contribui positivamente a média de remuneração da carteira.

"Com isso em mente, o time de gestão espera poder elevar novamente o patamar de distribuição a partir dos próximos fechamentos, atingindo um nível de proventos confortável, perene e em linha com os pares
high-performers."

A gestão relembra, porém, que eventuais alterações nas expectativas sobre o rendimentos dos ativos "poderão ensejar alterações nesse patamar" que serão comunicadas aos investidores.

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