O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Mesmo com balanço arrasador, Nvidia levanta dúvidas sobre se não teria valorizado demais; para estrategistas do BTG, empresa se enquadra em “cena” que só a economia americana tem sido capaz de produzir
Uma das conversas de almoço que eu costumo ter com alguns dos meus colegas aqui no Seu Dinheiro é de como os Estados Unidos tem sido capazes, ao longo da história, de permitir a criação de "cenas" artísticas onde nascem alguns dos maiores nomes da música pop mundial.
Um exemplo que marcou muito a minha geração e aquela anterior à minha foi a cena Grunge de Seattle, onde nasceram bandas de rock que se destacaram nos anos 1990, como Nirvana, Pearl Jam e Soundgarden.
Eu sempre brinco que isso é possível porque o mercado norte-americano é tão pujante e dinâmico, para qualquer setor da economia, que simplesmente tudo tem seu público, e mesmo uma cena que começa alternativa tem condições de alçar voos mais altos.
E esta brincadeira tem um fundo de verdade. Afinal, não é só na música que os Estados Unidos produzem cenas únicas e muitas vezes jamais replicadas em outros países, mesmo nos seus pares desenvolvidos. Em diversas indústrias, como a de tecnologia, e no mercado de ações e outros ativos, isso também acontece.
Este, aliás, foi o ponto central da argumentação dos estrategistas globais do BTG Pactual durante apresentação sobre investimentos internacionais na última edição do BTG Summit, evento que o banco promove para seus escritórios parceiros.
"Do ponto de vista estrutural, que é o que a gente tenta focar na nossa análise, investir nos Estados Unidos faz todo sentido, tanto do ponto de vista macroeconômico quanto das instituições fortes e de temáticas específicas, que não se encontram em outros lugares do mundo, nem mesmo nos países desenvolvidos", disse Vitor Melo, estrategista de ações global do BTG Pactual.
Leia Também
Ele exemplifica com o mercado de medicamentos antiobesidade, que embora seja encontrado também na Europa – com a dinamarquesa Novo Nordisk, dona da marca Ozempic –, é extremamente forte nos EUA, que tem "um mercado endereçável de US$ 100 bilhões, o que não existia dois anos atrás", diz Melo.
Do ponto de vista macroeconômico, os Estados Unidos também têm uma dominância forte, tanto sobre a economia mundial quanto os mercados globais.
Tem chamado a atenção dos investidores do mundo inteiro a resiliência do crescimento econômico do país, mesmo com os juros mais altos em 40 anos. E mesmo assim a outrora elevada inflação de 6,5% agora já se aproxima da meta de 2%. Uma combinação realmente única.
"A ideia de ter exposição à economia americana é muito importante, não só pelo crescimento muito resiliente, inclusive frente aos seus pares desenvolvidos, como pela geração de eficiência e tecnologia", disse Arthur Mota, estrategista macro global do BTG.
Ele lembra que a Europa tem dificuldade de entregar um crescimento econômico no nível dos EUA, e mesmo em comparação a países emergentes a expansão do PIB americano se destaca.
"O mercado americano é muito pujante, muito dinâmico, a economia cresceu 2,5% no ano passado. A título de comparação, o Brasil cresceu 2,9%. Em 2024, esperamos 2,4% para os EUA e 1,9% para o Brasil", acrescentou Mota.
Com isso em vista, o banco recomenda a alocação de uma parte da carteira em investimentos no mercado americano de forma estrutural – em outras palavras, sempre tem que ter alguma coisa investida na Terra do Tio Sam.
Já do ponto de vista tático, de momento de mercado, os estrategistas creem que o momento atual é auspicioso para montar posições nos EUA, uma vez que o Federal Reserve deve começar a cortar juros neste ano – e, sob este ponto de vista, não importa tanto se a queda começará em março, maio ou junho.
Para Arthur Mota, os níveis de preço nos ativos de renda fixa hoje estão muito atrativos, com os títulos do governo pagando acima de 4% ao ano e os papéis privados com grau de investimento (baixo risco) com taxas acima de 6%. Em dólar, vale frisar.
"São taxas que os profissionais de mercado que começaram a carreira depois da crise de 2008 ainda não tinham visto", diz o estrategista macro global do BTG.
Já entre as ações americanas, o BTG tem preferência sobretudo pelos setores de tecnologia da informação, de saúde e pelo setor financeiro. "Temos ficado mais otimistas principalmente em saúde e TI por conta de teses seculares", diz Vitor Melo.
Para exemplificar a pujança da "cena" de tecnologia no mercado americano, o estrategista de ações global citou a Nvidia, cuja divulgação de um balanço trimestral arrasador foi um dos grandes destaques do noticiário financeiro da última semana.
"A Nvidia teve resultados de fato muito fortes, entregou neste trimestre o que era esperado apenas para o próximo. Bastante gente já revisou suas estimativas. E essa tendência, na nossa visão, é a empresa ainda negociando a 30 vezes earnings [lucros]. Não é um múltiplo tão caro a ponto de você achar que o negócio não faz sentido", disse Melo.
Desde o fim de 2022, as ações da Nvidia (NVDA) já se valorizaram mais de 400% na bolsa americana Nasdaq, com entregas de resultados pela empresa paulatinamente acima das estimativas dos mercados.
Mesmo assim, o desempenho estelar levou muita gente a se questionar se o papel não subiu demais, ou se não poderia até mesmo ser uma bolha.
Para o estrategista do BTG, entretanto, o desempenho da Nvidia pode ser explicado pela sua performance operacional.
Em outras palavras, segundo Melo, não houve expansão de múltiplos, isto é, não houve, de alguma forma, uma expectativa tão grande do mercado em relação aos resultados da companhia que ela se tornasse uma daquelas teses de longuíssimo prazo, cujos resultados projetados só viriam num futuro mais distante.
"Encontrar papéis expostos a teses seculares de maneira estrutural e que têm grande peso nos índices de ações fora dos Estados Unidos é um desafio", completou Melo.
Até quando o assunto é investimento, encontrar as novas estrelas e hits é mais fácil na "cena" de Wall Street.
O galpão logístico que é protagonista de uma batalha com os Correios terá novo inquilino e o contrato prevê a redução da vacância do FII para 3,3%
Movimento faz parte da reta final da recuperação judicial nos EUA e impacta investidores com forte diluição
As empresas substituíram os papéis da Cyrela (CYRE3) e Rede D’Or (RDOR3)
A companhia promoveu um grupamento na proporção 2 por 1, sem alteração do capital social, mas outra aprovação também chamou atenção do mercado
Após a compra, o fundo passará a ter 114 imóveis em carteira, com presença em 17 estados e uma ABL de aproximadamente 1,2 milhão de metros quadrados
ADRs da Vale e Petrobras antecipam dia de volatilidade enquanto mercados voltam do feriado; aversão a risco e queda do minério de ferro explicam quedas
Com fluxo estrangeiro concentrado no Ibovespa, as small caps também sobem no ano, mas ainda não brilham. Werner Roger, CIO da Trígono Investimentos, conta o que falta para isso
Wall Street não parou nesta terça-feira (17), encerrando o pregão com alta modesta. Já na B3, o investidor troca a fantasia pelos gráficos e encara a ata do Fed em plena Quarta-feira de Cinzas.
Embora um entendimento geral tenha sido alcançado nesta terça-feira (17), o Oriente Médio segue em alerta com trocas ameaças de ataque de Trump e o fechamento do Estreito de Ormuz
Mudança na margem para ouro, prata e platina aceleraram a queda de preços dos metais; entenda o que mudou e como isso mexeu com as cotações
Com baixa vacância, contratos longos e espaço para reciclagem de ativos, Patria Renda Urbana segue entre os preferidos da corretora
Um único relatório impulsionou o valor da empresa na bolsa em 30%, mas teve um efeito muito maior para outras companhias de logística
Ainda que 850 mil investidores seja um marco para a indústria de ETFs, ainda é um número pequeno na comparação com o número de 100 milhões de investidores na renda fixa e de 5,4 milhões na renda variável
Pregão ficará fechado por alguns dias e voltará em horário reduzido; Tesouro Direto também sofre alterações
Há um leque de oportunidades no mundo dos ETFs, para diferentes tipos de investidores, do mais conservador ao mais agressivo
Levantamento da Quantum Finance mostra que fundos de papel lideraram as altas de janeiro, com retornos que chegaram a ser seis vezes maiores que o do IFIX
Ainda dá tempo de embolsar os ganhos. Veja até quando investir na ação para ter direito ao pagamento de juros sobre o capital próprio
Além da perspectiva positiva para o primeiro trimestre de 2026, a siderúrgica está sendo beneficiada por uma medida que pega a China em cheio; entenda os detalhes
A narrativa de rotação global de ativos, a partir dos Estados Unidos, segue em curso. S&P 500 e Nasdaq terminaram o dia em baixa.
Em painel na CEO Conference 2026, do BTG Pactual, o CIO da Ibiuna afirmou que uma eventual alternância de poder pode destravar uma reprecificação relevante dos ativos e pressionar os juros reais para baixo