Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

ENTREVISTA EXCLUSIVA

Gestor da Itaú Asset aposta em rali de fim de ano do Ibovespa com alta de até 20% — e conta o que falta para a arrancada 

Luiz Ribeiro é responsável pelas carteiras de duas famílias de fundos de ações da Itaú Asset e administra um patrimônio de mais de R$ 2,2 bilhões em ativos

Camille Lima
Camille Lima
11 de novembro de 2024
6:19 - atualizado às 17:17
Montagem do touro dourado encarando urso dourado na frente da B3 | Ibovespa
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Que a bolsa brasileira está barata, os investidores locais já cansaram de ouvir. A dúvida, na realidade, agora é: em que momento essa situação vai se reverter e o Ibovespa de fato começará a andar? Para Luiz Ribeiro, gestor de renda variável da Itaú Asset, a resposta é: logo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Responsável pelas carteiras de duas famílias de fundos com mais de R$ 2,2 bilhões da gestora ligada ao maior banco privado brasileiro, Ribeiro vê elementos para um rali de fim de ano do Ibovespa.

“Dada a posição técnica, eu acho provável uma alta de 15% a 20% em relação aos patamares em que estamos hoje”, afirmou, em entrevista ao Seu Dinheiro.

Luiz Ribeiro, gestor de renda variável das famílias de fundos Asgard e Dunamis da Itaú Asset.
Luiz Ribeiro, gestor de renda variável das famílias de fundos Asgard e Dunamis da Itaú Asset. | Foto: Divulgação

Um dos gatilhos potenciais para a arrancada do Ibovespa no curto prazo é o anúncio de um pacote fiscal robusto pelo governo. Atualmente, não há uma data certa para a divulgação do plano de corte de gastos, mas a expectativa é que aconteça já nos próximos dias.

“Estamos em uma fase do ano historicamente favorável para ações. A bolsa pode vivenciar um novo rali de curto prazo se o pacote fiscal for consistente. Isso teria potencial para derrubar a atual percepção de risco muito alta, especialmente considerando que existe uma alocação em bolsa muito baixa entre investidores locais e estrangeiros em relação à média histórica”, disse.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Uma saída para o beco fiscal que a economia se meteu poderia trazer as taxas de juros de longo prazo para níveis melhores, abaixo de IPCA+6%. Nesse cenário, a bolsa poderia se aproximar dos múltiplos históricos, de 11 vezes a 11,5 vezes a média de preço sobre lucro dos últimos 10 anos — atualmente o Ibovespa negocia abaixo de 8 vezes/lucro.

Leia Também

Por que a bolsa brasileira está barata?

Para o gestor da Itaú Asset que cuida das famílias de fundos de ações Dunamis e Asgard, o atual desconto da bolsa brasileira não representa um problema com as empresas ou com o mercado brasileiro.

Afinal, o saldo da nova safra de balanços corporativos do terceiro trimestre é majoritariamente positivo até agora, com diversos resultados robustos, redução de endividamento e lucros sustentáveis.

E mesmo do lado macroeconômico, o país vivencia um crescimento do PIB (produto interno bruto) na casa de 3% enquanto o desemprego encontra-se a níveis bem mais baixos em relação à média histórica.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“À medida que as companhias performam bem em termos de resultado, o mercado fica cada vez mais barato, porque os lucros vão crescendo e o preço da ação não move. Uma hora, você vai ter um catch up desse nível de valuation e desse múltiplo”

De acordo com Ribeiro, o principal motivo por trás do desempenho negativo do Ibovespa neste ano — que acumulou queda de quase 5% desde janeiro — é a atual percepção de risco do mercado. A aversão ao risco catalisada pelas incertezas do lado macroeconômico bate diretamente nos juros de longo prazo. 

“Você não pode estar com uma NTN-B  [Tesouro IPCA+, título público corrigido pela inflação] longa e pagando IPCA mais quase 7% e esperar que a bolsa vá negociar a um múltiplo muito mais alto do que está hoje”, disse o gestor.

E por que isso faz preço na bolsa? Pois os juros de longo prazo são o referencial do mercado para descontar o fluxo de caixa das empresas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“A bolsa vai continuar negociando a um múltiplo baixo até que tenha uma visibilidade melhor com relação à taxa de juros de longo prazo. Esse é o jogo hoje. É difícil dizer que a bolsa vai negociar a um múltiplo de 11 vezes o P/L de novo com a curva longa atual. Mas esse patamar é possível em um cenário de médio e longo prazo”, disse o gestor.

Segundo o gestor, é preciso uma percepção de risco mais baixa, especialmente do lado das contas públicas, para que o mercado volte a subir de maneira mais consistente.

Os setores favoritos na bolsa do setor da Itaú Asset

Pela política do Itaú, Ribeiro não comenta sobre ações específicas, mas indicou as principais alocações setoriais da carteira dos fundos.

Em uma postura atualmente mais defensiva, o gestor aposta em papéis de utilities — que engloba os segmentos de saneamento básico e energia elétrica —, que tendem a performar bem diante de eventuais relaxamentos monetários, além de empresas no setor industrial e exportadoras, que se beneficiam em momentos de dólar mais forte.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O portfólio dos fundos Dunamis e Asgard também tem posições em consumo não discricionário, com preferência por farmácias e varejistas de alimentos.

Outro setor que compõe a carteira dos fundos geridos por Ribeiro é o financeiro, que é beneficiado pela melhora na economia e menos sensível às altas taxas de juros. Os bancos ainda vêm registrando resultados robustos, com queda da inadimplência e melhores crescimentos de carteiras de crédito.

Outros riscos no radar do Ibovespa

Para além das preocupações domésticas, com incertezas fiscais e juros em alta, a bolsa brasileira e outros mercados emergentes podem vivenciar uma pressão vinda do exterior, especialmente após a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos.

Isso porque a vitória do republicano na corrida à Casa Branca gera algumas implicações para mercados emergentes, a começar pelo dólar mais forte no mundo inteiro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Quando foi confirmada a vitória do Donald Trump, houve um um aumento na curva de juros norte-americana mais longa devido à expectativa de inflação maior e também por conta de um fiscal um pouco mais solto nos EUA. Tudo isso combinado leva ao fortalecimento do dólar, o que gera uma ligeira piora no cenário exterior para mercados emergentes.”

A expectativa de inflação maior nos EUA deve-se ao potencial inflacionário das políticas de Trump para a economia norte-americana. Entre as medidas trumpistas que podem ter efeito direto na alta de preços por lá, estão: 

  • Fiscal: estímulo maior às empresas americanas;
  • Tarifária: protecionismo, com aumento de impostos para negócios estrangeiros;
  • Imigração mais restritiva: efeito direto no custo de mão de obra. 

Ribeiro avalia que a desregulamentação e os estímulos fiscais defendidos por Trump também favorecem os ativos norte-americanos e tendem a drenar fluxo de investidores para mercados como o Brasil.

“O mercado americano passa a ser mais atrativo, pelo menos no curto prazo. Ainda não dá para dizer se ele vai realmente colocar tudo o que vem dizendo no discurso em prática. Mas, a princípio, parece ter um efeito mais negativo do que positivo para a bolsa”, disse.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para o gestor, é fato que o cenário externo ficou um pouco mais complicado. No entanto, há potenciais ventos positivos para o Ibovespa, como uma possível diminuição das tensões na Europa e no Oriente Médio.

Além disso, apesar da desaceleração, as economias globais continuam com crescimentos razoáveis — mesmo a China, que recentemente anunciou um pacote de 10 trilhões de yuans (R$ 8 trilhões, no câmbio atual), num período de 5 anos, com intuito de dar suporte à dívida dos governos locais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
RECICLANDO O PORTFÓLIO

LOG (LOGG3) fecha maior venda da história com acordo de R$ 1,02 bilhão com FII do Itaú; veja os detalhes da operação

4 de maio de 2026 - 10:05

A operação envolve a alienação de 11 empreendimentos logísticos e reforça a estratégia de reciclagem de portfólio da companhia

SADIA HALAL

IPO de US$ 2 bilhões a caminho: MBRF (MBRF3) dá passo final para colocar uma gigante na bolsa; veja detalhes

4 de maio de 2026 - 9:11

A companhia anunciou que concluiu o acordo com o fundo soberano da Arábia Saudita para criação da Sadia Halal. O próximo passo é o IPO na bolsa de lá, com valor de mercado estimado ultrapassando os US$ 2 bilhões

NOVAS MÁXIMAS

Bolsas de NY renovam recordes com esperança em relação à guerra no Irã; Nasdaq fecha acima dos 25 mil pontos pela primeira vez

1 de maio de 2026 - 18:26

Balanços corporativos também mexeram com índices de ações norte-americanos; petróleo caiu com possível acordo entre Irã e EUA

SOBE E DESCE

Duas siderúrgicas e um estranho no ninho: o que levou Usiminas (USIM5), Hapvida (HAPV3) e Gerdau (GGBR4) às maiores altas do Ibovespa em abril?

1 de maio de 2026 - 15:32

Já o carro das ações com pior desempenho foi puxado pela MBRF; veja os rankings completos das melhores e piores ações do mês

MAÇÃ DE OURO

Ação da Apple (AAPL) sobe depois de alta de quase 20% no lucro com sucesso do iPhone 17; saiba qual é o risco no horizonte

1 de maio de 2026 - 11:48

A falta de chips não é o único obstáculo da inteligência artificial para as empresas de tecnologia, que mostram que a corrida pela IA vai custar caro

SD ENTREVISTA

Bolsa brasileira não está barata, mas vale a pena pagar mais caro por boas empresas, afirma gestor da Itaú Asset

30 de abril de 2026 - 16:05

Ao Seu Dinheiro, Rodrigo Koch, responsável pelas estratégias de ações da família Optimus, explica por que trocou a busca por “barganhas” pela segurança da liquidez

INADIMPLÊNCIA NO ARRANHA-CÉU

FII BMLC11 leva calote e move ação de despejo contra locatária do prédio mais alto do RJ; entenda os impactos nos dividendos

30 de abril de 2026 - 11:40

O espaço ocupado pela empresa representa cerca de 2% da área bruta locável (ABL) do BMLC11, o que limita o impacto operacional

RENDA EXTRA PARA COMPRAS

Iguatemi (IGTI11) prevê investimentos e dividendos milionários para 2026; confira o anúncio da operadora de shopping centers

30 de abril de 2026 - 11:01

A Iguatemi publica seu balanço do primeiro trimestre de 2026 (1T26) em 5 de maio e pode apresentar, de acordo com o Itaú BBA, crescimento de 9,6% na receita líquida

PRESSÃO TOTAL

O dia em que o otimismo evaporou da bolsa, fez o Ibovespa fechar no pior nível em um mês e Nova York sucumbir

29 de abril de 2026 - 17:53

No câmbio, o dólar à vista fechou em alta, voltando a ficar acima dos R$ 5,00; confira o que mexeu com os mercados nesta quarta-feira (29)

JOIA RARA

Bradsaúde (ODPV3) faz olhos do Itaú BBA brilharem, que eleva a recomendação para compra; mas entenda qual é o risco

29 de abril de 2026 - 15:45

O Itaú BBA acredita que é uma uma operadora líder geradora de caixa, investimentos hospitalares de alto retorno e um perfil atrativo de dividendos

TOUROS E URSOS #268

O dólar está ‘no limite’? Por que este gestor especialista em câmbio não vê muito mais espaço para queda

29 de abril de 2026 - 14:30

Alfredo Menezes, CEO e CIO da Armor Capital, participou da edição desta semana do podcast Touros e Ursos. Para ele, a moeda norte-americana já se aproxima de um piso e tende a encontrar resistência para cair muito além dos níveis atuais

AUMENTOU A VACÂNCIA

Fundo imobiliário perde inquilina que responde por 16% da receita; confira os impactos no bolso dos cotistas

29 de abril de 2026 - 10:46

Os espaços que serão devolvidos pela inquilina representam, aproximadamente, 11,7% da área bruta locável (ABL) do portfólio do HOFC11

LOGÍSTICA DAY

Nova casa do Mercado Livre: FII do BTG Pactual entrega maior galpão built-to-suit da América Latina; confira os detalhes do novo espaço

28 de abril de 2026 - 18:02

O imóvel é o primeiro ativo de desenvolvimento (greenfield) realizado pela plataforma logística do BTG Pactual

O DÓLAR VAI DERRETER?

Nem Lula, nem Flávio Bolsonaro: o vencedor nas pesquisas eleitorais é o real — e Citi monta estratégia para lucrar com o câmbio

28 de abril de 2026 - 17:08

Enquanto o mercado teme a urna, o banco norte-americano vê oportunidade; entenda a estratégia para apostar na valorização do real diante do cenário eleitoral acirrado no Brasil

VEJA DETALHES

IPO de até R$ 5 bilhões: Compass confirma oferta de ações que ‘sairão do bolso’ dos acionistas, incluindo a Cosan (CSAN3)

28 de abril de 2026 - 9:02

Operação será 100% secundária, o que significa que o dinheiro não entrará no caixa da empresa e, sim, no bolso dos acionistas vendedores, e pode envolver inicialmente 89,28 milhões de ações, com possibilidade de ampliação conforme a demanda

A GEOPOLÍTICA DO DINHEIRO

O dólar mais baixo veio para ficar? Inter corta projeção para 2026 e recalibra cenário de juros e inflação

27 de abril de 2026 - 20:09

Moeda norte-americana perde força globalmente, enquanto petróleo elevado e tensões no Oriente Médio pressionam inflação e limitam cortes de juros; confira as projeções do banco

CONTRATO DE EVENTO

B3 estreia 6 novos contratos de eventos: saiba como funcionam os “derivativos simplificados” de Ibovespa, dólar e bitcoin

27 de abril de 2026 - 19:15

O Seu Dinheiro explica de forma simples como funciona essa forma de operar derivativos com risco limitado

ALUGUEL DE AÇÕES EM DISPARADA

Às vésperas de eleição decisiva na Hapvida (HAPV3), controladores ‘mostram os dentes’ para defender o poder na empresa

27 de abril de 2026 - 18:45

Com aluguel de ações disparando, o movimento que normalmente indicaria pressão vendedora revela, na verdade, uma disputa silenciosa por poder, em que papéis são utilizados como instrumento para ampliar influência na assembleia que decidirá o futuro do conselho

OFERTA PÚBLICA DE AQUISIÇÃO

Sabesp (SBSP3) quer a Emae só para si: com oferta na mesa, EMAE4 dispara até 20% fora do Ibovespa

27 de abril de 2026 - 12:25

As ações da Emae saltam após a confirmação de que a Sabesp, acionista controladora, quer adquirir a totalidade das ações por R$ 61,83 por papel

RESUMO SEMANAL

Estrangeiros de saída do Ibovespa? Bolsa cai 2,8% na semana, mas Hapvida (HAPV3) brilha e dispara 15%

25 de abril de 2026 - 11:32

Nos últimos sete pregões, o saldo do investidor estrangeiro foi de saída líquida de cerca de R$ 3 bilhões

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia