Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Larissa Vitória

Larissa Vitória

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo portal SpaceMoney e pelo departamento de imprensa do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

ELISA AGRO

Empresa de donos da Mitre (MTRE3) pede recuperação judicial; Fiagro da B3 com mais de sete mil cotistas pode ser afetado

A Elisa Agro soma R$ 680 milhões em dívidas, com cerca de R$ 300 milhões ligados a CRAs que estão na carteira do fiagro GCRA11

Larissa Vitória
Larissa Vitória
6 de fevereiro de 2024
13:37 - atualizado às 8:41
Máquina em um campo voltado à agropecuária representando os investimentos de um fiagro
Agropecuária - Imagem: Shutterstock

A venda de quase 10% das ações da Mitre (MTRE3) pelos fundadores não foi suficiente para sanar os problemas financeiros da Elisa Agro Sustentável. A empresa de agropecuária que pertence aos controladores da incorporadora entrou nesta terça-feira (6) com um pedido de recuperação judicial.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A informações foi divulgada pelo Fiagro Galapagos Recebíveis do Agronegócio (GCRA11) e confirmada pela companhia. O fundo investe pouco mais de 8% de seu patrimônio líquido em Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) devidos pela companhia.

"A opção é a melhor alternativa no momento, uma vez que se trata de um instrumento jurídico fundamental para preservar os direitos da empresa, dos seus funcionários, fornecedores, prestadores de serviços e clientes", diz a Elisa Agro em nota enviada ao Seu Dinheiro — confira o conteúdo na íntegra ao final do texto.

Com a notícia, as cotas do fiagro recuavam 3,65% na B3 por volta das 13h15. No mesmo horário, as ações da Mitre operavam em alta de 3%.

De acordo com o CGRA11, a securitizadora dos títulos aparece como "não sujeito" na lista de credores — ou seja, não deve entrar na RJ. Ainda assim, o pedido de RJ deve levar ao vencimento antecipado automático dos CRAs.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A gestora do fiagro relembra que os títulos têm garantias reais como terras e equipamentos e conta com o aval do espólio de Jorge Mitre, médico e empresário que presidiu o conselho de administração da Mitre até seu falecimento, em junho de 2022.

Leia Também

Segundo a gestora, o espólio "detém patrimônio relevante livre de quaisquer ônus e que deverão responder pelas dívidas garantias pelo aval antes da efetiva distribuição aos herdeiros".

ONDE INVESTIR EM FEVEREIRO: AÇÕES, DIVIDENDOS, FIIS, BDRS E CRIPTOMOEDAS - MELHORES INVESTIMENTOS

CEO da Mitre (MTRE3) é fiador de CRAs da Elisa Agro

Vale destacar ainda que Fabricio Mitre, atual CEO da incorporadora, e Maria Elisa Marcondes Mitre, viúva de Jorge, são fiadores dos CRAs.

No mês passado, a família chegou a vender uma parte dos papéis da Mitre e reduziu sua participação na companhia para 40% visando fazer caixa e reduzir a dívida da Elisa Agro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O movimento foi necessário pois os controladores haviam dado ações da incorporadora em garantia de empréstimos para a empresa de agropecuária do grupo.

Após a negociação que havia garantido 12 meses de carência e 48 meses de prazo para o pagamento do saldo remanescente das dívidas da Elisa , os papéis da Mitre ficaram desvinculados da dívida da companhia. Além disso, Fabricio afirmou que os controladores não venderiam mais papéis da incorporadora.

Hoje, porém, a companhia agropecuária protocolou um pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça do Estado de Goiás. Segundo a empresa, a opção permitirá manter a operação em funcionamento enquanto a gestão "busca alternativas para honrar o pagamento dos credores e ganhar musculatura para continuar crescendo no mercado".

De acordo com a petição a qual o SD obteve acesso, as dívidas da empresa somam R$ 680 milhões. Desse total, cerca de R$ 327 milhões correspondem aos CRAs e R$ 49 milhões tem vencimento nos próximos 90 dias.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O documento explica ainda que, como condição à obtenção de linha de crédito, os bancos exigiram a previsão contratual de vencimento antecipado de dívidas em caso de pedido de recuperação judicial. Se as cláusulas forem acionadas, o valor exigido nos próximos três meses subirá para R$ 70 milhões.

"O Grupo Elisa Agro envidou todos os esforços para solucionar as dívidas contraídas, mas não conseguirá arcar com as parcelas já vencidas, bem como parcelas vincendas, seja do CRA, seja de suas outras
obrigações", argumentam os advogados no documento enviado à Justiça.

VEJA TAMBÉM EM A DINHEIRISTA - Posso parar de pagar pensão alimentícia para filha que não vejo há quatro anos?

O que diz a Elisa Agro

Procurada e questionada se o posicionamento do controlador quanto a novas vendas de ações para socorrer a Elisa Agro mudou, a Mitre informou que não possui nenhum vínculo com a companhia e, por isso, não irá se posicionar sobre o assunto.

Já a Elisa Agro enviou uma nota cujo conteúdo está disponível na íntegra abaixo:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Elisa Agro Sustentável, uma das maiores empresas de agricultura irrigada do Brasil, comunica ao mercado que protocolou pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, visando a reestruturação de suas dívidas com credores, entre eles bancos, fundos de investimentos e fornecedores. O valor da dívida totaliza R$ 680 milhões. Desse volume, cerca de R$ 327 milhões correspondem a credores detentores de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), que são títulos de renda fixa usados por empresas para captação de recursos no mercado de capitais.

Com o recurso da Recuperação Judicial, a Elisa Agro suspende o pagamento de obrigações financeiras e a antecipação de vencimentos de dívidas por seis meses. Nesse período, pela lei, a companhia garante o direito de negociar um plano de recuperação com os credores, prevendo novas condições e prazos de pagamento de suas dívidas, sem interromper as operações e, consequentemente, preservando empregos diretos e indiretos.

Com atuação no Vale do Araguaia, no nordeste de Goiás, a Elisa Agro foi pioneira na transformação da região na agricultura irrigada por sistema de pivôs, que permitem a integração entre lavoura e pecuária com maior produtividade e eficiência no uso de água para as plantações. Produtora de soja, algodão, milho e feijão, a Elisa Agro também investe em conversão de pastagens, em muitos casos degradadas, em áreas de plantio – com agricultura irrigada de alta produtividade, sem que isso implique na derrubada de florestas ou em prejuízos ambientais nas regiões onde atua.

Em 2022, a companhia concluiu a captação de R$ 293 milhões de CRAs para avançar na estratégia de expansão dos negócios. Os planos, entretanto, foram afetados pela crise provocada pela pandemia do Covid, que atrasaram a implementação do projeto e, consequentemente, os resultados da operação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Entre as principais razões que impactaram a performance da companhia, destacam-se inúmeras dificuldades enfrentadas na última fase de expansão, que previa a implementação de 40 pivôs centrais, que transformariam o projeto da Elisa Agro na maior estrutura de agricultura irrigada a ser montada de uma só vez na história do Brasil.

O período de montagem da estrutura coincidiu com grandes desafios operacionais, como a falta de peças e de mão de obra para implementar os serviços e a demora da concessionária para fazer a ligação do sistema elétrico, que permitiria ao projeto entrar em operação. No mesmo período, situações adversas, como a guerra da Ucrânia, comprometeram o abastecimento de insumos para as lavouras e provocaram a escalada dos custos no mercado global e, portanto, em toda a cadeia produtiva do agronegócio, impedindo a realização de safras estimadas no calendário.

Além disso, uma combinação de fatores macroeconômicos agravou ainda mais o cenário mundial e, consequentemente, as operações da Elisa Agro. A queda significativa dos preços das principais commodities agrícolas, como soja, milho e feijão, reduziu a geração de receitas da companhia. Enquanto isso, a alta das taxas de juros contribuiu para o aumento do endividamento.

A opção pela Recuperação Judicial é a melhor alternativa no momento, uma vez que se trata de um instrumento jurídico fundamental para preservar os direitos da empresa, dos seus funcionários, fornecedores, prestadores de serviços e clientes, bem como garantir a oportunidade para manter a operação em funcionamento, à medida que busca alternativas para honrar o pagamento dos credores e ganhar musculatura para continuar crescendo no mercado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
REAÇÃO AO BALANÇO

Grupo Mateus (GMAT3) desaba na bolsa: o que explica a queda de quase 17% em um dia e como ficam os papéis agora?

19 de março de 2026 - 18:01

O desempenho do 4T25 frustrou as expectativas, com queda nas vendas, pressão sobre margens e aumento de despesas, reforçando a leitura de desaceleração operacional

HORA DE INVESTIR?

Lojas Renner (LREN3) pode subir até 50%: mesmo com ‘críticas’ dos investidores, XP cita 4 motivos para a varejista ser a favorita do setor

19 de março de 2026 - 14:31

XP tem recomendação de compra para Lojas Renner (LREN3) com potencial de valorização de até 50%; veja por que a ação é a preferida do varejo

OS PROBLEMAS DE SEMPRE

Hapvida (HAPV3) tem trimestre ainda pior do que a tragédia do 3T25, e futuro CEO reconhece frustração — mas traça plano para virar o jogo

19 de março de 2026 - 12:40

Mais um resultado muito fraco no 4T25, com queda de rentabilidade, queima de caixa e perda de beneficiários, expõe desafios estruturais e leva a companhia a reforçar plano focado em execução, eficiência e preservação de capital

ALÉM DO SOL E DO VENTO

Oportunidade atômica: expansão da energia nuclear no mundo abre janela para o investidor brasileiro — e BTG diz por onde você pode começar

18 de março de 2026 - 18:15

Com retornos acima de 110% desde 2024, os ETFs de energia nuclear superam o S&P 500; demanda por inteligência artificial impulsiona a tese de investimento

COMMODITIES EM ALTA

Petróleo no topo: o ETF que já sobe quase 15% no ano e deixa o Ibovespa para trás

18 de março de 2026 - 14:29

Com uma carteira composta por cerca de 40% em ações de óleo e gás, o ETF acumula uma alta de 14,94% no ano, superando o desempenho do Ibovespa, que avança 11,64% no mesmo período

TOUROS E URSOS #263

O ‘rali mais odiado’ e a escassez de ações: o que esperar do Ibovespa em meio à guerra e às eleições no segundo semestre

18 de março de 2026 - 13:48

Christian Keleti, sócio-fundador e CEO da Alphakey, avalia que o Ibovespa tem espaço para subir mais com o fluxo estrangeiro, mesmo diante do conflito no Irã

AS PREFERIDAS

Com mudanças do governo no MCMV, essas duas construtoras devem se destacar, segundo BBI

18 de março de 2026 - 11:15

Em relatório, o banco destacou que, nesse nicho, Cury (CURY3) e Tenda (TEND3) são as principais beneficiadas pelas eventuais mudanças no programa governamental

HORA DE ENCHER O CARRINHO

Queda dos papéis do Nubank (ROXO34) é música para os ouvidos do Itaú BBA: por que o banco recomenda investir nas ações do roxinho?

17 de março de 2026 - 19:51

Itaú BBA explica os três fatores que derrubaram as ações do Nubank, mas recomendam aproveitar a queda para se expor aos papéis; entenda

HORA DE COMPRAR

Usiminas (USIM5) está prestes a deslanchar? UBS BB eleva recomendação e vê espaço para alta de quase 40%

17 de março de 2026 - 19:08

Banco vê mudança estrutural no setor com medidas protecionistas e avalia que o mercado ainda não precificou totalmente o potencial de alta da siderúrgica

AÇÃO EM ALTA

Vale a pena investir? Sabesp (SBSP3) aprova R$ 583 milhões em JCP após lucro de quase R$ 2 bilhões no 4º trimestre

17 de março de 2026 - 14:00

Ações da ex-estatal de saneamento sobem após a divulgação do balanço do 4º trimestre, aumento de capital e renda extra para os acionistas

RETORNOS SUSTENTÁVEIS

Carteira ESG: B3 (B3SA3) e Motiva (MOTV3) são as favoritas dos analistas para investir agora e buscar lucros com sustentabilidade

16 de março de 2026 - 14:03

Ações da Motiva podem valorizar mais de 31%, segundo analistas do BTG Pactual; confira as indicações dos bancos e corretoras para buscar ganhos com ações ligadas a ESG

NO RADAR DO INVESTIDOR

Petróleo em alta no mundo e diesel mais caro no Brasil: a semana que pressionou bolsa, dólar e juros

14 de março de 2026 - 12:48

Temores sobre o Estreito de Ormuz, aumento do petróleo e incertezas geopolíticas pressionam ativos; mercado agora aguarda decisão do Copom

GLOBAL MONEY WEEK

B3 oferece aulas gratuitas sobre investimentos e educação financeira; veja como participar

14 de março de 2026 - 9:21

Programação faz parte da Global Money Week e inclui cinco aulas on-line sobre organização financeira, Tesouro Direto, proteção de investimentos e diversificação de carteira

RENDA COM IMÓVEIS

Fundos imobiliários batem recorde de investidores e Ifix está nas máximas históricas: há espaço para mais?

13 de março de 2026 - 19:45

Fundos imobiliários estão descontados e podem gerar retornos atrativos em 2026, mas Itaú BBA indica que é preciso se atentar a indicadores para evitar ciladas; XP também tem visão positiva para a indústria no ano

KIT GEOPOLÍTICO

Petróleo nas alturas: CMDB11, ETF de commodities, ganha força como estratégia de proteção das carteiras

13 de março de 2026 - 16:17

Fundo do BTG listado na B3 reúne empresas brasileiras ligadas a setores como petróleo, mineração e agronegócio, oferecendo exposição diversificada ao ciclo de commodities

REAÇÃO AO BALANÇO

Magalu (MGLU3) passou no ‘teste de fogo da Selic’ enquanto outras sucumbiram, diz Fred Trajano

13 de março de 2026 - 13:39

CEO destaca que Magalu teve lucro em ambiente de juros altos, enquanto analistas veem desempenho misto e pressão no e-commerce

FATIA MAIOR

Vale (VALE3) cancela quase 100 milhões de ações mantidas em tesouraria; entenda a vantagem para o acionista

13 de março de 2026 - 11:15

Quando a companhia decide cancelar as ações em tesouraria, o acionista acaba, proporcionalmente, com uma fatia maior da empresa, uma vez que parte dos papéis não existe mais

O MOTIVO DA QUEDA

Ouro naufraga na tempestade do Oriente Médio. É o fim da linha para o porto seguro dos investidores?

12 de março de 2026 - 16:14

O metal precioso fechou em baixa de 1% e levou com ele a prata, que recuou menos, mas acompanhou o movimento de perdas

MERCADOS

Sem colete à prova de balas, Ibovespa cai mais de 2% e dólar vai às máximas do dia; bolsa sangra com Irã-EUA e fogo amigo do IPCA 

12 de março de 2026 - 12:47

Bolsas ao redor do mundo sentiram os efeitos do novo capítulo do conflito no Oriente Médio, enquanto o barril do Brent voltou a ser cotado aos US$ 100

PEGOU UM SHAPE

Smart Fit (SMFT3) dá salto de 6% na bolsa. Para o BTG, a era fitness pode gerar lucro de 56% aos investidores

11 de março de 2026 - 16:41

A rede teve um salto de quase 20% no lucro líquido recorrente do 4º trimestre de 2025 e planeja abrir até 350 de academias neste ano

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar