🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

TÁ DANDO FAROL ALTO

Com Trump pedindo passagem, Fed reduz calibre do corte de juros para 0,25 pp — e Powell responde o que fará sob novo governo

A decisão acontece logo depois que o republicano, crítico ferrenho do banco central norte-americano, conseguiu uma vitória acachapante nas eleições norte-americanas — e na esteira de dados distorcidos do mercado de trabalho por furacões e greves

Carolina Gama
7 de novembro de 2024
16:10 - atualizado às 14:16
Em um fundo com a bandeira dos EUA e gráfico da bolsa, o presidente do Fed, Jerome Powell, está de pé em frente a um púlpito. Ele veste terno azul marinho. Atrás dele, está Donald Trump, também vestindo terno azul marinho.
Jerome Powell (primeiro plano) e Donald Trump - Imagem: Casa Branca/Montagem: Seu Dinheiro

Imagine dirigir um carro com uma neblina tão densa que a única opção é reduzir a velocidade e aumentar a distância de frenagem para ter mais tempo de reação em caso de perigo. Ao julgar o que fazer com os juros nesta quinta-feira (7), o Federal Reserve (Fed) não precisou de manobras. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Seguindo a trilha de uma economia mais brilhante do que há um mês, de dados distorcidos do mercado de trabalho e de uma eleição presidencial que acabou de acontecer — e que colocou Donald Trump, um crítico do Fed, na Casa Branca novamente —, o banco central norte-americano realizou um corte menor de juros hoje, de 0,25 ponto percentual (pp), colocando a taxa entre 4,50% e 4,75% ao ano. 

Diferente de setembro, a decisão foi unânime e não houve mudanças na política de redução da participação do Fed nos títulos do Tesouro e nos títulos lastreados em hipotecas, os chamados MBS.

O mercado não foi pego na curva com a decisão, embora tenha perdido um pouco do suporte. Dados compilados pelo CME Group já mostravam 97% de chance de a redução deste encontro ser inferior à de setembro, quando o BC dos EUA cortou os juros em 0,50 pp e deu início ao ciclo de afrouxamento monetário depois de quatro anos. 

Em Wall Street, o S&P 500 subia 0,59%, enquanto o Nasdaq avançava 1,31% e o Dow Jones operava próximo da estabilidade  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por aqui, o Ibovespa seguiu em queda de 0,50%, aos 129.691,38 pontos, enquanto o dólar no mercado à vista avançava 0,17%, a R$ 5,6842. 

Leia Também

A visibilidade do Fed na decisão dos juros de hoje

Um nevoeiro pode ficar mais denso inesperadamente, por isso, a dica para o condutor é, em caso de visibilidade muito reduzida, parar em local seguro. 

Na decisão de hoje, no entanto, o Fed não saiu da estrada mesmo com a visão distorcida pelos furacões Milton e Helene, que devastaram partes da Carolina do Norte e da Flórida, e pela greve dos trabalhadores da Boeing — eventos que, embora temporários, pesaram sobre o mercado de trabalho norte-americano. 

Em outubro, a economia norte-americana criou apenas 12 mil vagas, bem abaixo das projeções que passavam de 100 mil para o período e das 254 mil de setembro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Indicadores recentes sugerem que a atividade econômica continuou a se expandir em um ritmo sólido. Desde o início do ano, as condições do mercado de trabalho têm melhorado em geral, e a taxa de desemprego tem subido, mas continua baixa. A inflação progrediu em direção ao objetivo de 2% do Comitê, mas continua um pouco elevada", diz o comunicado com a decisão.

O documento também trouxe mudanças. Em setembro, o Fomc dizia que "ganhou maior confiança de que a inflação está se movendo de forma sustentável em direção a 2%" — um trecho retirado do comunicado de hoje.

TRUMP ELEITO: Como ficam DÓLAR, JUROS e em quais AÇÕES INTERNACIONAIS apostar

Uma eleição no espelho retrovisor

A paisagem em rápida mudança — afetada por dados que podem um dia parecer fortes e, em outros, preocupantes — ilustra o nível de visibilidade do comitê de política monetária (Fomc, na sigla em inglês) para definir os juros.

Para complicar ainda mais o percurso do banco central norte-americano, a decisão de hoje coloca o Fed sob faróis políticos — algo que os membros do Fomc frequentemente tentam evitar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na véspera desta reunião, Trump conseguiu uma vitória acachapante sobre a rival democrata Kamala Harris — o que significa um problema duplo para o Fed: 

  • o republicano é um crítico contumaz do banco central norte-americano e de seu presidente, Jerome Powell;
  • muitas das propostas que Trump pretende implementar no segundo mandato tem um potencial significativo de acelerar uma inflação que, a custo de um aperto monetário agressivo, só agora se aproxima da meta de 2% ano.

O Seu Dinheiro detalhou os efeitos do Trump 2.0 para a política monetária e para os mercados e você pode conferir tudo aqui

Powell, o condutor da decisão dos juros com Trump pedindo passagem

No nevoeiro, o mais recomendado é usar faróis baixos ou de neblina — jamais faróis altos. E foi assim que Jerome Powell, o presidente do Fed, chegou para conduzir mais uma coletiva após a decisão sobre os novos juros nos EUA. 

Com cautela, o chefão do Fed repetiu pelo menos quatro vezes que o banco central norte-americano persegue o mandato duplo determinado pelo Congresso: estabilidade de preços e máximo emprego.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Imaginando o que estava por vir, Powell fez questão de reforçar que a autoridade monetária não segue um curso predeterminado e que toma decisões "reunião por reunião" e com base em indicadores econômicos.

Mas, assim que abriu a coletiva para perguntas, o presidente do Fed logo foi questionado sobre como a vitória de Trump poderia mudar os planos da política monetária norte-americana. E ele disse que, no curto prazo, a política tem efeito nulo sobre as decisões do banco central.

"A política não define nossas decisões. É difícil projetar a economia em um prazo mais longo; não sabemos os efeitos que as políticas de um governo podem ter. Também não tentamos adivinhar ou especular sobre isso", disse Powell.

"Mas qualquer política do Congresso ou de um governo podem afetar a economia e nossas decisões e, por esse canal, a gente acompanha o que vai acontecer", acrescentou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com a conhecida pressão de Trump sobre o Fed e sobre o próprio Powell, o chefão do BC dos EUA foi questionado sobre a possibilidade de deixar o cargo — e ele foi curto, grosso e direto: "Não".

Muito se especula sobre a chance de Trump retirar Powell do cargo — uma possibilidade que o republicano chegou a cogitar em seu primeiro mandato e que seria sem precedentes na história recente da política monetária norte-americana.

A próxima curva do Fed: a decisão de dezembro

Agora, o que o mercado quer saber é o que os aguarda na próxima curva: a última reunião do ano, marcada 17 e 18 de dezembro.

Uma pista vem das apostas medidas pelo CME Group por meio da ferramenta FedWatch. Após o corte desta quinta-feira (7), a curva futura ampliou a precificação de uma manutenção dos juros na próxima reunião. Ainda assim, a probabilidade de mais um corte de 0,25 pp segue como a mais provável.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Até dezembro teremos mais dados, mais um relatório de emprego, mais dois relatórios de inflação e muitos outros dados. Tomaremos uma decisão quando chegarmos a dezembro", disse Powell, acrescentando que não tem pressa para atingir uma taxa mais neutra de juros — aquela que não superaquece e nem esfria a economia.

"Enquanto nos aproximamos de juros neutros, poderemos reduzir o ritmo de cortes", completou.

Powell também foi questionado sobre uma mudança no comunicado de hoje que retirou a expressão que indicava que a inflação "progrediu ainda mais" na direção da meta do Fomc.

"Mudanças neste comunicado não são sinais de que o Fed vai fazer uma pausa em dezembro", afirmou. "O ponto é que ganhamos confiança de que a inflação está caminhando para os 2%", disse. "A questão do 'progrediu ainda mais' do comunicado de setembro era uma espécie de teste: sabemos o destino, mas não sabemos o ritmo no qual vamos chegar lá. Havia uma certa incerteza sobre isso", acrescentou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
IMPULSO INTERNO E EXTERNO

Usiminas (USIM5) reverte prejuízo no 4T25, mas ação está entre as maiores altas do Ibovespa também por outro motivo

13 de fevereiro de 2026 - 12:41

Além da perspectiva positiva para o primeiro trimestre de 2026, a siderúrgica está sendo beneficiada por uma medida que pega a China em cheio; entenda os detalhes

FECHAMENTO DOS MERCADOS

Dólar cai a R$ 5,18 e volta a fechar no menor nível em quase 2 anos; na bolsa, o dia foi de recordes

11 de fevereiro de 2026 - 18:50

A narrativa de rotação global de ativos, a partir dos Estados Unidos, segue em curso. S&P 500 e Nasdaq terminaram o dia em baixa.

CEO CONFERENCE 2026

“Upsides pornográficos”: derrota de Lula nas eleições pode fazer a bolsa deslanchar, diz André Lion, da Ibiuna

11 de fevereiro de 2026 - 13:32

Em painel na CEO Conference 2026, do BTG Pactual, o CIO da Ibiuna afirmou que uma eventual alternância de poder pode destravar uma reprecificação relevante dos ativos e pressionar os juros reais para baixo

2026 OU...1996?

Dólar perde terreno: ouro supera Treasurys como reserva internacional pela primeira vez em 30 anos; veja o que levou a isso

11 de fevereiro de 2026 - 11:27

Na última vez que o ouro representou uma fatia maior das reservas globais, a tendência dos mercados ainda era de acumulação do metal precioso

DESTAQUES DO IBOVESPA

O balde de água fria na Eneva (ENEV3): por que as ações despencaram 19% após decisão do governo sobre o leilão de energia

10 de fevereiro de 2026 - 12:59

Preços máximos estabelecidos para o leilão ficaram muito abaixo do esperado e participação da empresa se torna incerta

ENTENDA

B3 (B3SA3) deve se esbaldar com dinheiro gringo e corte da Selic neste ano: UBS BB acredita que é hora de comprar

6 de fevereiro de 2026 - 17:05

Entrada forte de capital estrangeiro e expectativa de queda de juros levam banco a recomendar compra das ações da operadora da bolsa

AÇÕES EM QUEDA FORTE

Amazon (AMZO34) aposta pesado em IA. Por que investimentos de R$ 1 trilhão assusta mercado e até o BTC pagou o pato?

6 de fevereiro de 2026 - 11:58

Amazon combina resultados mistos com a maior aposta em IA entre as big techs, assusta investidores e ações sofrem em Wall Street, com efeitos até no Bitcoin e outras critpomoedas

FII DO MÊS

FII de papel ou tijolo? Em fevereiro, os dois são queridinhos dos analistas; confira os fundos imobiliários no pódio

5 de fevereiro de 2026 - 6:14

Descubra quais são os fundos imobiliários favoritos dos analistas para o mês, e saiba como montar sua carteira de FIIs agora

HORA DE COMPRAR?

A Prio (PRIO3) já deu o que tinha que dar? Depois de subirem 20% no ano, papéis ainda podem disparar; Itaú BBA aponta gatilhos

4 de fevereiro de 2026 - 18:42

A empresa vive seu melhor momento operacional, mas o Itaú BBA avalia que boa parte das principais entregas já está no preço; entenda quais gatilhos podem provocar novas altas

VAI PERDER O BONDE?

“Investidor pessoa física só gosta de bolsa quando já está cara”, diz Azevedo, da Ibiuna

4 de fevereiro de 2026 - 17:31

Gestor participou de evento da Anbima e falou sobre a perspectiva de volta do investidor local à bolsa

TOUROS E URSOS #258

Ibovespa nos 200 mil pontos? Gringos compram tudo — mas cadê os investidores brasileiros

4 de fevereiro de 2026 - 14:00

Bruno Henriques, head de análise de renda variável do BTG Pactual, fala no podcast Touros e Ursos sobre a sua perspectiva para as ações brasileiras neste ano

BRASIL NO CENTRO DO MUNDO

Bolsa com força total: gringos despejam R$ 26,3 bilhões em janeiro na B3 e superam todo o fluxo de 2025

3 de fevereiro de 2026 - 20:00

Entrada recorde de capital internacional marca início de 2026 e coloca a bolsa brasileira em destaque entre emergentes

MAIS ENERGIA PARA A CARTEIRA

Tchau, Vale (VALE3): BTG escolhe nova “vaca leiteira” para sua carteira de dividendos — saiba qual é a ação escolhida para renda passiva

3 de fevereiro de 2026 - 18:35

A Axia (ex-Eletrobras) foi uma das ações que mais se valorizou no ano passado, principalmente pela privatização e pela sua nova política agressiva de pagamentos de dividendos

DA CIDADE PARA O CAMPO

BTAL11 migra para fiagro e terá primeiro programa de recompra de cotas; entenda os impactos para os cotistas

3 de fevereiro de 2026 - 14:02

A iniciativa faz parte da estratégia do BTG Pactual para aumentar a distribuição de dividendos e permitir uma maior flexibilidade para a gestão

MERCADOS HOJE

Ibovespa salta para históricos 187 mil pontos e dólar cai. Corte da Selic é um dos gatilhos do recorde, mas não é o único

3 de fevereiro de 2026 - 12:31

Para a XP, o principal índice da bolsa brasileira pode chegar aos 235 mil pontos no cenário mais otimista para 2026

DEPOIS DE A HOLDING PEDIR RJ

Fictor Alimentos (FICT3) desaba 40% na B3. Por que o mercado não acreditou que a empresa ficará de fora da RJ da holding?

2 de fevereiro de 2026 - 15:34

Discurso de separação não tranquilizou investidores, que temem risco de contágio, dependência financeira e possível inclusão da subsidiária no processo de recuperação

DESTAQUES DA BOLSA

Raízen (RAIZ4) dispara, volta a ser negociada acima de R$ 1 e lidera as altas do Ibovespa na semana; veja os destaques

1 de fevereiro de 2026 - 15:00

Fluxo estrangeiro impulsiona o Ibovespa a recordes históricos em janeiro, com alta de dois dígitos no mês, dólar mais fraco e sinalização de cortes de juros; Raízen (RAIZ4) se destaca como a ação com maior alta da semana no índice

CRIPTOMOEDAS HOJE

US$ 2,4 bilhões liquidados em 24 horas: Bitcoin (BTC) sofre nova derrocada e opera abaixo dos US$ 80 mil. O que explica?

1 de fevereiro de 2026 - 12:01

Queda do bitcoin se aprofunda com liquidações de mais de US$ 2,4 bilhões no mercado como um todo nas últimas 24 horas, enquanto incertezas macro voltam a pesar sobre as criptomoedas

BALANÇO DO MÊS

Ibovespa dispara em janeiro e nenhum outro investimento foi páreo — nem mesmo o ouro

30 de janeiro de 2026 - 19:34

Novos recordes para a bolsa brasileira e para o metal precioso foram registrados no mês, mas as ações saíram na frente

NÃO PERCA O PRAZO

Gol (GOLL54) vai sair da bolsa com OPA, mas adesão ao leilão não é automática; veja o que o investidor deve fazer

30 de janeiro de 2026 - 18:13

A adesão ao leilão não é obrigatória. Mas é mais difícil vender ações de uma companhia fechada, que não são negociadas na bolsa

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar