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MERCADOS HOJE

Bolsa hoje: Petrobras (PETR4) rouba as atenções e Ibovespa fecha em queda em dia de NY nas máximas; dólar sobe a R$ 5,13

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15 de maio de 2024
17:16 - atualizado às 18:20

RESUMO DO DIA: Sinal vermelho para os mercados: a repentina demissão de Jean Paul Prates da presidência da Petrobras (PETR4) pegou os investidores de surpresa e as atenções se voltaram para os desdobramentos da mudança no comando da companhia.

Dado o peso de Petrobras no principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa terminou o pregão com queda de 0,38%, aos 128.027,59 pontos. O dólar acabou subindo 0,12% e fechou o dia a R$ 5,1367.

A saída de Prates, anunciada ontem (14) a noite, trouxe novas incertezas sobre o futuro da petroleira, principalmente, sobre os investimentos da companhia, um dia após a reação do mercado ao balanço do primeiro trimestre.

Ofuscada pela repercussão de Petrobras, a prévia do PIB foi divulgada mais cedo. O IBC-Br recuou 0,34% em março na comparação com fevereiro, queda maior que os 0,20% esperados.

Lá fora, os investidores reagiram à desaceleração da inflação nos Estados Unidos. Mesmo o CPI não sendo o indicador de inflação preferido do Federal Reserve, a desaceleração elevou as expectativas de corte dos juros norte-americanos até setembro. Com isso, Dow Jones, Nasdaq e S&P 500 renovaram a máxima histórica de fechamento.

Confira o que movimentou os mercados nesta quarta-feira (15): 

MAIORES ALTAS E QUEDAS DO IBOVESPA

Na ponta positiva, JBS (JBSS3) liderou os ganhos com alta de mais de 8% em reação aos números do primeiro trimestre.

A companhia teve lucro líquido de R$ 1,646 bilhão entre janeiro e março, revertendo o prejuízo líquido de R$ 1,453 bilhão registrado no igual período de 2023.

MRV (MRVE3) subiu quase 5% e puxou os ganhos do setor de construção civil, apoiado a queda dos juros futuros (DIs).

Confira as maiores altas do Ibovespa:

CÓDIGONOMEULTVAR
JBSS3JBS ONR$ 27,198,11%
MRFG3Marfrig ONR$ 10,806,30%
EMBR3Embraer ONR$ 38,975,64%
NTCO3Natura ONR$ 16,484,57%
MRVE3MRV ONR$ 7,354,26%

Na ponta negativa, Petrobras (PETR3;PETR4) liderou as perdas do Ibovespa desde o início do pregão e puxou o índice para o tom negativo, em reação à demissão de Jean Paul Prates no comando da estatal.

Sendo as ações mais negociadas do Ibovespa hoje, os papéis preferenciais (PETR4) da petroleira movimentaram mais de R4 4,8 bilhões no pregão.

Confira as maiores baixas do Ibovespa hoje:

CÓDIGONOMEULTVAR
PETR3Petrobras ONR$ 40,02-6,78%
PETR4Petrobras PNR$ 38,40-6,04%
CVCB3CVC ONR$ 2,15-3,59%
AZUL4Azul PNR$ 10,84-2,25%
FLRY3Fleury ONR$ 14,35-2,11%
FECHAMENTO DO IBOVESPA

O Ibovespa fechou em baixa de 0,38%, aos 128.127,59 pontos.

O principal índice da bolsa brasileira repercutiu a saída de Jean Paul Prates na presidência da Petrobras (PETR4), logo após a divulgação dos resultados do primeiro trimestre — com queda de quase 38% no lucro.

As ações da estatal caíram mais de 6% desde o início do pregão e a companhia perdeu mais de R$ 60 bilhões em valor de mercado.

Mais cedo, o Banco Central divulgou a prévia do PIB. O IBC-Br recuou 0,34% em março ante fevereiro, com ajuste. O indicador caiu mais que o esperado, de -0,20% no mês.

Por fim, as perdas do Ibovespa foram limitadas pelo forte avanço das bolsas de Nova York após dado de inflação; os índices fecharam na máxima histórica. O CPI dos Estados Unidos avançou abaixo do esperado para abril e aumenta as apostas de corte nos juros norte-americanos até setembro.

FECHAMENTO DE NOVA YORK

As bolsas de Nova York terminaram o dia em alta, com a renovação de máxima de fechamento do índice Dow Jones.

O tom positivo foi impulsionado pela desaceleração da inflação nos Estados Unidos.

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,3% ante março, segundo dados com ajustes sazonais publicados pelo Departamento do Trabalho. O núcleo do CPI, que exclui os voláteis preços de alimentos e energia, também avançou 0,3% na comparação mensal.

Em termos anuais, o CPI dos EUA subiu 3,4% em abril, desacelerando frente ao aumento de 3,5% de março. Já o núcleo do CPI teve incremento anual de 3,6% no mês passado, perdendo força ante a alta de 3,8% de março.

Ainda que o CPI não seja o indicador preferido do Federal Reserve para inflação, o indicador elevou as apostas de corte nos juros norte-americanos até setembro.

Confira o fechamento dos índices de Nova York:

  • Dow Jones: +0,88%, aos 39.908,00 pontos;
  • S&P 500: +1,17%, aos 5.308,15 pontos;
  • Nasdaq: +1,40%, aos 16.742,39 pontos.
FECHAMENTO DO DÓLAR

O dólar à vista fechou R$ 5,1367, com alta de 0,12%.

FECHAMENTO DO PETRÓLEO

O petróleo terminou o dia em alta, com a continuidade do enfraquecimento do dólar e a redução nos estoques da commodity nos Estados Unidos.

Os estoques de petróleo recuaram 2,508 milhão de barris, na semana encerrada no dia 10, a 457 milhões de barris, informou o Departamento de Energia norte-americano. Analistas ouvidos pelo Wall Street Journal previam baixa de 1 milhão barris.

Os contratos mais líquidos do petróleo Brent, com vencimento para julho, subiram 0,45%, a US$ 82,75 o barril na Intercontinental Exchange (ICE).

Já os contratos futuros do petróleo WTI, com vencimento em junho, avançaram 0,78%, a US$ 78,63 o barril na New York Mercantile Exchange (Nymex).

QUANDO O NUBANK (ROXO24) VAI PAGAR DIVIDENDOS? CFO DIZ O QUE O BANCO DIGITAL PRETENDE FAZER COM OS LUCROS

Depois de operar por anos no vermelho, o Nubank (ROXO34) confirmou que a trajetória lucrativa veio para ficar, com um lucro líquido de US$ 378,8 milhões no primeiro trimestre de 2024, segundo o balanço divulgado ontem (14). Depois de se provar viável, agora a questão para o banco digital é outra: o que fazer com esse resultado.

Pelo menos por enquanto, destinar parte do lucro para pagar dividendos aos acionistas ou recomprar ações ainda não está nos planos da companhia. Foi o que afirmou Guilherme Lago, diretor financeiro (CFO) do Nubank, em evento na sede do Nu nesta quarta-feira (15), onde estavam presentes executivos do banco digital e jornalistas brasileiros, mexicanos e colombianos.

Além de Lago, também falaram com o público os cofundadores David Vélez (CEO), Cristina Junqueira, (diretora de crescimento - CGO) e Edward Wible, que foi o primeiro engenheiro de software do Nubank, bem como o atual diretor de tecnologia (CTO), Vitor Olivier e a CEO da operação brasileira, Livia Chanes.

Segundo o diretor financeiro, 100% dos resultados positivos do roxinho serão reinvestidos no próprio Nubank, destinados à “aceleração da roda de crescimento da empresa”, o que envolve lançar novos produtos, atingir maior escala, reunir mais dados e reduzir custos, para crescer mais em número de clientes.

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SANTANDER (SANB11) RECUA

Entre as maiores quedas do Ibovespa, Santander (SANB11) registra baixa de 2,16%, a R$ 28,03.

Os papéis caem após o MSCI, maior gestor de índices do mundo, excluir as ações do Santander do índice MSCI Brazil — composto por ações brasileiras.

Além do Santander, Magazine Luiza também foi excluído do índice negociado no exterior.

PETROBRAS (PETR4): OPÇÕES DE VENDA DISPARAM NA B3

Enquanto o anúncio da troca do CEO da Petrobras (PETR4) provoca estragos no mercado, um grupo de investidores está feliz da vida com todo o ruído envolvendo a estatal: os investidores com posições em opções de venda de ações na B3.

Também chamadas de puts, elas dão o direito de um investidor vender os papéis de uma companhia por um preço definido em uma determinada data.

As opções funcionam como uma espécie de seguro, cuja cotação sobe e desce na bolsa conforme as ações se aproximam do preço de exercício.

No caso da puts de Petrobras, os preços de alguns contratos operam em disparada na B3, com uma valorização que chegou a superar os 1000% nas máximas do dia.

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PETROBRAS (PETR4) EM QUEDA

A Petrobras continua em queda na bolsa brasileira nesta tarde.

Por volta das 14h55, os papéis PETR4 caíam 6,14%, negociados a R$ 38,36.

No mesmo horário, os ativos PETR3 recuavam 7,03%, cotados a R$ 39,91.

DEPOIS DO CPI: O QUE O FED PRECISA VER PARA COMEÇAR A CORTAR OS JUROS NOS EUA?

O índice de preços ao consumidor norte-americano de abril trouxe alívio para os investidores, mas está longe de ser o suficiente para que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) inicie o tão esperado ciclo de afrouxamento monetário. Atualmente, os juros por lá estão na faixa entre 5,25% e 5,50% ao ano, o maior nível em mais de 20 anos.

Em abril, o chamado CPI subiu 0,3% ante março, segundo dados com ajustes sazonais publicados nesta quarta-feira (15) pelo Departamento do Trabalho. O núcleo do CPI, que exclui os voláteis preços de alimentos e energia, também avançou 0,3% na comparação mensal. 

Em termos anuais, o CPI dos EUA subiu 3,4% em abril, desacelerando frente ao aumento de 3,5% de março. Já o núcleo do CPI teve incremento anual de 3,6% no mês passado, perdendo força ante a alta de 3,8% de março.

As leituras, em sua maioria, vieram em linha com a expectativa do mercado e também deram uma trégua em relação aos três últimos meses, que trouxeram dados acima do projetado pelo mercado. Ainda assim, não é o suficiente para convencer o Fed a cortar os juros agora. 

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SOBE E DESCE DO IBOVESPA

Na ponta positiva, JBS (JBSS3) lidera os ganhos com alta de mais de 7% em reação aos números do primeiro trimestre.

A companhia teve lucro líquido de R$ 1,646 bilhão entre janeiro e março, revertendo o prejuízo líquido de R$ 1,453 bilhão registrado no igual período de 2023.

MRV (MRVE3) sobe 5% e puxa os ganhos do setor de construção civil, refletindo a queda dos juros futuros (DIs) e maior apetite por ações mais sensíveis aos juros hoje.

Confira as maiores altas:

CÓDIGONOMEULTVAR
JBSS3JBS ONR$ 26,947,12%
MRVE3MRV ONR$ 7,425,25%
EMBR3Embraer ONR$ 38,434,17%
MRFG3Marfrig ONR$ 10,574,04%
NTCO3Natura ONR$ 16,313,49%

Na ponta negativa, Petrobras (PETR3;PETR4) lidera as perdas do Ibovespa e puxa o índice para o tom negativo, em reação à demissão de Jean Paul Prates no comando da estatal.

A decisão respinga nas ações do Banco do Brasil (BBAS3), por temor de interferência política do governo em empresas estatais.

Confira as maiores quedas do Ibovespa até agora:

CÓDIGONOMEULTVAR
PETR3Petrobras ONR$ 39,87-7,13%
PETR4Petrobras PNR$ 38,42-5,99%
SANB11Santander Brasil unitsR$ 27,98-2,34%
BBAS3Banco do Brasil ONR$ 27,56-1,61%
LREN3Lojas Renner ONR$ 14,98-1,45%
O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE MAGDA CHAMBRIARD

A demissão de Jean Paul Prates da presidência da Petrobras (PETR4) e sua substituição por Magda Chambriard tem efeito sísmico sobre os papéis da estatal nesta quarta-feira (15).

As ações da petroleira reagem em forte queda à notícia e impedem o Ibovespa de acompanhar o bom humor das bolsas internacionais diante de um resultado mais fraco que o esperado da inflação nos Estados Unidos.

O temor dos investidores é de que a troca de CEO resulte em uma maior ingerência do governo sobre os rumos da empresa.

Nesse sentido, as principais dúvidas dos analistas referem-se ao rumo dos investimentos e à política de dividendos da Petrobras.

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COMO ANDAM OS MERCADOS

O Ibovespa recua 0,25%, aos 128.198 pontos.

O principal índice da bolsa brasileira repercute a saída de Jean Paul Prates na presidência da Petrobras (PETR4), no mesmo dia da divulgação dos resultados do primeiro trimestre — com queda de quase 38% no lucro. As ações da estatal caem mais de 6% desde o início do pregão.

Contudo, as perdas do Ibovespa são limitadas pelo forte avanço das bolsas de Nova York após dado de inflação. O CPI dos Estados Unidos avançou abaixo do esperado para abril e aumenta as apostas de corte nos juros norte-americanos até setembro.

O dólar arrefeceu as perdas, mas segue em ritmo de desvalorização ante o real. A moeda norte-americana cai 0,08%, a R$ 5,1260.

Os juros futuros (DIs) avançam no curto prazo com a tensão com Petrobras (PETR4) e opera em queda nos médio e longos prazos, acompanhando o alívio dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasurys, e a desaceleração do IBC-Br.

A SURPRESA DA JBS (JBSS3) QUE FAZ AS AÇÕES LIDERAREM OS GANHOS DO IBOVESPA

Se o mercado pune a empresa que não atinge as expectativas, ele também recompensa aquelas que surpreendem como é o caso da JBS — as ações JBSS3 sobem mais de 7% nesta quarta-feira (15), liderando os ganhos do Ibovespa, depois que a companhia superou as projeções com os resultados do primeiro trimestre de 2024. 

Entre janeiro e março, a JBS alcançou lucro líquido de R$ 1,646 bilhão, revertendo o prejuízo líquido de R$ 1,453 bilhão registrado em igual período de 2023. A receita líquida somou R$ 89,147 bilhões, uma alta de 2,8% em base anual. 

Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado cresceu 197,3% no período, para R$ 6,429 bilhões, enquanto a margem Ebitda passou de 2,5% para 7,2%.

O desempenho agradou e as ações da JBSS3 fecharam em alta de 8,11%, cotadas a R$ 27,19 na B3. No mês, as ações acumulam alta de 17% e, no ano, de 8,4%. Acompanhe nossa cobertura ao vivo dos mercados

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PETROBRAS CONFIRMA CLARICE COPPETTI COMO PRESIDENTE INTERINA

Nada de pegar o banquinho e sair de fininho. A demissão de Jean Paul Prates da presidência da Petrobras (PETR4) não é a única mudança no alto escalão da estatal. 

Além de Prates, o diretor financeiro (CFO) e de relacionamento com investidores (CRI), Sergio Caetano Leite, foi destituído pelo conselho de administração da companhia. A informação foi divulgada pela Petrobras (PETR4) no início da tarde desta quarta-feira (15). 

Leite estava no cargo desde março de 2023. Antes de ingressar na estatal, o executivo atuou como subsecretário do Consórcio Nordeste responsável pelas Câmaras Temáticas de Saneamento, de Energias (Energias Renováveis, Petróleo e Gás), e de Infraestrutura e Investimentos e coordenou a Plataforma de Investimentos do Consórcio Nordeste, que reunia os nove estados da Região Nordeste do Brasil.

O anúncio resultou na paralisação temporária das negociações das ações da Petrobras  na B3. Antes da suspensão, os papéis ordinários (PETR3) recuavam 6,73% e os preferenciais (PETR4) caíam 5,75%. 

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RETOMADA DAS NEGOCIAÇÕES

Após 20 minutos de suspensão dos negócios, as ações da Petrobras voltaram a operar, em queda, na bolsa brasileira e de Nova York.

As ações preferenciais (PETR4) e ordinárias (PETR3) seguem com baixa de cerca de 6%. Em NY, os recibos de ações sob o ticker PBR caem mais que 7%.

PETROBRAS (PETR4): NEGOCIAÇÕES PARALISADAS

Os recibos de ações (ADRs) da Petrobras tiveram as negociações paralisadas em Nova York e as ações negociadas no Brasil também ficaram suspensas há pouco.

As operações nas bolsas foram interrompidas após a divulgação de Fato Relevante da companhia com mudanças na diretoria da estatal.

Clarice Coppetti será a presidente interina. Sergio Caetano Leite, que era diretor financeiro (CFO) e de relações com investidores (RI) foi destituído.

O QUE FAZER COM AS AÇÕES DA PETROBRAS (PETR4) AGORA?

Como um dia que parece não ter fim, o mercado foi pego de surpresa na noite da terça-feira (14) com a demissão de Jean Paul Prates da presidência da Petrobras (PETR4)

A reação foi imediata. Minutos após a notícia, os recibos de ações (ADRs) da estatal negociados em Nova York caíram mais de 5%. A forte queda continuou por toda a madrugada e nos negócios na bolsa brasileira no pregão desta quarta-feira não poderia ser diferente. 

As ações ordinárias (PETR3) — que dão direito a voto — e preferenciais (PETR4) da Petrobras abriram o dia com queda de quase 7%. Nos primeiros minutos de mercado aberto, o ruído em torno da saída de Prates custou a perda de mais de R$ 27 bilhões em valor de mercado. Siga os mercados.

Enquanto isso, a dúvida que paira sobre o investidor da estatal neste momento é: o que fazer com as ações? A saída do CEO vai de fato mudar a orientação da Petrobras para pior? Ou, ao contrário, a queda de hoje dos papéis representa uma oportunidade de compra a preços mais convidativos?

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FECHAMENTO NA EUROPA

As bolsas da Europa terminaram o dia em tom positivo, com alívio na inflação nos Estados Unidos — que impulsionou expectativas de uma postura mais branda do Federal Reserve (Fed), o BC norte-americano.

Além disso, o mercado repercutiu um novo relatório de projeções econômicas da Comissão Europeia.

No documento, o o braço executivo da União Europeia (UE) prevê que a taxa anual de inflação da zona do euro deverá cair em ritmo mais rápido do que projetado anteriormente, com o crescimento econômico do bloco fraco, e atingir a meta oficial de 2% do Banco Central Europeu (BCE) em 2025.

Confira como fecharam os principais índices da Europa:

  • DAX (Frankfurt): +0,82%, aos 18.869,36 pontos;
  • FTSE 100 (Londres): +0,21%, aos 8.445,80 pontos;
  • CAC 40 (Paris): +0,17%, aos 8.239,99 pontos;
  • Stoxx 600: +0,59%, aos 524,71 pontos.
PETRÓLEO REDUZ PERDAS

O Departamento de Energia (DoE) dos Estados Unidos reportou queda dos estoques de petróleo dos EUA. Segundo a divulgação feita nesta quarta-feira, o país apresentou diminuição de 2,5 milhões de barris na semana finalizada na última sexta-feira (10).

A informação reduziu a queda dos contratos futuros de petróleo. Às 12h20 (horário de Brasília), o barril do WTI para junho caía 0,05%, a US$ 78,06. Já o do Brent para julho operava em queda de 0,01%, a US$ 82,39.

GIRO DO MERCADO

A Petrobras (PETR4) voltou para a boca do mercado após a confirmação de demissão do presidente Jean Paul Prates. A decisão foi informada ontem à noite, um dia depois da divulgação dos resultados da companhia no primeiro trimestre.

Magda Chambriard, ex-diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) durante o governo de Dilma Rousseff, foi indicada para a posição de Prates.

O analista Ruy Hungria, da Empiricus Research, participa do Giro do Mercado desta quarta-feira (15) para comentar se os novos desdobramentos podem abrir uma nova crise na estatal, e o que os investidores devem esperar agora.

Bruno Mérola, analista de fundos de investimentos da Empiricus Research, também participa da transmissão de hoje para uma conversa sobre fundos multimercado.

O especialista comenta qual é a visão e perspectivas dos gestores dos fundos multimercados presentes na série ‘Os Melhores Fundos de Investimento’: Onde estão as melhores oportunidades do mercado? Qual é o sentimento dos investidores em relação ao cenário atual?

Acompanhe:

ALTA DAS AÇÕES DA POSITIVO

Os papéis da Positivo (POSI3) sobem 6,44% nesta quarta-feira, em meio às repercussões do balanço da empresa no 1T24.

A companhia de tecnologia apresentou lucro líquido consolidado de R$ 64,3 milhões no primeiro trimestre deste ano. O montante representa salto de 655,1% em relação ao mesmo período de 2023.

O resultado recorde da Positivo impulsionou os papéis da empresa de tecnologia.

JBS DISPARA COM BALANÇO DO 1T24

A JBS reverteu prejuízo do ano anterior e apresentou lucro líquido de R$ 1,646 bilhão no balanço do primeiro trimestre de 2024.

A empresa também superou as expectativas do mercado com a margem Ebtida de 7,2%. A casa de análise XP Investimentos projetava 5,9%.

Com o bom desempenho, a JBS dispara na B3 e lidera os ganhos desta quarta-feira. Os papéis da companhia operam em alta de 8,39%. Já o principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, cai a 0,98%.

SOBE E DESCE DA ABERTURA

Confira as maiores altas do Ibovespa após a abertura:

CÓDIGONOMEULTVAR
JBSS3JBS ONR$ 26,776,44%
RRRP33R Petroleum ONR$ 30,342,53%
LREN3Lojas Renner ONR$ 15,572,43%
RENT3Localiza ONR$ 48,072,28%
VAMO3Vamos ONR$ 8,092,02%

Confira as maiores quedas do Ibovespa após a abertura:

CÓDIGONOMEULTVAR
PETR3Petrobras ONR$ 39,82-7,24%
PETR4Petrobras PNR$ 38,16-6,63%
CMIN3CSN Mineração ONR$ 5,08-1,80%
CSNA3CSN ONR$ 12,97-1,62%
SANB11Santander Brasil unitsR$ 28,24-1,43%
ABERTURA DE NOVA YORK

As bolsas de Nova York abriram com alta de quase 0,5%, repercutindo a inflação dos Estados Unidos em abril. O CPI subiu 0,3% no mês, ante alta de 0,4% esperada.

Embora o CPI não seja o indicador preferido de inflação do Federal Reserve (Fed), a desaceleração do índice elevou as expectativas de corte nos juros norte-americanos até setembro deste ano e abriu uma janela para as apostas de duas reduções de 0,25 ponto percentual cada.

Hoje, os juros nos EUA está no intervalo entre 5,25% a 5,50% ao ano, o maior nível em mais de duas décadas.

Confira como operam os índices de NY após a abertura:

  • S&P 500: +0,55%
  • Dow Jones: +0,56%
  • Nasdaq: +0,63%

As ações da Petrobras iniciam o dia com queda de quase 7%, o que já resulta na perda de R$ 37 bilhões em valor de mercado.

As ações ordinárias (PETR3) começaram o pregão com baixa de 6,89%. Já os papéis preferenciais (PETR4) caíram 6,61% no primeiro minuto de negociações.

AÇÕES DA PETROBRAS (PETR4;PETR3)

As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) iniciaram o dia com queda de cerca de 7%, repercutindo a saída de Jean Paul Prates como presidente da estatal.

As ações ordinárias (PETR3) seguem em leilão.

ABERTURA DO IBOVESPA

O Ibovespa opera em queda de 0,53%, aos 127.831 pontos após a abertura.

O principal índice da bolsa brasileira repercute a saída de Jean Paul Prates na presidência da Petrobras (PETR4), no mesmo dia da divulgação dos resultados do primeiro trimestre — com queda de quase 38% no lucro. As ações da estatal ainda não iniciaram as negociações.

Contudo, as perdas do Ibovespa são limitadas pelo forte avanço das bolsas de Nova York após dado de inflação. O CPI dos Estados Unidos avançou abaixo do esperado para abril e aumenta as apostas de corte nos juros norte-americanos até setembro.

FUTUROS DE NOVA YORK EM ALTA

Após o CPI de abril vir abaixo do esperado, os índices futuros de Nova York operam em alta.

Em destaque, o Dow Jones futuro avançou mais de 100 pontos após o dado, que reforçou as expectativas pelo corte de juros nos Estados Unidos até setembro.

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) avançou 0,3%, em abril ante março nos Estados Unidos, enquanto era esperada alta de 0,4% para o mês.

Confira como estão os índices futuros em NY:

  • Dow Jones futuro: +0,36%;
  • S&P futuro: +0,48%;
  • Nasdaq futuro: +0,52%.

INFLAÇÃO NOS EUA

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) avançou 0,3%, em abril ante março nos Estados Unidos.

O dado, divulgado há pouco pelo Departamento do Trabalho, ficou abaixo da alta de 0,4% para o mês esperada pelos analistas consultados pela FactSet.

Na comparação anual, a inflação dos EUA subiu 3,4% em abril, o que é uma desaceleração em relação a março, de 3,5%.

O núcleo do CPI, que exclui itens mais voláteis como energia e alimentos, também avançou 0,3% na comparação mensal, em linha com o esperado. Na base anual, a alta é de 3,6% — um desaceleração de 3,8% em março.

MATHEUS SPIESS: MERCADO EM 5 MINUTOS

O BRASIL NÃO TEM UM ÚNICO DIA DE FOLGA

Hoje será divulgado o índice de preços ao consumidor dos EUA, considerado o principal dado econômico global da semana.

No momento, observa-se uma leve tendência positiva nos ativos europeus e nos futuros americanos, mas a situação ainda é incerta, com os investidores aguardando tanto este dado quanto o PIB do primeiro trimestre da Zona do Euro. Um relatório de inflação mais benigno pode, sem dúvida, definir o rumo dos mercados nesta quarta-feira.

Na Ásia, os movimentos dos ativos financeiros também não apresentaram uma direção clara, com os investidores esperando os dados de inflação ao consumidor dos EUA.

No Brasil, os desdobramentos globais e a alta do petróleo deveriam ser os principais tópicos de discussão.

No entanto, um evento interno desviou a atenção: o governo brasileiro demitiu o presidente da Petrobras. Essa notícia provavelmente terá repercussões negativas significativas nos mercados locais hoje.

A ver…

00:52 — Vai sair rápido do radar do mercado

Aqui no Brasil, ainda estamos digerindo a ata do Copom, que considerei relativamente aceitável e em linha com nossas expectativas discutidas na manhã de terça-feira.

O documento esclareceu a divisão na decisão, com quatro dos nove membros, nomeados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, votando por uma redução de 50 pontos base.

Apesar dessa divergência, que parece ser pontual, o conteúdo da ata foi percebido pelo mercado como hawkish (contracionista), indicando um possível alinhamento para decisões futuras mais restritivas.

Há um consenso crescente sobre a necessidade de uma política monetária mais apertada para trazer a inflação e as expectativas inflacionárias de volta à meta. Essa perspectiva impactou tanto que o mercado já começa a antecipar uma pausa no ciclo de flexibilização monetária.

Assim, a redução da Selic estaria suspensa por enquanto, mantida em 10,50% ao ano, aguardando sinais mais claros de queda dos juros nos países desenvolvidos, especialmente nos Estados Unidos.

A ideia de um duplo ciclo de política monetária ressurgiu, com o primeiro ciclo possivelmente encerrado. Esse cenário se refletiu ontem na curva de juros, com queda nas taxas mais longas e aumento nas mais curtas, sugerindo que os juros permanecerão elevados por um período prolongado.

01:47 — O presidente do Brasil sempre quer ser o presidente da Petrobras

O cenário é desafiador: apesar dos debates sobre a ata do Copom e das expectativas em torno do IBC-Br, que serve como uma prévia do PIB, o foco do mercado hoje está na demissão de Jean Paul Prates da Petrobras, anunciada ontem à noite.

Lula solicitou a renúncia de Prates, indicando Magda Chambriard como sucessora. Esta mudança repercutiu negativamente nas bolsas, com as ADRs da Petrobras em Nova York caindo mais de 8% no pré-mercado de hoje, após uma queda de 6,89% no after-hours de terça-feira.

Este evento transmite uma mensagem negativa, destacando o continuado intervencionismo do governo, além de reavivar memórias do governo Dilma, já que Chambriard foi diretora-geral da ANP durante sua administração.

A substituição foi percebida como uma vitória da ala política sobre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que não esteve presente na reunião decisiva. Havia expectativas de que Haddad poderia usar seu capital político para proteger Prates, mas isso não ocorreu (o ministro tem outras batalhas).

A justificativa para a troca, segundo o presidente, foi a insatisfação com a lentidão de Prates em acelerar os projetos anunciados pela companhia, especialmente no que se refere às encomendas de navios para estaleiros brasileiros.

Essa é a sexta mudança de presidência na Petrobras em menos de três anos, o que complica a continuidade dos projetos de longo prazo.

A escolha de Chambriard, com uma visão mais nacionalista em contraponto ao perfil mais pró-mercado de Prates, sugere uma possível mudança na estratégia da empresa. Essa alteração no comando da Petrobras promete ser mal recebida pelo mercado.

02:35 — A tragédia no Rio Grande do Sul

Ontem, o presidente Lula reuniu-se com alguns dos principais líderes políticos do país — Rodrigo Pacheco, presidente do Senado; Arthur Lira, presidente da Câmara; e Edson Fachin, ministro do STF — no Palácio do Planalto para discutir as medidas federais de resposta à calamidade no Rio Grande do Sul. As ações serão oficialmente anunciadas hoje.

A região sofreu uma devastação severa devido às intensas chuvas, resultando na destruição ou dano de mais de 100 mil residências, afetando 447 dos 497 municípios.

Segundo o último relatório da Defesa Civil, divulgado no domingo, o desastre já contabiliza 149 mortos, 127 desaparecidos, além de 81 mil pessoas em abrigos e outras 537 mil deslocadas para casas de parentes.

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) estima que os danos ao setor habitacional somam R$ 4,5 bilhões.

Nos próximos dias, serão delineadas novas medidas de apoio ao estado, que teve 94,3% de sua atividade econômica afetada pelas inundações.

Uma das ações imediatas foi a suspensão da dívida do Rio Grande do Sul com a União por três anos, proporcionando uma margem financeira de R$ 10 bilhões. Estima-se que as enchentes terão impactos significativos, incluindo aumento da inflação, redução da atividade econômica e desajustes fiscais no Brasil.

A perda esperada da safra deve pressionar os preços dos alimentos, adicionando entre 10 e 20 pontos-base à inflação ao consumidor.

Além disso, projeta-se uma redução de até 30 pontos-base na atividade econômica nacional no cenário mais grave, representando uma grande recessão para um estado que contribui com mais de 6% do PIB brasileiro.

As comparações com o furacão Katrina, que devastou os EUA, ressaltam a magnitude da catástrofe.

03:22 — No aguardo da inflação ao consumidor

Nos EUA, os principais índices de mercado mostraram uma recuperação significativa no final da tarde de ontem após um dia de relativa estabilidade, resultando no sétimo recorde de fechamento do ano para o Nasdaq Composite.

O índice de preços ao produtor superou as expectativas, mas isso foi equilibrado por revisões positivas dos dados de março.

Agora, os investidores aguardam com expectativa a divulgação do índice de preços ao consumidor de hoje, esperando que resultados favoráveis impulsionem os mercados globais.

Espera-se que o Índice de Preços ao Consumidor aumente 0,4% em abril, repetindo o resultado de março, enquanto a inflação anual deve cair ligeiramente de 3,5% para 3,4%.

O núcleo do índice, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, deve subir 0,3% em abril, com uma desaceleração anual de 3,8% para 3,6%.

Se os dados de hoje ficarem abaixo do esperado, isso seria uma boa notícia para os mercados, que estão cada vez mais otimistas quanto à possibilidade de o Federal Reserve reduzir as taxas de juros em setembro.

Por outro lado, um relatório de inflação mais elevado poderia desestabilizar os mercados. Portanto, a qualidade dos dados e seu impacto serão acompanhados de perto.

04:18 — Outros eventuais desdobramentos sobre a possível volta de Donald Trump

Nas últimas semanas, tenho discutido a possível reeleição de Donald Trump à presidência dos EUA. Este evento é considerado pela Eurásia como um dos três principais focos de atenção geopolítica do ano, junto às tensões na Ucrânia e no Oriente Médio.

O primeiro mandato de Trump impactou significativamente as exportações dos EUA para a China, beneficiando também outras nações asiáticas e o México.

No entanto, esses benefícios podem ter sido resultado do redirecionamento das exportações chinesas através do México, especialmente após a primeira rodada de tarifas de Trump em 2018, que causou uma realocação para o Sudeste Asiático.

O impacto de um segundo mandato de Trump nas relações comerciais entre o México, a China e outros competidores asiáticos dependerá da extensão das medidas protecionistas adotadas.

Sob um protecionismo moderado, México e Canadá poderiam se beneficiar por serem menos afetados, enquanto uma abordagem mais agressiva poderia resultar em perdas severas devido a uma desaceleração econômica global.

Para os mercados financeiros, um trumpismo moderado teria um impacto limitado e similar em muitos aspectos às políticas comerciais de Biden. No entanto, tarifas significativamente mais altas sob uma política mais extrema exigiriam elevação das taxas de juros, a menos que Trump conseguisse influenciar as ações do Federal Reserve.

Atualmente, Trump lidera as pesquisas, mas ainda é incerto se ele adotará uma postura moderada ou políticas mais extremas.

PRÉVIA DO PIB

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) recuou 0,34% em março ante fevereiro, com ajuste, segundo dados do Banco Central divulgados há pouco.

O indicador considerado a prévia do PIB caiu mais que o esperado, de -0,20% no mês,.

Na comparação anual, o IBC-Br caiu 2,18% em março.

Em 12 meses, a prévia do PIB avança 1,68% até março, sem ajuste.

ABERTURA DO IBOVESPA FUTURO

O Ibovespa futuro recua 1,12%, aos 128.105 pontos após a abertura.

A forte queda do índice é parte da reação da saída de Jean Paul Prates na presidência da Petrobras (PETTR4), o que renovou o temor de interferência política na estatal e, sobretudo, no pagamento de dividendos extraordinários.

Além disso, o mercado aguarda a prévia do PIB, que deve recuar 0,20% em março ante fevereiro.

Lá fora, o destaque do dia é a inflação ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) nos Estados Unidos.

ABERTURA DO DÓLAR

O dólar iniciou as negociações no mercado à vista a R$ 5,1693, com alta de 0,76%.

ADRS DE PETROBRAS

Os recibos de ações (ADRs) de Petrobras recuam 8,39%, a US$ 15,29.

Os papéis reagem a saída inesperada de Jean Paul Prates na presidência da estatal, o que renova a cautela sobre interferência política na companhia.

Com a forte queda dos ADRs, é esperado que o movimento de baixa seja replicado nas ações ordinárias (PETR3) e preferenciais (PETR4) na B3. Pelo peso da Petrobras no principal índice da bolsa brasileira, o tom negativo também deve ser sentido no Ibovespa e no mercado de câmbio.

EWZ CAI MAIS DE 1% NO EXTERIOR APÓS SAÍDA DE PRATES

O EWZ, ETF que representa os recibos de ações (ADRs, em inglês) brasileiros no exterior, amanheceu em baixa de 1,66% no pré-mercado em Nova York.

A notícia da saída de Jean Paul Prates da presidência da Petrobras (PETR4) é o principal motivo para a queda dos papéis lá fora.

No mesmo horário, os ADRs da Petrobras recuavam 8,39%, cotados a US$ 15,29. Mais cedo, os recibos de ações chegaram a cair quase 10%.

FUTUROS DE NOVA YORK AMANHECEM DE LADO

Os índices futuros das bolsas de valores de Nova York amanheceram de lado hoje.

Na sequência da alta firme de ontem em Wall Street, os investidores aguardam a divulgação do índice de preços ao consumidor norte-americano (CPI) antes de decidir os próximos passos.

A divulgação ocorre em um momento no qual o Fed (banco central dos EUA) avalia a melhor ocasião para começar a cortar os juros.

Confira:

  • S&P 500 futuro: +0,04%
  • Dow Jones futuro: +0,04%
  • Nasdaq futuro: -0,02%
BOLSAS DA EUROPA ABREM EM ALTA

As principais bolsas de valores da Europa abriram em alta nesta quarta-feira.

Os investidores reagem à revisão do PIB da zona do euro no primeiro trimestre de 2024.

Simultaneamente, eles aguardam a divulgação do CPI, o índice de preços ao consumidores norte-americano.

Confira:

  • DAX (Frankfurt): +0,41%
  • FTSE 100 (Londres): +0,21%
  • CAC 40 (Paris): -0,16%
  • Stoxx 600: +0,31%
PRODUÇÃO INDUSTRIAL DA ZONA DO EURO TEM ALTA INESPERADA

A produção industrial da zona do euro registrou alta inesperada em março.

O indicador avançou 0,6% ante fevereiro. Os analistas esperavam recuo de 0,4%.

No confronto anual, a produção industrial da zona do euro apresentou contração de 1% em março. A expectativa, porém, era de um recuo bem maior, de 2,8%.

Enquanto os números de fevereiro foram revisados para alta mensal de 1% e queda anual de 6,3%.

REVISÃO CONFIRMA CRESCIMENTO DO PIB DA ZONA DO EURO

A revisão dos números do Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro confirmou crescimento de 0,3% no primeiro trimestre de 2024 em relação aos últimos três meses de 2023.

Na comparação anual, o PIB do bloco registrou expansão de 0,4% entre janeiro e março.

Os dados confirmaram as estimativas preliminares e vieram em linha com as estimativas.

BOLSAS DA ÁSIA FECHAM SEM DIREÇÃO ÚNICA

As principais bolsas de valores da Ásia fecharam sem direção única nesta quarta-feira.

Os investidores estão em compasso de espera em relação aos dados de inflação nos Estados Unidos.

Fecharam no azul as bolsas de Tóquio (+0,17%) e Taiwan (+0,77%).

A bolsa de Xangai caiu 0,82% em reação ao anúncio do governo norte-americano de impor tarifas sobre US$ 18 bilhões em produtos chineses, incluindo aço, veículos elétricos e chips.

As bolsas de Hong Kong e Seul permaneceram fechadas devido a feriados locais.

Veja como fecharam as principais bolsas asiáticas hoje.

  • Xangai: -0,82%
  • Tóquio: +0,17%
  • Seul: +0,11%
  • Hong Kong: -0,22%
  • Taiwan: +0,77%
PETROBRAS (PETR4): LULA DEMITE JEAN PAUL PRATES DA PRESIDÊNCIA DA ESTATAL

O processo de fritura Jean Paul Prates já estava em andamento desde março, quando o pagamento dos dividendos extraordinários colocou o presidente da Petrobras (PETR4) de um lado e o governo de outro.

Na noite desta terça-feira (14), ele acabou sendo demitido por Luiz Inácio Lula da Silva — a primeira troca de comando na petroleira feita pelo presidente petista em seu terceiro mandato. 

E não deu tempo nem mesmo de a cadeira esfriar: Magda Chambriard deve chefiar a petroleira a partir de agora. Ela foi diretora-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP) durante a gestão de Dilma Rousseff.

Chambriard também é consultora na área de óleo, gás e biocombustíveis e trabalhou na Petrobras por mais de 20 anos.

De acordo com fontes ouvidas pelo Broadcast, Chambriard foi indicada para comandar a Petrobras pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa — que, junto com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, era o maior defensor da saída de Prates da Petrobras. 

Leia mais.

O QUE ROLOU NOS MERCADOS ONTEM?

Dizem que para toda pergunta há uma resposta. Pois bem, o mercado finalmente recebeu a sua hoje, com a divulgação da ata do Copom, após a decisão dividida sobre o corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic. No documento, a explicação foi resumida por uma decisão "técnica", nada além disso.

Afastando o temor de uma postura mais leniente com a inflação por parte dos novos diretores do BC, o Ibovespa terminou o dia em alta de 0,28%, aos 128.515 pontos. Já o dólar à vista seguiu em ritmo de queda a R$ 5,13.

Por aqui, o balanço da Petrobras (PETR4), que foi divulgado na noite de ontem, movimentou o cenário corporativo no pregão de hoje. Hapvida (HAPV3) e Natura (NTCO3) também foram destaques na liderança das pontas positiva e negativa do Ibovespa, respectivamente.

Lá fora, os investidores reagiram às declarações do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, que participou de evento na Holanda. O dirigente do BC norte-americano afirmou que é preciso paciência para que as políticas restritivas "façam o seu trabalho", mas disse que é improvável um novo aumento na taxa de juros.

Com isso, a aceleração da inflação ao produtor (PPI, na sigla em inglês) em abril ficou em segundo plano. As 'ações meme' continuaram em forte alta em Nova York.

Confira o que movimentou os mercados nesta terça-feira (14).

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