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Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

UMA NOVA AMEAÇA

A bolsa da China já era? O mercado que está “roubando” trilhões de dólares e investidores na Ásia

As bolsas de valores da China e de Hong Kong perderam, juntas, US$ 4,8 trilhões em capitalização desde 2021, segundo cálculos do HSBC — a estatística não é um bom presságio, especialmente quando um outro mercado na Ásia só cresceu nesse período

Carolina Gama
3 de abril de 2024
18:05 - atualizado às 14:38
Bandeira da China com gráfico ao fundo
Bandeira da China com gráfico ao fundo - Imagem: Shutterstock

Um mau presságio é um evento ou sinal interpretado como um prenúncio de algo negativo ou desfavorável que está por vir — e parece que é o que está acontecendo com a bolsa de valores tanto da China como de Hong Kong.

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Juntos, os dois mercados perderam US$ 4,8 trilhões em capitalização desde 2021, segundo cálculos do HSBC. A estatística não é um bom presságio nem para a China nem para Hong Kong — especialmente quando um outro mercado na Ásia só cresceu nesse período. 

A Bolsa de Valores da Índia (NSE, na sigla em inglês) ultrapassou as Bolsas de Valores e Compensação de Hong Kong para se tornar a quarta maior do mundo em janeiro, de acordo com dados da Federação Mundial de Bolsas, e todas as ações cotadas valem US$ 4,63 trilhões, tornando-a a terceira maior da Ásia.

Em contrapartida, o índice CSI 300 da China caiu três anos consecutivos, fechando 2023 com baixa de 11,4%. O índice Hang Seng de Hong Kong teve um desempenho ainda pior: registrou a quarta queda seguida em 2023, terminando o ano com perda de 13,8%. 

Tanto o CSI 300 como o Hang Seng tiveram o pior desempenho entre os principais índices da Ásia-Pacífico no ano passado.

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A China preocupa

Não é de hoje que o setor imobiliário da China tem sido uma fonte de preocupação para os investidores — e esse temor também afetou Hong Kong, já que muitas ações imobiliárias chinesas, incluindo Evergrande e Country Garden, estão listadas na HKEX.

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A China estabeleceu uma meta de crescimento em 5% para 2024, mas os analistas têm se mostrado céticos quanto ao cumprimento da marca pela segunda maior economia do mundo. 

A S&P Global Ratings, por exemplo, disse na semana passada que espera que o Produto Interno Bruto (PIB) da China cresça 4,6% este ano — um ritmo mais lento do que os 5,2% de 2023.

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Bolsa da Índia: a encantadora de investidores na Ásia

Se as bolsas da China e de Hong Hong estão vendo trilhões de dólares irem pelo ralo, o mesmo não acontece com a Índia

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O índice Nifty 50 — uma referência do país — subiu por oito anos consecutivos, registrando ganhos de 20% em 2023. 

Dados do HSBC também mostram que a Bolsa de Valores Nacional da Índia ultrapassou a Bolsa de Xangai para se tornar a segunda maior em nível mundial em termos de volume mensal de transações — embora tenha ficado atrás da Bolsa de Valores de Shenzhen, que ocupa o primeiro lugar.

O otimismo com a bolsa indiana é justamente o que preocupa na China: o crescimento do país. 

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A bolsas de valores indianas também se destacam em outra frente: as ofertas públicas iniciais de ações (IPOs), que atingiram o maior patamar em 2023, de acordo com a EY Índia. 

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E isso acontece mesmo com um ambiente moderado para IPOs, especialmente na Ásia. Segundo a EY, a Índia teve 220 IPOs no ano passado, levantando US$ 6,9 bilhões em receitas — um salto de 48% na atividade de negócios em relação a 2022.

*Com informações da CNBC

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