O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O governo decidiu nesta segunda-feira (27) retomar a cobrança de impostos sobre os combustíveis e aliviar a pressão sobre os cofres públicos

O que é mais caro: voltar a taxar os combustíveis quando a inflação alta ainda bate à porta ou comprometer a arrecadação federal — e, de quebra, jogar a equipe econômica na fogueira? Para o consumidor comum, pagar mais pela gasolina pesa no bolso; para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no entanto, comprometer o governo é uma fatura que ele não está disposto a pagar.
Por isso, nesta segunda-feira (27), o tão esperado anúncio veio: a desoneração de impostos sobre combustíveis, que vence amanhã (28), não será prorrogada.
A volta da cobrança se dará com alíquotas diferentes, o que significa que os combustíveis fósseis como a gasolina terão alíquotas maiores, enquanto os biocombustíveis, incluindo o etanol, serão tributados com percentuais menores.
A modelagem da cobrança ainda não foi informada, mas o Ministério da Fazenda garantiu que não haverá perda de arrecadação e os R$ 28,9 bilhões de aumento de receitas estão garantidos.
O mercado celebrou a decisão com o alívio sobre a curva de juros — enquanto uma nova âncora fiscal não vem, esse é o primeiro passo efetivo do governo Lula para resolver um problema herdado dos últimos anos.
Em manifestações públicas nos últimos dias, o PT e líderes da legenda no Congresso fizeram coro contra a retomada da cobrança de impostos federais sobre os combustíveis.
Leia Também
O temor de setores do PT e da ala política do governo é de que a alta dos preços no primeiro ano de governo possa atingir fortemente a popularidade de Lula e reacender a polarização radical da política nas ruas e no Congresso.
Essa pressão petista atingiu em cheio o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que defende a reoneração, e, por tabela, o presidente da Petrobras, o também petista Jean Paul Prates.
Haddad, que declarou no discurso de posse ser o "patinho feio" da Esplanada, corria o risco de fazer valer sua profecia e colher sua terceira derrota em dois meses.
No fim do ano passado, o ministro brigou pelo fim da isenção de PIS/Cofins sobre gasolina e álcool, mas foi vencido pelo núcleo político. No dia 1º de janeiro, Lula prorrogou a medida por dois meses.
Outra derrota sofrida por Haddad foi em relação à correção da tabela do Imposto de Renda. O ministro defendia a adoção da medida em 2024. Lula, porém, anunciou agora a correção, juntamente com o reajuste do salário mínimo para R$ 1.320, em maio.
A retomada da cobrança dos impostos tem o poder de aumentar a arrecadação e aliviar os tão pressionados cofres públicos.
Mas os próximos capítulos dessa história prometem: com a alta nas bombas, a Petrobras deve voltar a ser pressionada para mudar a sua política de preços.
Junto com o coro contra a retomada da cobrança de impostos federais sobre os combustíveis, o PT e líderes da legenda no Congresso também defendem uma nova política de preços para a estatal.
DISPUTA PRESIDENCIAL
ELEIÇÕES 2026
ELEIÇÕES 2026
ELEIÇÕES 2026
OPERAÇÃO COMPLIANCE ZERO
ELEIÇÕES DE 2026
Conteúdo Empiricus
VEJA DETALHES DA PESQUISA
ENTENDA
SEM IMPOSTOS
ELEIÇÕES 2026
Conteúdo Empiricus
POLÍTICA
VITÓRIA FORA DA MARGEM DE ERRO
PLANALTO DOBRA A APOSTA
TRABALHO E QUALIDADE DE VIDA
GOVERNO
"SALTO MAIS ALTO"
FRAUDES
PESQUISA ATLAS/BLOOMBERG