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Em discurso que marcou o retorno do país à cúpula da Celac, o presidente também lembrou da importância de estar perto de China e de UE
Uma das coisas que Luiz Inácio Lula da Silva mais falou durante a campanha eleitoral é que o Brasil iria voltar ao cenário internacional como protagonista — e parece que ele está realmente empenhado nessa tarefa.
Nesta terça-feira (24), o presidente discursou na VII Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), em Buenos Aires. O encontro marca o retorno do Brasil ao fórum de 33 países — o que, para Lula, traz uma sensação de "reencontro consigo mesmo".
Ao mesmo tempo em que reiterou sua disposição em aprofundar a integração com países da América Latina, o petista saiu em defesa de um diálogo extrarregional com China, União Europeia e União Africana.
"O espírito de solidariedade, diálogo e cooperação em uma região do tamanho e da importância da América Latina e do Caribe não poderia ser mais atual e necessário", disse Lula.
O presidente fez questão de lembrar, no entanto, que o aprofundamento da integração regional não impede diálogos com outros blocos econômicos.
"Julgamos essenciais o desenvolvimento e o aprofundamento dos diálogos com sócios extra regionais, como a União Europeia, a China, a Índia, a Asian e, muito especialmente, a União Africana", afirmou.
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A declaração acontece no momento em que tenta barrar um acordo comercial unilateral entre Uruguai e China.
"Estaremos associados aos nossos vizinhos bilateralmente, no Mercosul Unasul e Celac", seguiu.
Este texto faz parte do "Diário dos 100 Dias", uma série do Seu Dinheiro sobre as medidas e ações no início do governo Lula. Se você quiser relembrar como foi o começo da gestão de Jair Bolsonaro, baixe o nosso ebook gratuito.
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