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O presidente brasileiro fez uma proposta que foi bem recebida pelo russo, mas nem todo o plano foi aceito pelo chefe do Kremlin; saiba também o que ele rejeitou
É difícil imaginar que Vladimir Putin, envolvido em uma guerra que não tem data para acabar, daria ouvidos a uma proposta que pode colocar Rússia e Brasil — sem falar na China — lado a lado no cenário político e econômico internacional, mas foi exatamente o que aconteceu.
Não é novidade para ninguém que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não mede esforços para devolver o protagonismo do Brasil no cenário global. Pensando nisso, o petista propôs a expansão do BRICS — um grupo de países emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
A ideia de Lula é que, com mais membros, o BRICS se torne mais relevante entre as principais potências do mundo, fazendo com que o Brasil alcance um lugar ao sol entre os países que ditam os rumos da economia global.
Nesta quinta-feira (3), a proposta do presidente brasileiro ganhou um apoio de peso: o da Rússia.
Dmitry Peskov, principal porta-voz do governo de Putin, afirmou hoje que adicionar novos membros ao BRICS seria uma ideia positiva.
“É claro que acreditamos que, de uma forma ou de outra, a expansão do BRICS contribuirá para o desenvolvimento e fortalecimento desta organização”, disse Peskov.
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O grupo muitas vezes se posiciona ou é visto como um contrapeso à influência do mercado ocidental e desenvolvido no mundo.
Uma lista de países oficialmente pediram para fazer parte do BRICS. Os 13 países são:
E Lula tem seus preferidos nessa lista. O presidente brasileiro disse ser “extremamente importante” que países como Arábia Saudita, Argentina e Emirados Árabes Unidos se juntem à organização.
Embora tenha endossado a ideia do Brasil de ampliar o BRICS e assim ter mais influência no cenário internacional, nem tudo agrada o presidente da Rússia.
Putin, por exemplo, considera inviável a adoção de uma moeda comum dos BRICS para transações internacionais — ideia também defendida por Lula.
“Muitos países estão no caminho de usar moedas nacionais em acertos financeiros comuns. Certamente, há discussões de especialistas sobre isso. Mas claramente isso vai demorar tempo e dificilmente poderá ser implementado no futuro próximo”, afirmou Peskov.
Lula tem sugerido de forma repetida que o BRICS adote o mecanismo, aproveitando a onda de desdolarização em transações entre países não alinhados com o Ocidente.
A Rússia, sitiada por sanções ocidentais desde que invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022, é um exemplo: hoje o país recebe pelo seu petróleo com desconto em yuans, a moeda chinesa, de compradores indianos.
*Com informações da CNBC
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