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O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, está em Israel pela terceira vez desde o ataque de 7 de outubro em busca de “pausa humanitária” na guerra
O Brasil até tentou e não foi pouco — o país deixou a presidência rotativa do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) sem conseguir aprovar uma resolução que leve à suspensão do conflito entre Israel e o Hamas.
Essa tarefa agora é a China, que em novembro lidera o CS da ONU, e não será fácil. Mas nesta sexta-feira (03), o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse o que é necessário para que haja um cessar-fogo.
Segundo ele, seu governo não concordará com qualquer cessar-fogo temporário com o Hamas até que os mais de 240 reféns capturados pelo grupo durante o ataque de 7 de outubro sejam libertados.
“Israel recusa um cessar-fogo temporário que não inclua o regresso dos nossos reféns”, disse Netanyahu durante um discurso televisionado.
A condição, no entanto, não será fácil de ser alcançada. Um membro do alto escalão do Hamas já havia dito que seria necessário um cessar-fogo antes que todos os reféns pudessem ser devolvidos. Poucos deles já foram libertados, incluindo duas norte-americanas.
As declarações de Netanyahu sobre um cessar-fogo acontecem na esteira da reunião do premiê israelense com o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken.
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A visita de Blinken — que também se reunirá com o gabinete de guerra israelense na terceira viagem ao país desde 7 de outubro — acontece depois que a Casa Branca pediu uma “pausa humanitária” no conflito entre Israel e o Hamas.
A expectativa é de que o chefe da diplomacia norte-americana defenda uma pausa nos combates na Faixa de Gaza e medidas para proteger a população civil na região.
Para complicar ainda mais o caminho na busca pelo cessar-fogo, Israel ainda tem o Hezbollah pela frente.
O líder do grupo libanês, Hassan Nasrallah, elogiou mais cedo os militantes palestinos e outras forças na região que atacam os interesses israelenses e dos EUA.
Em um discurso televisionado amplamente aguardado, Nasrallah qualificou como gloriosa a ofensiva do Hamas, que deixou mais de 9 mil mortos, de acordo com uma atualização do Ministério da Saúde palestino em Gaza.
Ele acrescentou que a operação foi realizada sem o conhecimento de outras partes no que chamou de “eixo da resistência”.
*Com informações da CNBC e da Reuters
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