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Em tempos de Selic de dois dígitos, a renda fixa supera o dólar como principal opção para proteger seu portfólio dos riscos de recessão
Antes de o Brasil começar a subir os juros, no final de 2021, era comum ouvir gestores, analistas e influenciadores nas redes sociais recomendando que os investidores montassem parte do seu portfólio com alguma exposição ao dólar.
A estratégia de diversificação, algo sempre recomendado por planejadores financeiros, servia como “proteção contra o risco-Brasil”. Ou seja, caso acontecesse um solavanco na economia local, parte dos efeitos negativos poderia ser mitigada com o investimento em dólar.
O ouro, outro ativo que sempre volta à moda quando aparece uma crise, também teve sua chance de brilhar logo no começo da pandemia.
E se é verdade a premissa de que o mundo caminha para uma recessão, agora, mais do que nunca, seria o momento para proteger seus investimentos com dólar e ouro, certo?
Bem… não é bem assim.
Apesar do Seu Dinheiro levar a sério o mantra “sempre tenha dólar na carteira”, não importa qual seja a cotação, alguns gestores estão achando difícil recomendar o investimento na moeda com o intuito de proteção - e isso está diretamente ligado à Selic.
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Esta matéria faz parte de uma série especial do Seu Dinheiro sobre onde investir no primeiro semestre de 2023. Eis a lista completa:
Com a taxa básica de juros da economia brasileira em 13,75% ao ano, o investidor não precisa ir muito longe para encontrar retornos polpudos e seguros: basta abrir o Tesouro Direto para perceber que está difícil para qualquer outra classe de ativos competir com esses retornos.
Aliás, você pode conferir o panorama completo que a Julia Wiltgen escreveu sobre os melhores investimentos em renda fixa aqui.
E, como os títulos públicos são um dos investimentos menos arriscados, eles já servem de proteção na carteira.
“Existe uma chance não desprezível de que o Banco Central não só não corte, como tenha que subir os juros [neste ano]. Ficar em ativos que acompanham a Selic tende a ser uma alocação de recursos mais tranquila e confortável para o patrimônio dos investidores”, recomenda Fabiano Godoi, sócio e CIO da Kairós Capital.
Já Alfredo Menezes, sócio-fundador da gestora de fundos Armor Capital, não acredita em novo aumento dos juros, mas acha que papéis indexados à inflação, especialmente os isentos de imposto, como debêntures de infraestrutura, são a melhor pedida.
“O melhor ativo defensivo é realmente o papel indexado à inflação e isento. Depois disso, é ficar no CDI com liquidez”, disse Menezes.
Seja qual for a renda fixa escolhida, o fato é apenas um: com juros beirando os 14% ao ano, o custo de oportunidade de se proteger com dólar agora é muito grande. Mas, se você vive no Brasil, é importante ter em mente a necessidade de diversificação.
De acordo com o gestor da Armor, se você vive num país emergente, deveria ter uma poupança no exterior que corresponda a, no mínimo, 20% do seu portfólio.
Godoi, da Kairós, diz que o cálculo dessa fatia deve levar em consideração o quanto da sua cesta de consumo está atrelada ao dólar. Supondo que você faça viagens para o exterior com frequência, por exemplo, é razoável ter parte do patrimônio dolarizado.
Mas há várias formas de se expor ao dólar. Uma delas é comprando ações de empresas americanas, como a Ana Carolina Neira explicou na reportagem sobre investimento no exterior.
Em algumas plataformas de investimento também é possível encontrar títulos de dívida de empresas americanas (debêntures) pagando um prêmio interessante.
Outra maneira de investir em dólar é por meio de fundos cambiais. Nesse caso, o ideal é aplicar nos produtos com a menor taxa de administração possível. Veja a seguir as indicações da equipe da Empiricus:
Se tudo isso parece muito complicado, há sempre a opção de comprar a moeda em si - ou delegar para gestores experientes.
Os fundos multimercado aparecem como uma opção de diversificação por terem mandatos que permitem navegar por diferentes cenários. No ano passado, em que a bolsa passou por aperto, eles foram o destaque na indústria de fundos, superando, inclusive, os retornos dos fundos de renda fixa.
Segundo a Anbima, a rentabilidade acumulada dos multimercados macro alcançou 17% no ano passado, desempenho acima dos principais indicadores de referência. Os multimercados livres, que não possuem obrigatoriamente o compromisso de concentração em nenhuma estratégia específica, não foram tão bem quanto seus pares, mas, ainda assim, acumularam ganhos de 9,4% em 2022.
Porém, os dados mostram que os investidores não aproveitaram essa rentabilidade exuberante. Isto porque os fundos multimercados também foram os que sofreram maior resgate de toda a indústria de fundos no ano passado, com R$ 87,6 bilhões.
Poucos gestores gostam de ter ouro na carteira - Menezes, da Armor, diz que não gosta nem nos dentes.
A rejeição ao metal se explica pela ausência de remuneração na forma de juros, pois o investidor só ganha se vender a um preço maior do que comprou. E, se comparar o preço da commodity no dia 1º de janeiro de 2023 com o dia 31 de dezembro de 2021, o metal ficou de lado.
“Não gosto de ouro. Teria que subir ao longo do tempo para valer a pena e não há uma demanda para isso”, disse Leonardo Rufino, da Mantaro Capital.
Já Godoi, da Kairós, pondera que assim como os juros altos jogam contra o dólar, o mesmo vale para o ouro.
Mas vale destacar que a Verde Asset, de Luis Stuhlberger, ficou com posição comprada no metal na maior parte de 2022. A gestora não quis dar entrevista, mas a informação consta nas cartas mensais do principal fundo da casa.
Se Stuhlberger gosta de investir em ouro, talvez devamos ficar de olho no comportamento do metal.
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