R$ 2 bilhões em dividendos é fichinha: TIM (TIMS3) pode depositar ainda mais dinheiro na conta dos acionistas, segundo XP
Segundo a CFO da Tim, os resultados acima das expectativas podem levar a revisões para cima nos pagamentos de dividendos para este ano

Com resultados mais robustos que o esperado a cada trimestre, a Tim (TIMS3) se mostra cada dia mais próxima de superar as metas para este ano — e isso inclui os pagamentos de dividendos para 2023, segundo a XP Investimentos.
A visão mais otimista da corretora vem na esteira de um encontro com representantes da TIM Brasil na semana passada.
A diretora financeira (CFO, na sigla em inglês), Andrea Viegas, e o líder de relacionamento com investidores, Vicente Ferreira, participaram de uma reunião com clientes institucionais da XP e revelaram as perspectivas para dividendos e as intenções da Tim para fusões e aquisições.
Vale destacar que TIMS3 foi eleita a ação favorita dos analistas da XP no setor de telecomunicações brasileiro. Para os economistas, o papel está barato.
Nas contas da corretora, a Tim negocia a um valuation atrativo de 3,9 vezes o valor de firma sobre Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e a um preço/lucro (P/E) de 12,8 vezes para o fim de 2024.
A corretora fixou o preço-alvo de R$ 21 por ativo até o fim do ano que vem, implicando em um potencial de valorização de 38% em relação ao último fechamento.
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A ação da Tim opera em leve alta no pregão desta terça-feira (26). Por volta das 12h05, o papel subia 0,86%, negociado a R$ 15,21. No ano, TIMS3 acumula valorização de 28%.
A Tim (TIMS3) vai surpreender com dividendos?
Mas voltemos às projeções de dividendos “arrasa-quarteirão” da Tim (TIMS3).
Até então, a empresa de telefonia calculava encerrar o ano com uma distribuição de R$ 2,3 bilhões em proventos.
Recentemente, a companhia anunciou o pagamento de R$ 425 milhões na forma de juros sobre o capital próprio (JCP).
Acontece que, segundo a CFO da Tim, os resultados acima das expectativas podem levar a revisões para cima nos pagamentos de dividendos para este ano.
A empresa ainda revelou o que pretende fazer caso os JCP deixem de existir. De acordo com Andrea Viegas, a Tim está avaliando internamente quais serão os principais impactos e o que a empresa poderia fazer para otimizar sua estrutura de capital.
- VEJA TAMBÉM: JCP (Juros Sobre Capital Próprio) pode acabar em breve; entenda por que e veja onde investir para poder continuar recebendo proventos de empresas da Bolsa.
Segundo os analistas do BTG Pactual, o setor de telecomunicações seria um dos mais afetados pelo fim do instrumento dos juros sobre capital próprio.
Nos cálculos do BTG, o lucro líquido da TIM Brasil deve cair cerca de 17,2% em 2024 e 17,1% em 2025 caso os JCP cheguem ao fim.
Para a CFO da Tim, ainda existem mais de R$ 2 bilhões em disputa relacionados às taxas do fundo contábil FISTEL, que compõem as taxas da Anatel.
Quando julgadas, essas taxas podem ser revertidas em favor da empresa, segundo a executiva.
As novas estimativas da empresa para os dividendos devem ser apresentadas oficialmente em novembro, durante o evento Investor Day da Tim Brasil.
Além dos dividendos da Tim (TIMS3)
A projeção é que a Tim (TIMS3) apresente uma leve desaceleração no crescimento dos serviços móveis no terceiro trimestre deste ano em relação aos três meses anteriores.
Isso porque este será o primeiro trimestre sem contribuição inorgânica da Oi. Segundo os representantes da Tim, há uma dificuldade em tentar calcular as receitas sem a contribuição da rival Oi.
Apesar do ritmo menor, a empresa está confiante que alcançará as projeções (guidance) de crescimento de um dígito, impulsionado pelos resultados móveis em pós-pagos e reajustes esperados.
Segundo a empresa, o ambiente competitivo se tornou “mais racional” após a venda da Oi Móvel, o que contribuiu para a aceleração do crescimento dos serviços móveis. Agora, as operadoras podem ajustar os planos pré-pagos, por exemplo.
Além disso, a TIM acredita que a intensa concorrência no segmento FTTH também desempenhou um papel relevante na adoção de uma abordagem mais racional pelos operadores em relação aos serviços móveis.
“A prioridade de curto prazo é atender o guidance com aumento de geração de caixa”, de acordo com a XP.
A Tim (TIMS3) vai às compras em 2023?
De acordo com a diretora financeira, a Tim (TIMS3) atualmente tem pouco interesse em adquirir provedores de serviços de Internet nos próximos 12 meses.
Isso porque o mercado de fibra óptica vem sofrendo desaceleração, e a empresa teme aumentos de preços e um ambiente competitivo mais agressivo.
Para a CFO da Tim, o mercado de fibra não será o foco principal hoje, mas “pode haver oportunidades no médio prazo”.
Vale lembrar ainda que a Tim pretende seguir uma estratégia de negócios “Asset Light” — isto é, com a menor quantidade possível de ativos, mantendo apenas os negócios essenciais para suas operações.
Por isso, não faria sentido adquirir uma rede que reverta para o modelo anterior, segundo a executiva.
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