Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Ana Carolina Neira

Ana Carolina Neira

Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero com especialização em Macroeconomia e Finanças (FGV) e pós-graduação em Mercado Financeiro e de Capitais (PUC-Minas). Com passagens pelo portal R7, revista IstoÉ e os jornais DCI, Agora SP (Grupo Folha), Estadão e Valor Econômico, também trabalhou na comunicação estratégica de gestoras do mercado financeiro.

O QUE VEM POR AÍ?

A Oi (OIBR3) ainda tem futuro? O que está por trás do pedido que pode levar a companhia a uma nova recuperação judicial

Medida solicitada pela Oi (OIBR3) prevê proteção contra credores sem que haja intervenção da Justiça

Ana Carolina Neira
Ana Carolina Neira
3 de fevereiro de 2023
6:45 - atualizado às 12:33
Montagem com logo da Oi (OIBR3)
Imagem: Adobe Stock/Montagem: Giovanna Figueredo

Nunca se falou tanto em recuperação judicial no ambiente de negócios brasileiro como agora. O ano já começou com o pedido impressionante feito pela Americanas (AMER3) e agora embala em outro caso que promete ser emblemático envolvendo a Oi (OIBR3).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso mesmo, você não leu errado — a mesma Oi (OIBR3) que encerrou seu processo há pouco mais de um mês pode estar no caminho de uma nova recuperação.

Para quem entende da situação da companhia, o caso não surpreende, já que o pedido anterior tinha como objetivo resolver os problemas financeiros da operadora até 2016, uma dívida de R$ 65 bilhões.

  • Como investir em 2023? Com o início do novo governo Lula, a guerra entre Ucrânia e Rússia e o medo de uma recessão nas principais economias do mundo, é normal que o investidor não saiba muito o que fazer agora. Por isso, este material exclusivo do Seu Dinheiro revela as melhores oportunidades de investimento nas principais classes de ativos para quem não quer perder dinheiro em 2023. CONFIRA AQUI GRATUITAMENTE

A questão é que de lá para cá, mesmo que ela tenha feito boa parte da sua lição de casa, uma série de outras complicações surgiram.

Desta vez, a Oi pediu proteção contra seus credores diante de dívidas que somam R$ 29 bilhões, algumas delas com vencimento para a semana que vem. Isso não quer dizer que ela vai mesmo oficializar um novo pedido de recuperação judicial, mas o caminho está pavimentado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em dezembro passado, o Seu Dinheiro já havia trazido uma reportagem sobre os dramas da outrora gigante da telefonia mesmo após a vitória no primeiro processo de recuperação judicial.

Leia Também

De todo modo, a notícia caiu como uma bomba para quem tem ações da Oi (OIBR3). Por volta das 14h22 da quinta-feira (2), as ações operavam em forte queda de 26,27% na B3, cotadas a R$ 1,74.

Oi (OIBR3) pega carona com Americanas

Hoje o principal ativo da Oi é a participação minoritária na unidade de fibra óptica após a venda do controle para o BTG Pactual. O principal passo para o fim da recuperação judicial da empresa foi a venda da operação de telefonia móvel para as três antigas rivais — Claro, TIM e Vivo —, por R$ 16 bilhões.

Foi um longo processo aprovado apenas no ano passado pelo Cade, o órgão de defesa da concorrência. E quando o assunto parecia resolvido, as compradoras decidiram contestar o valor e agora querem pagar R$ 3,2 bilhões pelos ativos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na avaliação de Pedro Almeida, especialista em arbitragem do escritório GVM Advogados, o pedido da Oi (OIBR3) sequer foi feito por acaso, mas na carona do escândalo Americanas — as empresas compartilham os mesmos escritórios de advocacia. Uma vez que o precedente de proteção contra credores foi aberto pela varejista, a Oi pode se beneficiar da mesma maneira.

Agora, ele explica que uma opção pode ser uma recuperação extrajudicial, que é uma espécie de acordo entre a empresa e seus credores, mas combinada sem o aval da Justiça.

"Esse novo pedido da Oi pode funcionar como uma alavanca para obter vantagem na negociação dessas dívidas, é um estágio que permite mais poder de negociação entre as partes porque não envolve a Justiça", afirma o advogado.

Esse seria, inclusive, o caminho ideal para os dois lados. Os credores, obviamente, não desejam entrar numa fila de uma outra recuperação judicial.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Oi, por sua vez, teve na saída desse processo uma oportunidade de atrair alguns investidores que eram impedidos de ter posição na empresa justamente por conta do processo judicial. Ainda que seja um efeito apontado como pontual e de curto prazo, ele demonstraria alguma confiança na empresa.

Ou seja, a Oi busca uma solução que é a antessala da recuperação judicial e que pode ser melhor para todos antes que um processo longo e burocrático comece outra vez.

Para alguns analistas, o futuro da Oi permanece tão incerto como antes: uma empresa que foi de gigante do setor de telecomunicações ao posto de penny stocks na bolsa brasileira, com pouca atratividade e gente disposta a investir nela.

Em relatório recente, o BTG Pactual já havia destacado que a companhia tinha uma série de outros problemas na justiça que poderiam afetar o fluxo de caixa da empresa, o que ajuda a justificar o pedido de socorro desta semana.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nos cálculos da equipe do BTG, a companhia ainda deveria desembolsar pelo menos R$ 1,7 bilhão ao longo dos próximos três anos somente em depósitos judiciais. 

Eles destacam também que a Oi encerrou sua recuperação judicial com uma dívida de R$ 22 bilhões, sendo R$ 18 bilhões líquidos. As maiores preocupações ficam por conta das altas despesas financeiras e o fluxo de caixa bastante pressionado, dois pontos que precisam de atenção para que a empresa possa caminhar bem daqui em diante.

"Hoje, uma nova recuperação judicial pode ser um caminho para viabilizar a empresa e ela vai empurrando isso. Quando olhamos o todo, é mais uma mancha na reputação que já estava manchada, numa empresa que já estava desacreditada. Não tem muito como piorar mais", diz um analista que prefere não ser identificado.

No mês passado foi a vez do Santander levantar dúvidas semelhantes ao constatar que a queima de caixa da Oi durante os nove primeiros meses do ano passado foi bem acima do esperado. Hoje, o banco espanhol não espera bons resultados para a companhia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Uma das principais dúvidas dos gestores é, por exemplo, como a Oi seria capaz de gerar fluxo de caixa nos próximos anos, além de apresentar balanços mais saudáveis e conseguir, enfim, crescer. 

Se essas já eram possibilidades remotas, agora elas parecem ainda mais distantes — o contexto pós-pandemia e os juros altos dificultam bastante.

Procurada, a Oi informa que o requerimento atual corre em segredo de justiça e envolve a “potencial renegociação de certas dívidas”.

Também diz que o objetivo da medida é dar continuidade às negociações com seus credores de forma “equilibrada e transparente”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O balanço que preocupa

O balanço da Oi é evidentemente preocupante e também nos ajuda a compreender o futuro da empresa. No terceiro trimestre de 2022, ela reportou um prejuízo líquido de R$ 3,064 bilhões.

O número representa uma redução de 36,3% em relação ao resultado negativo de R$ 4,813 bilhões visto no mesmo período do ano anterior, mas aprofundou as perdas de R$ 321 milhões do trimestre imediatamente anterior.

Já a dívida líquida, métrica importante para entender como anda a saúde financeira da companhia, ficou em R$ 18,334 bilhões. Trata-se de uma redução de 38,7% em relação ao mesmo período de 2021.

A Oi programou a divulgação do balanço do último trimestre de 2022 para o dia 24 de março. Resta saber qual será a situação jurídica e financeira da empresa até lá.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
E FORA 'DO STORIES' TU ESTÁ BEM?

O preço do sucesso da Cimed: enquanto bomba nas redes, empresa sofreu ‘no off’. E agora?

8 de maio de 2026 - 6:45

Fenômeno com a Carmed e cada vez mais pop nas redes, a farmacêutica viu margens pressionadas, estoques travados e queima de caixa em 2025. Agora, tenta equilibrar crescimento acelerado com disciplina financeira

BALANÇO

Magazine Luiza (MGLU3) ainda sente o peso dos juros e reverte lucro em prejuízo acima do esperado no 1T26

7 de maio de 2026 - 19:55

A varejista teve prejuízo líquido de R$ 55,2 milhões no primeiro trimestre de 2026, revertendo o lucro de R$ 12,8 milhões registrado no mesmo período do ano passado, em meio à pressão da Selic elevada sobre as despesas financeiras

SD ENTREVISTA

“Temos que estar com a guarda alta”, diz diretor do ABC Brasil (ABCB4) após queda no ROE do 1T26

7 de maio de 2026 - 19:55

Após um 1T26 pressionado, Ricardo Moura aposta em melhora gradual da rentabilidade — sem abrir mão do conservadorismo

PROVENTOS NO RADAR

PetroReconcavo (RECV3) anuncia JCP de R$ 100 milhões após lucro mais que dobrar no 1T26

7 de maio de 2026 - 19:51

Petroleira pagará R$ 0,34 por ação em juros sobre capital próprio e também informou avanço nas negociações com a Brava Energia

POR QUE TROCAR DE CEO AGORA?

Após 15 anos, Rodrigo Osmo dará adeus ao cargo de CEO da Tenda (TEND3); veja quem entra no lugar e o que está por trás da mudança

7 de maio de 2026 - 19:06

Marcos Cruz será o novo CEO da Tenda a partir de junho de 2027. O executivo comandou a Nitro Química na última década e acumula passagens pela McKinsey e Secretaria Municipal da Fazenda de São Paulo

TEMPORADA DE BALANÇOS

Com frete grátis no Brasil, Mercado Livre (MELI34) bota o pé no acelerador em vendas, mas lucro cai e margens seguem pressionadas no 1T26

7 de maio de 2026 - 17:32

Mesmo com receita acima do esperado e forte aceleração das vendas, o Mercado Livre registrou queda no lucro líquido e pressão nas margens no primeiro trimestre de 2026

REAÇÃO AO BALANÇO

Banco Inter desaba em NY após balanço do 1T26: ação chega a cair mais de 14% — o que assustou o mercado?

7 de maio de 2026 - 16:46

Lucro recorde e avanço no ROE não foram suficientes para segurar as ações nesta sessão; veja o que pressiona os papéis hoje

É SÓ O COMEÇO

JP Morgan deu veredito de compra para a Natura (NATU3) após alta de quase 50% em 2026. Quanto é possível lucrar agora?

7 de maio de 2026 - 16:06

Ação saltou mais que o triplo do Ibovespa desde o início de 2026, mas os analistas do JP Morgan calculam que o papel ainda tem espaço para subir

TECNOLOGIA NA BOLSA

Nem o medo da IA segurou: Totvs (TOTS3) sobe na bolsa após balanço forte; veja o que dizem os analistas

7 de maio de 2026 - 14:33

Companhia entregou margem recorde, crescimento da receita recorrente e primeiros sinais positivos da aquisição da Linx

NO SHAPE

Smart Fit (SMFT3) puxa ferro no 1T26: lucro salta 47%, e ações sobem forte na bolsa — veja se ainda dá tempo de entrar

7 de maio de 2026 - 12:14

Parte do resultado da rede de academias foi impulsionado pelo desempenho do peso-pesado TotalPass Brasil

COM ENERGIA RENOVADA

Axia (AXIA3) prepara sucessão do CEO Ivan Monteiro; e agora, quais serão os desafios do novo líder da elétrica?

7 de maio de 2026 - 12:03

O executivo é o único brasileiro a comandar as duas maiores empresas de energia do Brasil: Petrobras e Axia, ex-Eletrobras

REAÇÃO AO RESULTADO

Nem o lucro acima do esperado salva o Bradesco (BBDC4) na bolsa hoje, e ação cai forte na B3. Mercado ainda não comprou a virada?  

7 de maio de 2026 - 11:30

Balanço do 1T26 veio sólido, mas dúvidas sobre crédito, provisões e consistência da recuperação continuam no radar; veja o que dizem os analistas

1T26 À PROVA

“Isso não é piora de risco”, diz CEO do Bradesco (BBDC4) após salto nas provisões do 1T26; desafio agora é convencer o mercado

7 de maio de 2026 - 10:55

Alta de 26,5% nas provisões chama atenção no trimestre, mas Marcelo Noronha muda o foco e revela aposta para o motor da rentabilidade em cenário mais desafiador

PRÉVIA DO BALANÇO

Mercado Livre (MELI34) segue movendo céus e terra para crescer: no 1T26, vendas devem subir forte, enquanto lucro não acompanha

7 de maio de 2026 - 10:33

Por aqui, o desafio é a competição com outras plataformas de e-commerce, lá fora o objetivo é impulsionar o Mercado Pago; veja as projeções para o balanço do 1T26

ENTREVISTA EXCLUSIVA

‘30% de ROE é atingível’: CFO do Inter afirma estar ‘mais convencido do que nunca’ no plano 60-30-30 — mas relógio da rentabilidade segue correndo

7 de maio de 2026 - 8:07

Banco entrega lucro recorde, cresce acima do mercado; Santiago Stel revela estar ainda mais confiante com relação à meta ambiciosa para 2027

QUAL O FOCO AGORA

“2026 ainda é um ano muito incerto”, diz CFO da Espaçolaser; veja como foi o resultado no 1T26, e como empresa trará retorno ao acionista

6 de maio de 2026 - 20:47

“A companhia vem em uma trajetória de melhora em todos os indicadores. Então não é só crescer, mas com rentabilidade”, disse o diretor em entrevista ao Seu Dinheiro

SD ENTREVISTA

Nem o “trimestre mais fraco” segurou a Mater Dei (MATD3): lucro salta quase 80% no 1T26 e CEO aposta em virada das ações

6 de maio de 2026 - 20:07

Mesmo com menos dias úteis, companhia inicia o ano com lucro líquido ajustado de R$ 36,3 milhões nos três primeiros meses de 2026; veja outros destaques do balanço

BALANÇO 1T26

Ânima (ANIM3) sente as dores e delícias das novas regras do EaD, mas CEO crava: ‘mais positivo do que negativo’; veja destaques do 1T26

6 de maio de 2026 - 18:10

A CEO Paula Harraca e o CFO Átila Simões da Cunha disseram ao Seu Dinheiro que o novo marco regulatório impulsionou os resultado, mas a adaptação às novas modalidades pressionou a evasão de alunos no período

BALANÇO

Moura Dubeux (MDNE3) tem lucro recorde de R$ 156 milhões e VGV sobe 255%; CEO revela o motor dos números do 1T26

6 de maio de 2026 - 18:03

Em um cenário pressionado pela inflação, a Moura Dubeux utilizou o modelo de condomínio fechado para se blindar, conta o Diego Villar, CEO da empresa

RESULTADO

Bradesco (BBDC4): lucro de R$ 6,8 bilhões no 1T26 mostra que a recuperação está de pé — dá para acelerar?

6 de maio de 2026 - 18:03

Lucro cresce pelo nono trimestre seguido e ROE continua a superar o custo de capital; confira os destaques do balanço

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia