🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Flavia Alemi

Flavia Alemi

Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pela FIA. Trabalhou na Agência Estado/Broadcast e na S&P Global Platts.

O ROXINHO VAI FICAR NO AZUL?

Nubank pode ter o último prejuízo da história no 4T22 — e graças ao fim do bônus bilionário do fundador; saiba o que esperar do balanço

Resultados do 4T22 do Nubank terão um reconhecimento único e não monetário de despesas relativas ao fim do acordo do fundador da fintech

Flavia Alemi
Flavia Alemi
14 de fevereiro de 2023
6:20 - atualizado às 10:01
Nubank

O primeiro ano de vida do Nubank (NUBR33) como companhia aberta, com ações negociadas em bolsa, foi mais do que agitado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em 2022, o banco digital expandiu a operação em outros países, fez uma mudança drástica no rendimento da conta e se colocou numa polêmica que deveria ter ficado restrita ao mercado de capitais, mas fez parte dos clientes questionarem se ele havia falido. 

Este, claro, é um resumo simplificado do que foi um ano complexo para o Nubank e outras fintechs brasileiras. O resultado da operação do ano todo será conhecido amanhã (14), quando o Nubank publica as demonstrações financeiras após o fechamento das bolsas.

Apesar de complicado, o ano teve um marco que merece destaque na história do banco do cartão roxo. A companhia finalmente atingiu o breakeven no terceiro trimestre de 2022, ou seja, registrou lucro contábil pela primeira vez.

Para os últimos três meses do ano, a projeção é de um novo prejuízo, mas que tem tudo para ser o último da história do Nubank. E isso graças ao fim de um acordo que previa o pagamento de um bônus bilionário a David Vélez, o fundador do banco.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esse ponto pode ser um pouco confuso, por isso explico com mais detalhes abaixo.

Leia Também

VEJA TAMBÉM - O escândalo Americanas e o impacto nos bancões; descubra os efeitos do rombo em Itaú, Bradesco e Santander

Lucro líquido ajustado x lucro líquido

Desde que começou a publicar suas demonstrações financeiras como empresa aberta, o Nubank sempre deu mais ênfase ao lucro líquido ajustado do que ao lucro líquido “normal”.

O cálculo ajustado não é feito segundo normas contábeis geralmente aceitas e desconsidera as despesas e efeitos tributários relacionados à remuneração baseada em ações do Nubank.

A fintech alega que os valores de ações concedidas a executivos, funcionários ou consultores não refletem o desempenho dos negócios, uma vez que os papéis sofrem variação de preço. No Seu Dinheiro, porém, sempre optamos por enfatizar o lucro líquido contábil do Nubank, pois tais despesas são recorrentes e não algo pontual. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso gera discrepâncias, pois tanto analistas quanto jornalistas se dividem sobre qual cálculo merece destaque. No cálculo ajustado, o Nubank tem registrado lucro desde o IPO, mas vinha ficando no vermelho no cálculo contábil até o terceiro trimestre do ano passado.

O bônus da discórdia

Nos resultados do quarto trimestre, porém, será contabilizado o efeito do fim do acordo de remuneração do fundador David Vélez. Em novembro de 2022 ele decidiu abrir mão do polêmico contrato, que envolvia prêmios de incentivo de longo prazo associados a metas agressivas sobre o desempenho das ações da companhia na bolsa.

O Nubank estima que o fim do acordo vai representar uma economia de US$ 356 milhões aos cofres da fintech durante os próximos sete anos.

Porém, nos resultados do quarto trimestre haverá um reconhecimento único e não monetário de despesas nesse mesmo valor. Isto porque as normas contábeis exigem que a rescisão seja registrada como uma aquisição acelerada, ainda que não haja aquisição ou desembolso real.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Assim, as projeções para o lucro líquido às quais tivemos acesso variam desde prejuízo de US$ 335 milhões até lucro de US$ 17 milhões.

Já as estimativas para o lucro líquido ajustado estão entre US$ 46 milhões e US$ 70 milhões - o consenso da Bloomberg é de US$ 54 milhões.

Portanto, no quarto trimestre de 2022, o Seu Dinheiro irá considerar o lucro líquido ajustado do Nubank como o “correto”, ainda que, para fins contábeis, o mais provável é que o banco apresente mais um prejuízo no período.

Livre dessa remuneração com o fundador, porém, a tendência é que o Nubank apresente lucro a partir deste ano sob qualquer métrica, como um banco “normal”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Aumento dos calotes

Mais do que o lucro do Nubank, a métrica que deve roubar a atenção dos investidores no último trimestre de 2022 é, novamente, a inadimplência. 

A preocupação é justificada, tendo em vista que os dados do Banco Central mostram que o perfil predominante do endividamento no Brasil é composto por pessoas das faixas de renda mais baixa e produtos como cartão de crédito e empréstimo pessoal — justamente as características que definem o mix do Nubank.

Só que é importante ter em mente que no segundo trimestre de 2022 o Nubank decidiu mudar a maneira como divulga  o cálculo da inadimplência. 

Na nova metodologia, o banco digital passou a antecipar a baixa de empréstimos pessoais inadimplentes há mais de 360 dias para 120 dias, enquanto a baixa dos cartões de crédito permaneceu em +360 dias.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nos dois produtos, o Nubank aplica uma baixa parcial e somente o que se refere a “recuperação esperada” do empréstimo baixado é mantido no balanço. O efeito disso é redução nos índices de inadimplência acima de 90 dias e aumento da inadimplência de 15-90 dias para empréstimos pessoais.

Isto significa que os analistas vão ficar de olhos bem abertos para entender como está, de fato, a situação no Nubank. No terceiro trimestre, o Nubank informou que a inadimplência cresceu 0,6 ponto percentual em relação ao período anterior, mas, se não fosse pela mudança da metodologia, o indicador teria subido 1,3 ponto percentual, para 5,4%.

O Santander é um dos bancos que está desconsiderando o cálculo novo do Nubank e projeta que o índice de calotes entre os clientes do banco digital chegue a 7% na metodologia antiga ao final do quarto trimestre de 2022.

Carteira de crédito em desaceleração

Além da inadimplência, o ritmo de crescimento da carteira de crédito do Nubank também deve ser um ponto de atenção, uma vez que ele vem desacelerando nos últimos trimestres. O banco digital afirma que está diminuindo os empréstimos intencionalmente devido ao aumento da inadimplência. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em meio ao cenário incerto, o Nubank tem procurado passar uma mensagem mais conservadora ao mercado, de acordo com o Goldman Sachs. Os analistas reduziram suas estimativas para o crescimento de empréstimos pessoais em 2023, por exemplo.

Na visão do Goldman Sachs, os cartões de crédito devem continuar como principal fator de crescimento do banco digital.

Mas vale pontuar que mesmo com a carteira de crédito em desaceleração, o Nubank consegue manter o ritmo de prospecção de novos clientes. De acordo com dados do Banco Central, o roxinho encerrou 2022 com 75 milhões de clientes, sendo que 70 milhões são apenas no Brasil. Um ano antes, a fintech contava com 53,9 milhões de clientes.

Reflexo nos papéis do Nubank

As dificuldades do Nubank, assim como todas as empresas ditas “de crescimento”, não passaram despercebidas no ano passado e o reflexo disso se deu nos papéis da companhia negociados em Nova York.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Desde o IPO, em dezembro de 2021, as ações do Nubank derreteram mais de 50% na Nyse. Ainda assim, bancos de investimento que coordenaram o IPO do Nubank, como o Goldman Sachs, continuam recomendando comprar os papéis. Confira os que o Seu Dinheiro teve acesso:

NUBANKRATINGPREÇO-ALVO
BTG PACTUALNEUTRO$4,50
SANTANDERVENDA$3,00
JP MORGANNEUTRO4-4,5
GOLDMAN SACHSCOMPRA$9,50
XPNEUTRO-

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
QUEM TEM CORAGEM?

Vai apostar contra a Petrobras (PETR4)? CEO diz que é melhor não. Ações da estatal chegam a subir 6% — e não é só pelo petróleo

6 de março de 2026 - 12:33

O Brent cotado acima de US$ 90 o barril ajuda no avanço dos papéis da companhia, mas o desempenho financeiro do quarto trimestre de 2025 agrada o mercado, que se debruça sobre o resultado

TROCA DE LIDERANÇA

Fundador da Oncoclínicas (ONCO3) deixa o comando após crise financeira e pressão do mercado. Quem assume como CEO agora?

6 de março de 2026 - 12:02

Bruno Ferrari renuncia ao cargo de CEO; empresa afirma que mudança abre caminho para uma nova fase de reestruturação

OS ÚLTIMOS CAPÍTULO DA NOVELA

Oi (OIBR3): venda do principal ativo da empresa ‘flopa’, enquanto falta de pagamento causa corte no rating da empresa

6 de março de 2026 - 11:30

Venda da fatia na V.tal recebe proposta abaixo do valor mínimo e vai à análise de credores; Fitch Ratings rebaixa a Oi por atraso no pagamento de juros

INJEÇÃO BILIONÁRIA

Cheque bilionário à vista: Simpar (SIMH3), Movida (MOVI3) e Vamos (VAMO3) podem levantar mais de R$ 3 bilhões

6 de março de 2026 - 9:32

Pacote envolve três companhias do grupo e conta com apoio da controladora e da BNDESPar; veja os detalhes

ENTENDA A OPERAÇÃO

Cosan (CSAN3) pede registro para IPO da Compass, em meio à crise na Raízen (RAIZ4)

6 de março de 2026 - 8:47

Pedido de registro envolve oferta secundária de ações da Compass e surge em meio à pressão financeira enfrentada pela Raízen

RESULTADOS FINANCEIROS

Petrobras (PETR4) reverte prejuízo no 4T25 com lucro de R$ 15,6 bilhões e anuncia R$ 8,1 bilhões em dividendos

5 de março de 2026 - 21:15

O consenso de mercado compilado pela Bloomberg apontava para lucro líquido de R$ 16,935 bilhões no período; já as estimativas de proventos eram de R$ 6,7 bilhões

REBAIXADA

Raízen (RAIZ4): S&P corta rating e mantém perspectiva negativa em meio a dúvidas sobre a dívida

5 de março de 2026 - 17:45

A decisão ocorre após a empresa informar que avalia um plano de reestruturação financeira, que inclui uma injeção de R$ 4 bilhões

BLOQUEIO INÉDITO

Fictor na mira: Justiça bloqueia bens de sócios e vê sinais de fraude contra investidores

5 de março de 2026 - 17:21

Decisão mira patrimônio pessoal dos envolvidos enquanto credores tentam recuperar parte de bilhões captados pelo grupo

DESTAQUES DA BOLSA

Pressão no retrovisor: Localiza (RENT3) cai forte na B3 após UBS BB reduzir recomendação; culpa pode ser da “segunda onda” de carros chineses

5 de março de 2026 - 17:04

Banco vê risco de depreciação mais forte da frota com nova enxurrada de carros chineses e diz que espaço para surpresas positivas diminuiu; veja a visão dos analistas

DANDO UM GÁS NAS AÇÕES

Por que a Ultrapar (UGPA3) está subindo na bolsa mesmo após queda no lucro?

5 de março de 2026 - 15:06

Empresa teve queda expressiva nos lucros líquidos, quando comparados ao ano anterior, porém o contexto da queda e outros dados foram vistos com bons olhos pelo mercado; confira

NO RADAR DO CADE

Azul (AZUL53) colocou o carro na frente dos bois em negócio com a American Airlines? Entenda a denúncia de possível ‘gun jumping’

5 de março de 2026 - 15:01

O caso envolve um investimento que integra o plano de capitalização da companhia aérea após sua recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11)

SUBIU DEMAIS?

É o fim da linha para a Vale (VALE3)? XP diz que rali das ações está com os dias contados

5 de março de 2026 - 14:33

Os papéis da mineradora subiram cerca de 80% nos últimos 12 meses, impulsionadas principalmente por fluxos estrangeiros para mercados emergentes, pela valorização de metais e pelo crescente interesse dos investidores em ativos ligados ao cobre

TECNOLOGIA NO CENTRO

A revanche dos bancões: como Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e Santander reagiram à invasão das fintechs — e por que agora a ‘guerra’ é outra

5 de março de 2026 - 14:01

Depois de anos correndo atrás de players digitais, os grandes bancos reconstruíram sua infraestrutura tecnológica, apostaram em inteligência artificial e agora brigam pelo verdadeiro troféu da guerra digital: a principalidade

OPORTUNIDADE

Nova empresa, novos ganhos: Bradsaúde tem potencial de alta de 35% e está com desconto de 70% em relação à principal rival, diz BTG

5 de março de 2026 - 11:07

O banco aumentou o preço alvo para as ações da OdontoPrev, que será rebatizada de Bradsaúde, de R$ 13 para R$ 18, um potencial de alta de 35%

BENEFÍCIOS DE ELITE?

Luxo acessível? Revolut promete 120% do CDI, IOF zero e cartão premium para além da alta renda

5 de março de 2026 - 10:33

Fintech concorrente do Nubank amplia oferta de crédito, lança plano Ultra e aposta em luxo acessível para conquistar o dia a dia dos brasileiros

DINHEIRO À VISTA?

Uma nova solução: Raízen (RAIZ4) avalia aporte de R$ 4 bilhões e reestruturação da dívida; Shell entra com maior valor

5 de março de 2026 - 9:45

Para que essas negociações ocorram de maneira segura, a Raízen quer assegurar um ambiente ordenado e buscar uma solução consensual, que poderá ser implementada por meio de Recuperação Extrajudicial, caso necessário

PRÉVIA DOS RESULTADOS

Vem mais dividendo por aí? Após produção recorde da Petrobras (PETR4), analistas revelam o que esperar do balanço do 4T25

5 de março de 2026 - 6:01

A estatal divulga os números dos últimos três meses do ano após o fechamento dos mercados desta quinta-feira (5); especialistas revisam as expectativas diante de um cenário menos favorável para o petróleo em 2025

CORRIDA ALÉM DAS EXPECTATIVAS

Ações da Vulcabras (VULC3), dona da Olympikus e Mizuno, sobem após resultados do 4T25 superarem expectativas; veja se é hora de comprar

4 de março de 2026 - 16:30

Entre analistas, a leitura dos resultados é positiva, mesmo com a queda no lucro. Além da marca própria Olympikus, a companhia representa no Brasil a japonesa Mizuno e a americana Under Armour

QUEM SOFRE É A CERVEJA

Sinal de ressaca? Ambev (ABEV3) anuncia possível pressão em despesas e custos diante da volatilidade do dólar; entenda

4 de março de 2026 - 16:00

Alumínio, que é uma das matérias-primas da Ambev, também pode ficar mais caro em decorrência do conflito no Oriente Médio; empresa já vinha lidando com ambiente adverso

FEBRE DAS CANETAS

RD Saúde (RADL3) tem lucro abaixo do esperado no 4T25, mas ‘efeito Ozempic’ impulsiona ações

4 de março de 2026 - 14:58

Com 10% da receita vindo de medicamentos como Ozempic e Wegovy, RD Saúde mostra que o peso das canetas emagrecedoras já impacta o balanço

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar