Nubank, Banco do Brasil ou Bradesco? Veja quais são as apostas dos gringos no setor bancário brasileiro
Com expectativas de aperto monetário global, os investidores estrangeiros deixaram de lado as instituições de pagamento e dos mercados de capitais e migraram para grandes bancos e seguradoras

De quatro meses para cá, o paladar dos investidores estrangeiros foi apimentado pelos juros elevados no mundo — o que fez os gringos mudarem de preferência: agora é a vez de bancos como o Nubank (ROXO34) e o Banco do Brasil (BBAS3), segundo um levantamento do Itaú BBA.
Com as expectativas de aperto monetário global, os investidores dos Estados Unidos deixaram de lado as instituições de pagamento e dos mercados de capitais e migraram para os bancões e seguradoras.
Com isso, nomes como Stone, PagSeguro, B3, XP Investimentos e BTG Pactual perderam apelo entre gringos. Agora, a tese dos norte-americanos aposta na vitória de bancos e segmentos de seguros.
“Este setor tem ventos favoráveis macroeconômicos e algumas histórias de crescimento ‘construídas por si mesmas’”, escreveu o banco, em relatório. “É provável que os lucros melhorem gradualmente e que as questões regulamentares sejam resolvidas.”
Mas qual é o banco preferido dos norte-americanos?
Segundo os analistas, o Nubank foi o nome mais comentado positivamente entre os investidores, porém, o Banco do Brasil ganhou força no exterior.
Para os gringos, o BB é uma aposta de valor, enquanto o Nubank trata-se de uma aposta de crescimento no setor bancário.
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Enquanto isso, o Bradesco (BBDC4) e o Santander Brasil (SANB11) não são vistos como os melhores “valuations” nem possuem o impulso mais forte de valorização. Vale lembrar que o Itaú BBA não cobre o Itaú Unibanco (ITUB4).
“Os investidores norte-americanos deixaram de duvidar do Nubank e passaram a comprá-lo, visando um potencial de valorização a longo prazo”, afirmam os analistas.
Já do lado das seguradoras, a BB Seguridade (BBSE3) apareceu com mais frequência em discussões entre os investidores que a Caixa Seguridade (CXSE3), o que revela uma oportunidade, segundo o Itaú BBA.
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De olho em Nubank e Banco do Brasil
A tese mais construtiva para Nubank baseia-se na sequência de marcos alcançados até então.
“Os próximos capítulos parecem mais fáceis, enquanto todos os outros bancos digitais lutam para cobrir o seu custo de capital.”
Na visão dos analistas, as próximas etapas do banco digital são apresentar retorno sobre patrimônio líquido (ROE) acima de 20% no segundo semestre, além de regulação moderada das taxas de cartão de crédito e sucesso na rolagem de empréstimos consignados até 2024.
Acontece que o BB recebe mais “amor” no exterior do que no Brasil. “O histórico de lucros do banco é longo e completo, tornando esta uma história de valor única.”
A pesquisa mostrou que o risco político é um fator que os investidores estrangeiros consideram desde o início em qualquer posição no Brasil.
“Evitar as empresas estatais não protege as posições em ações dos riscos regulamentares ou de gestão, já que muitos bancos privados demonstraram uma execução pior do que o BB”, destaca o relatório.
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