A empresa de Mark Zuckerberg iniciou, nesta quarta-feira (24), o que promete ser a última rodada do plano de demissões anunciado em março deste ano. Essa é a terceira vez que a Meta, dona do Facebook, reduz o quadro de funcionários nos últimos nove meses.
Dessa vez, o “enxugamento” da força total de trabalho atinge, principalmente, os profissionais das áreas técnicas da big tech. Experiência do usuário, marketing, recrutamento e seleção, programação e engenharia de software também foram alguns setores afetados neste último corte.
As demissões, porém, não foram restritas aos funcionários dos EUA. Alguns brasileiros também relataram o desligamento da empresa no LinkedIn. Por aqui, o corte afetou profissionais dos setores de comunicação e marketing do Instagram.
Ao todo, cerca de 6 mil pessoas devem ser afetadas nessa última rodada, em todo o mundo. Isso porque o último corte, realizado entre março e abril, reduziu quatro dos dez mil postos de trabalho previstos no plano da companhia.
Por fim, o Seu Dinheiro questionou a divisão brasileira da empresa sobre os cortes realizados hoje, que não informou um número oficial de profissionais brasileiros afetados.
Como resposta, a empresa encaminhou a carta de Mark Zuckerberg divulgada em março, quando anunciou o plano de demissão de mais de 10 mil funcionários em todo o mundo, além do congelamento de cinco mil vagas.
Vale lembrar que o documento escrito por Zuckerberg também traz a possibilidade de demissões “pontuais” até o final deste ano.
“O ano da eficiência” da dona do Facebook
A primeira redução na força de trabalho da Meta ocorreu em novembro do ano passado, na onda de demissões que atingiu as empresas de tecnologia Amazon, Twitter e Alphabet — dona do Google — e Microsoft.
Na época, o corte na empresa controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp atingiu 11 mil funcionários.
Mas, em um pouco mais de quatro meses depois, um novo plano foi anunciado: a redução de mais 10 mil profissionais no chamado “ano da eficiência" de Mark Zuckerberg.
“No nosso Ano de Eficiência, tornaremos nossa organização mais horizontal, removendo camadas de gestão. Como parte disso, vamos solicitar a muitos gestores que se tornem colaboradores individuais. Vamos ter também colaboradores individuais se reportando em todos os níveis – não apenas na base – para que o fluxo de informações entre pessoas que realizam seus trabalhos e a gestão seja mais rápido”, escreveu Zuckerberg, em março.
Ao todo, cerca de 21 mil profissionais da Meta perderam os seus empregos desde novembro de 2022.