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MUDANÇAS APROVADAS

Casas Bahia (BHIA3) avança em reestruturação financeira e fica mais perto de ter um novo controlador

Debenturistas aprovaram as alterações propostas pela varejista, mas ainda precisa do aval do Cade

Fachada da Casas Bahia, marca da Via (VIIA3)
Fachada da Casas Bahia - Imagem: Divulgação / Casas Bahia / Facebook

O anúncio da compra de R$ 1,6 bilhão em dívidas da Casas Bahia (BHIA3) pela Mapa Capital mal foi digerido pelo mercado. Ainda assim, a medida rendeu mais um passo para a entrada da gestora no quadro acionário da varejista.

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A Casas Bahia (BHIA3) anunciou que os debenturistas aprovaram as alterações propostas no Plano de Transformação da Estrutura de Capital, que inclui medidas para viabilizar a entrada da Mapa Capital como acionista majoritária da companhia.

As deliberações são referentes à 10ª emissão de debêntures e incluem:

  • Antecipação da conversão das debêntures da 2ª série, possibilitando sua conversão em ações ordinárias já a partir deste mês;
  • Postergação do primeiro pagamento de juros das debêntures da 1ª série para novembro de 2027;
  • Reperfilamento do cronograma de amortização, com 20% do principal da 1ª série concentrado em 2027 (antes 11,11%); e
  • Autorização para eventos de liquidez sem amortização antecipada obrigatória por 12 meses.

As mudanças são parte central da negociação com o grupo Mapa Capital, que firmou um acordo com o Bradesco (BBDC4) e o Banco do Brasil (BBAS3) para adquirir as debêntures de segunda série da décima emissão das Casas Bahia.

Assim, a Mapa Capital negocia a compra de todo o estoque de dívida conversível em ações. Estimada em cerca de R$ 1,6 bilhão, essa parte da dívida vinha sendo negociada pela varejista com os bancos.

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A gestora já comunicou que pretende realizar a conversão das debêntures conversíveis em ações ordinárias logo após a efetivação da transferência. Com a operação, a gestora deve adquirir participação majoritária na varejista.

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Segundo a Casas Bahia, a expectativa é que a conversão seja concluída até o fim de agosto de 2025.

Reestruturação: o novo foco da Casas Bahia

Em busca da rentabilidade perdida, a Casas Bahia decidiu “voltar às origens”. Desde meados do ano passado, a varejista vem reduzindo o escopo de apostas em produtos, cortando custos e despesas e priorizando segmentos mais lucrativos para o negócio.

Em meio à reestruturação, a empresa fez uma captação de recursos por meio da 10ª emissão de debêntures. Essa emissão, realizada em julho de 2024, foi dividida em três séries:

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  • 1ª e 3ª séries: são debêntures simples com garantia real, que não podem ser convertidas em ações. Os investidores recebem juros, mas não viram sócios da empresa;
  • 2ª série: é uma debênture conversível, ou seja, pode ser trocada por ações da empresa no futuro, caso o investidor queira.

Quase um ano após a emissão, a varejista conseguiu chegar a um entendimento com os credores para converter essas dívidas em ações, o que reduziu o endividamento da Casas Bahia em R$ 1,6 bilhão.

Assim, a companhia vai converter toda a 2ª série da 10ª emissão de debêntures, enquanto Bradesco e Banco do Brasil, detentores dos papéis, vão vender as ações para a Mapa Capital.

Vale lembrar, porém, que a operação ainda  depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

*Com informações do Money Times.

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