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EXPANSÃO DA DISTRIBUIÇÃO DE GÁS

Mais empresas no guarda-chuva da Cosan (CSAN3)? Compass deve estruturar nova companhia e pode aproveitar privatizações; entenda

Compass vê mercado de gás natural com demanda crescente no Brasil e espaço para expandir portfólio atual

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Imagem: Pixabay

Não é novidade que a Cosan (CSAN3) é um grande grupo, composto por diversas empresas nos setores de óleo e gás, energia, mineração e logística. É só lembrar de companhias como a Compass, Raízen (RAIZ4) e Rumo (RAIL3).

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As duas últimas também com capital aberto na bolsa de valores brasileira.

Mas, embora o CEO da Cosan, Luis Henrique Guimarães, afirme que está satisfeito com o portfólio e ativos atuais do grupo, uma nova empresa deve ser estruturada dentro da Compass, que atua no segmento de gás natural.

Além disso, a Compass vê oportunidades de crescer com as empresas que já adquiriu e pode aproveitar a privatização de algumas distribuidoras de gás em estados do Centro-Sul do Brasil. É o que foi mostrado a analistas e jornalistas durante o Cosan Day.

Segundo o CEO da Compass, Nelson Gomes, a nova companhia já está sendo criada a partir do segmento atualmente chamado de “Marketing & Services”, e será composta por quatro outras áreas e/ou ativos:

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  • O Terminal de Regaiseficação de São Paulo (TRSP), que está sendo construído em Santos (SP) e deve entrar em operação em 2025;
  • Uma plataforma B2B em Gás Natural Liquefeito (GNL);
  • A joint venture criada recentemente com a Orizon, que está construindo uma unidade de biometano;
  • E uma área de comercialização do gás e do biometamo que serão distribuídos a partir do terminal e da unidade em construção.

“Essa nova companhia está em gestação, ainda vai ter nome, e começamos a operá-la no início do ano que vem. O primeiro ativo dessa companhia é o terminal”, disse Gomes durante o evento.

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Compass: capacidade do TRSP será ser modulada

De acordo com o CEO da Compass, com o novo terminal em Santos, a companhia poderá levar gás a áreas que não tem acesso à commodity ainda e há muito espaço para crescer nesse mercado no Brasil.

A partir do terminal, o GNL pode ser armazenado em navio e também pode ser distribuído por meio de caminhões. Para atender a outras empresas, a Compass ainda montou o que chamou de plataforma B2B. 

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A demanda potencial prevista do terminal é de 97 milhões de metros cúbicos por dia, que poderá ser levado a uma área distante até 1.200 km do porto.

Já o aumento de capacidade do terminal será feito conforme a demanda for ampliando.

“Quando olhamos para diesel e óleo combustível e gás natural, vamos partir com 14 milhões [de metros cúbicos] de capacidade total, 3 milhões já estão vendidos para a Comgás. Se conseguirmos conquistar 3% da demanda potencial, incrementaremos em mais 3 milhões por dia”, explicou o CEO.

Venda de distribuidoras de gás no Nordeste

No segmento de distribuição de gás, onde a Compass detém a Comgas e a Commit (a antiga Gaspetro), Gomes também comentou sobre o portfólio atual de distribuidoras.

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Com a aquisição da Gaspetro, foram adicionadas oito distribuidoras, totalizando 12 na companhia hoje.

Porém, a Commit já vendeu participações em cinco distribuidoras no Nordeste e a expectativa é que a transação seja concluída até o fim deste ano.

O CEO da Compass explica que a saída do Nordeste não se deve à qualidade dos ativos ou falta de potencial consumidor na região, mas sim à opção de dar maior foco às regiões do Centro-Sul do país, em distribuidoras de estados como Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul.

Nessas unidades, Gomes também vê espaço para ganho de eficiência e afirma que mesmo a distribuidora mais eficiente da Commit tem indicadores muito abaixo dos da Comgas, por exemplo. Por isso, o plano é replicar a estratégia da Comgas na Commit.

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Compass participará de leilões de privatização?

De acordo com o CEO da Compass, oportunidades sempre são observadas, incluindo em possíveis privatizações, como a da companhia de gás do Rio Grande do Sul, comprada pela empresa em leilão.

O executivo lembra que uma série de estados mostraram desejo de privatizar estatais de distribuição de gás, caso do Paraná, Espírito Santo e Minas Gerais, por exemplo.

Porém, não há nenhuma previsão de leilão marcado até o momento.

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Como a Compass vê a demanda do mercado de gás?

A visão da companhia é bastante otimista para a demanda do mercado de gás natural no Brasil em geral.

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Entre os motivos estão a futura abertura do mercado livre de consumidores de gás e a crescente demanda por novos produtos, como o biometano.

Do lado da oferta, Gomes afirma que a Petrobras (PETR4) continua sendo player relevante no país e que há boas perspectivas para a exploração de gás na camada pré-sal, porém, os custos para a extração são elevados.

“A gente enxerga muita descoberta e investimento no pré-sal, mas gás do pré-sal é complexo, requer muito investimentos”, disse. 

Por fim, Gomes comentou que o gás fornecido para o Brasil a partir da Bolívia deve continuar em declínio, com previsões de 2030 deve chegar próximo de zero.

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