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A princípio, a BYD pretende montar dois modelos no Brasil: um hatch compacto puramente elétrico e um utilitário esportivo híbrido
Maior rival da Tesla de Elon Musk, a montadora BYD está preparada para aumentar ainda mais a “invasão chinesa” no Brasil — desta vez, em terras baianas.
A fabricante asiática anunciou na terça-feira (4) que vai investir R$ 3 bilhões para produzir carros elétricos na “Cidade Industrial” da Bahia, como é conhecido o município de Camaçari.
A empresa pretende se instalar em um complexo industrial da Ford na cidade. O complexo será composto por três novas fábricas.
Vale destacar que, apesar dos planos, até o momento, a compra da unidade não foi fechada oficialmente.
A Ford confirma que está em processo de negociação para a venda da fábrica de Camaçari, mas que ainda não tem nada concreto para anunciar.
Em princípio, a BYD pretende montar dois modelos no Brasil: um hatch compacto puramente elétrico, o Dolphin; e um utilitário esportivo híbrido que combinará um motor elétrico com outro movido a gasolina ou etanol, chamado de Song.
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Além disso, a montadora chinesa vai fabricar chassis para ônibus, assim como caminhões elétricos, e processar lítio e ferro fosfato, metais de baterias, para o mercado externo, usando a estrutura portuária existente no local.
Caso os planos saiam de acordo com o previsto, a produção começará no segundo semestre de 2024, provavelmente no quarto trimestre do ano que vem.
O projeto foi anunciado durante cerimônia com o governador Jerônimo Rodrigues no Farol da Barra, em Salvador.
O evento contou com a presença de Stella Li, vice-presidente executiva global da BYD e CEO para as Américas.
A montadora desembarcou na Bahia atraída pelo programa local de incentivo ao setor automotivo. A iniciativa permitirá à empresa descontos, em duas etapas, no recolhimento do ICMS até 2032.
Além disso, o governador Jerônimo Rodrigues prometeu a isenção de IPVA aos carros elétricos, com preços de até R$ 300 mil, que forem produzidos no estado.
Com a unidade em Camaçari, a capacidade de produção de automóveis híbridos e elétricos da BYD no Brasil será de 150 mil veículos por ano.
Segundo estimativas, o número ainda poderá dobrar para 300 mil unidades nas fases posteriores do projeto.
Por sua vez, a geração de empregos é estimada em 5 mil vagas de trabalho, com mil oportunidades já na fase inicial do projeto.
A BYD prometeu dar prioridade a fornecedores locais e afirmou esperar preços competitivos da nova tecnologia com a produção nacional.
"As novas fábricas no Brasil vão permitir a introdução e aceleração da eletromobilidade no País, um movimento-chave para combater as mudanças climáticas e, de fato, melhorar a qualidade de vida das pessoas", afirmou a vice-presidente da BYD, Stella Li.
A marca chinesa BYD é focada na produção de carros eletrificados e também de outros componentes que envolvem o ecossistema da eletrificação.
Junto com os veículos elétricos, a montadora fabrica ônibus e caminhões elétricos, baterias e sistemas fotovoltaicos.
Presente no Brasil desde 2015, a BYD já possui três fábricas. A primeira, aberta há sete anos em Campinas (SP), é responsável pela montagem de ônibus 100% elétricos.
Em 2017 foi aberta a segunda planta, também em Campinas, para a produção de módulos fotovoltaicos.
A terceira unidade fabril, em Manaus (AM), inaugurada em 2020, surgiu da necessidade em abastecer sua frota de ônibus elétricos: a fábrica é dedicada à produção de baterias de fosfato de ferro-lítio (LiFePO4).
A empresa também é responsável por dois projetos de SkyRail (monotrilho) no país: em Salvador, com o VLT do Subúrbio, e na cidade de São Paulo, com a Linha 17 – Ouro.
Além disso, a BYD comercializa no Brasil empilhadeiras, vans, caminhões, furgões e automóveis, todos eletrificados.
*Com informações de Estadão Conteúdo
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