Lula deu sorte com a Petrobras (PETR4)? Este especialista acredita que sim — e conta o principal desafio da estatal nos próximos anos
Convidado do Market Makers, o economista Adriano Pires, que quase assumiu a presidência da estatal no governo Bolsonaro, ainda revelou as projeções para o futuro da Petrobras

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva “deu sorte” com a Petrobras (PETR4) no começo do novo governo, na visão do economista Adriano Pires, convidado do episódio #64 do Market Makers.
“Lula deu sorte nessa questão do preço do petróleo. De janeiro a julho, o preço do barril caiu, o que possibilitou que a Petrobras reduzisse os preços da gasolina e do diesel”, afirma Pires, em entrevista aos apresentadores Renato Santiago e Thiago Salomão.
Recentemente, porém, a commodity entrou em trajetória de alta, com o barril do petróleo cada vez mais caro.
Os preços do óleo bruto operam no nível mais alto em mais de um ano no mercado internacional. E, se a tendência se mantiver, é provável que a disparada se reflita no preço da gasolina em algum momento.
Entretanto, segundo Pires, a sorte de Lula reinou outra vez, já que as cotações do dólar — outra variável que influencia os custos da Petrobras — estão mais baixas em relação à última vez que o petróleo disparou.
Diretor do CBIE, Adriano Pires atua há mais de quatro décadas na área de energia, com passagem pela ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis).
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Em 2022, durante o governo de Jair Bolsonaro, o economista chegou a ser indicado pela União para assumir a presidência da petroleira estatal, mas desistiu do cargo “por motivos pessoais”.
Confira a conversa na íntegra. É só dar play aqui.
Adriano Pires e o futuro da Petrobras (PETR4)
Na visão de Adriano Pires, ainda que “o passado do controlador da Petrobras (PETR4) condene", o novo governo Lula não deve repetir os erros vistos na gestão de Dilma Rousseff.
“Tudo o que aconteceu no governo Dilma vai acontecer outra vez? Eu acho que não, porque agora existem travas. Essas travas são suficientes? Não sei. Mas estou preocupado”, conta, no podcast.
Segundo o economista, uma das questões que mais preocupam é se a Petrobras decidir voltar atrás nos “pilares” que sustentaram a reestruturação da estatal após a saída de Dilma do governo, como o plano de desinvestimento. “Eu acho que é um retrocesso e a gente tem que andar para frente.”
"Eu fico preocupado com o que vai acontecer com a Petrobras nos próximos anos”, afirma. “Me preocupa porque tudo depende muito do mercado internacional. Se o petróleo ficar caro, então teremos o verdadeiro teste drive [para a petroleira]."
Veja o episódio completo:
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